Lady Bird - A Hora de Voar
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4,0
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Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de março de 2018
Uma vez eu li uma entrevista em que um pai falava que os filhos são como balões; chega uma hora em que eles começam a voar pelo mundo, por conta própria, e os pais têm que estar preparados para isso. Não sei se é uma simples coincidência, mas me lembrei muito dessa frase quando assisti a Lady Bird: A Hora de Voar, filme dirigido e escrito por Greta Gerwig. Neste longa, acompanharemos a história de Christine “Lady Bird” McPherson (Saoirse Ronan, numa performance indicada ao Oscar 2018 de Melhor Atriz), uma jovem que está no último ano do colegial e que tem uma ambição que é comum a muitos adolescentes norte-americanos: a de que possam cursar uma faculdade o mais longe possível da cidade que eles consideram como seu lar.

Na verdade, Lady Bird: A Hora de Voar é muito mais do que um filme sobre esse desejo da sua personagem. O longa, na realidade, fala sobre relacionamentos familiares (especialmente os que ocorrem entre uma mãe e sua filha); sobre a descoberta e a vivência do primeiro amor; sobre a vontade de pertencer a algo; sobre as transformações pelas quais passamos, ao longo de nossas vidas; e, principalmente, sobre como as nossas amizades e experiências acabam nos moldando. Lady Bird aprenderá que nem sempre as coisas acontecem da maneira como a gente quer, que muitas vezes a gente gostaria de viver sob circunstâncias diferentes, porém são justamente esses detalhes que compõem a sua jornada e o seu crescimento pessoal.

É compreensível perceber o por quê de Lady Bird ter uma atitude tão confusa sobre si mesma. Nascida numa família que vive constantemente em dificuldades financeiras, com uma criação um tanto dura por parte da sua mãe (Laurie Metcalf, numa performance indicada ao Oscar 2018 de Melhor Atriz Coadjuvante) e um pai (Tracy Letts) extremamente amoroso; Lady Bird estuda num colégio tradicional católico, onde não encontra vazão para os seus pontos fortes, para a sua vontade de se expressar. Ela acha que a solução para a vida dela é fugir da cidade onde ela nasceu e cresceu e acredita que é dessa maneira que as pessoas vão enxergar seu verdadeiro valor.

Os conflitos que vemos serem desenhados em Lady Bird: A Hora de Voar são extremamente reais. É um filme sobre gente como a gente. Chama a atenção na obra a maneira linda como a jornada de Lady Bird está intrinsecamente ligada à mãe dela e, principalmente, ao relacionamento entre as duas. E é muito bonito de se ver que é preciso Lady Bird se afastar de sua zona de conforto para ela compreender tudo que ela viveu ao longo de sua vida e quem ela realmente é de verdade. Lady Bird: A Hora de Voar é um filme sobre uma jornada de autodescoberta, tendo como base o amor e cuidado parental. Nem sempre compreenderemos as vontades de nossos pais, mas o filme nos deixa com uma certeza: eles sabem o que fazem – mesmo que isso nos doa muito! E, se o fazem, é porque nos amam MUITO!
cinetenisverde
cinetenisverde

29.471 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de março de 2018
De uma beleza inocente. Lady Bird é daqueles filmes que faz muita gente pensar por que foi indicada a Oscar. Não há surpresa. Este é aquele filme que entra pela categoria atuações, independente e com uma boa ideia revigorada. Todo Oscar tem um ou outro filme com esse aspecto. E Lady Bird é o escolhido desse ano.

Nesse caso acompanhamos o processo de maturidade de uma menina em seus pré-18. Ela tem uma amiga gordinha e não é preciso dizer mais nada sobre elas não serem populares. Mas diferente do drama irritante de obras que seguem o clichê “menina que aprende o valor da amizade”, este filme mostra tudo meio junto. Os conflitos de uma adolescente não podem ser minimizados nem exagerados. Este filme dá o ponto certo de realismo.

cinetenisverde.com.br
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de fevereiro de 2018
A grande diferença de Lady Bird em relação aos inúmeros filmes que abordam o drama de pessoas que querem se encontrar na vida profissionalmente e emocionalmente está no enfoque suave mas ao mesmo tempo realista da diretora e roteirista Greta Gerwig – apenas em seu segundo trabalho por trás das câmeras, ela (que também é atriz) consegue atingir um resultado surpreendente e adorável para mostrar as ambições, medos, desejos e descobertas de Christine “Lady Bird” McPherson (Ronan), uma moça prestes à completar seus dezoito anos.

Auto batizada com o nome “Lady Bird”, a personagem de Saiorse Ronan é uma exemplificação do que muitos adolescentes passam quando a idade de decidir o futuro chega – mais especificamente sua profissão ou carreira – sua mãe, Marion (Metcalf), rejeita a ideia da filha tentar uma faculdade fora da cidadezinha em que vivem, Sacramento, na Califórnia. Estudando em uma escola de ensino médio católica, vamos acompanhar essa “fase de transição” de Lady Bird, mostrando seus primeiros amores (Hedges e Chalamet), sua relação com sua melhor amiga (Feldstein), a dificuldade em saber o que quer escolher para o futuro – confrontada com certos rótulos e resistências que a sociedade tenta impor – e sua relação com sua família, seu irmão (Jordan Rodrigues) e a namorada dele (Dayane Newton), seu pai Larry (Letts), que sofre com depressão e, principalmente, no conflituoso relacionamento com sua mãe, que discorda de muitas ideias e vontade de Christine.

Rodeada de personagens (propositalmente) buscando se encontrar na vida – mesmo os que já estão na vida adulta – o roteiro e a direção de Greta se mostram inspirados devido a sensibilidade com que são concebidos – há um evidente esforço para tornar crível o drama de cada papel – assim como a condução de atores da cineasta, possibilitando atuações abertas, espontâneas e bastante eficazes para trazer a tona os emocionais abalados de seus diversos personagens multifacetados – além do foco em Lady Bird, o talento da diretora aparece sobre os momentos em que o primeiro amor da moça, o garoto Danny, vivido pelo excelente Lucas Hedges (de Manchester À Beira-Mar), que sofre para conseguir assumir sua homossexualidade, justamente pela pressão de seus pais – e o enfoque na rebeldia aparentemente sem sentido do Kyle, do também ótimo Timothée Chalamet, é bem realçado para mostrar o impacto que certas atitudes dele causam em Christine – há ainda a boa atuação da amiga Julie, vivida por Beanie Feldstein, as dificuldades do pai de Lady Bird, vivido pelo eficiente Tracy Letts, que precisa arrumar um novo emprego, e uma pequena (mas tocante) participação de Stephen Henderson como o Padre Leviatch, um dos professores da escola – especificamente na cena onde ele tenta fazer uma sessão de terapia, onde ele acaba sendo o primeiro a chorar por lembrar de fatos de seu passado.

Ainda que fortemente bem desenvolvido, o roteiro do filme se sustenta muito bem pela dinâmica incrivelmente clara e direta entre Saiorse e Laurie Metcalf – as duas, como mãe e filha, respectivamente, impressionam com suas atuações, que jamais passam dos limites do que poderia ser apenas apelativo – os diálogos bem escritos e realísticos, aliam-se a perfeição dos tons de vozes e expressões faciais entre as duas – curiosamente, até mesmo a falta de dialogo entre elas é mostrada de forma brilhante – como a cena em que conversam (pausadamente) na loja de roupas ou, o momento mais triste do filme – quando, após uma revelação (ou omissão, digamos assim) o grito de desespero de uma para uma ser ouvida pela outra é suficiente para encher os nossos olhos de lágrimas.

Ainda que não seja um trabalho extremamente inovador, Lady Bird cumpre com excelência a sua proposta de mostrar com sinceridade as possibilidades e o pensamento de uma pessoa que ainda enxerga a vida com incertezas e preocupações – conseguindo, ainda, inserir importantes questões sobre o feminismo, machismo, preconceito de gênero, intolerância religiosa e até questões sobre o aborto – amparado pela atuação estelar de suas duas atrizes incríveis.
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de março de 2018
Um grande filme. Um drama social na vida de uma jovem americana de uma pequena cidade do interior. É uma jovem normal, com uma vida normal, amigos normais, família normal e problemas normais, iguais aos de 90% da população de jovens do mundo. Ela busca respostas para questões comuns, como: o que estou fazendo aqui? o que me espera o futuro? com quem casarei? vou para universidade? Vou ficar nessa cidadezinha para sempre? Minha mãe gosta de mim? Muito bem dirigido e com ótimos atores, principalmente Saoirse Ronan, a atriz que faz o papel principal de Lady Bird. Vale a pena.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de março de 2019
À primeira vista, é um enredo que não atrai muita atenção, é daqueles filmes que parece que você já viu mil vezes. Mas a história é tão bem escrita e com atuações tão boas, que você se envolve. É um filme leve que você consegue ver em qualquer momento. Porém, o que mais me chamou atenção é que muitos filmes semelhantes se perdem no meio do roteiro e esse conseguiu ter um ótimo final. Talvez por isso a sensação seja tão boa quando terminamos de ver.
Diego Jorge
Diego Jorge

13 seguidores 88 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 5 de março de 2023
Bom! O filme não tem nada demais, um enredo bem desenvolvido, elenco excelente mas não inova e não surpreende em nada. Um pouco monótono até.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.285 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de fevereiro de 2018
Muito bom filme. Um dos destaques do óscar 2018. Indicado a 5 óscar, incluindo Filme, direção e atriz. Roteiro bem original, com história atraente e e comovente de uma moça cheio de enigmas e superstições de sim mesma. Elenco que conta a bela Saoirse Ronan como grande destaque e uma atuação aplaudida em todo o mundo. Lady Bird poderia ter causado mais emoção e sair um pouco do mais do mesmo, mas tem suas belas qualidades bem expressa nas grandes atuações e no roteiro bem desenvolvido.
Ricardo M.
Ricardo M.

13.444 seguidores 697 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de abril de 2018
Nem sempre um filme precisa ser dotado de grande complexidade para ser bom, basta que seus personagens sejam respeitados e tenham o devido valor criado narrativamente. LADY BIRD - A HORA DE VOAR é um exemplar destes que constrói sua história com base na vida de uma adolescente (Christine McPherson), moldando seu dia a dia com base em situações plenamente críveis e tidas como transposição de realidades possíveis.

Tanto os questionamentos, descobertas, desejos e frustrações são mostrados pelo olhar ainda em fase de descobertas da protagonista. O namoro, sexo, responsabilidades e brigas familiares ilustram um ser comum, mas cuja doçura estampa cada segundo em cena pelo seu intenso desejo na busca pelo dia de amanhã, diferente.

O talento da diretora Greta Gerwig nos presenteia com um filme cheio de valores emocionais que são facilmente notados por qualquer ser humano a partir dos 20 anos (talvez menos). Adoçado na medida para nunca ficar açucarado por demais, LADY BIRD é um drama que convence em sua totalidade, tanto pelas atuações brilhantes e intensas, com destaque evidente para a ótima Saoirse Ronan e a personagem de sua mãe Laurie Metcalf.
Dagoberto M.
Dagoberto M.

262 seguidores 202 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de março de 2018
Eu chamo esse tipo de filme, um filme especifíco da cultura norte americana, o filho que sai de casa para a faculdade. Emociona,e diverte
Guilherme M.
Guilherme M.

104 seguidores 154 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de janeiro de 2020
Não é um obra prima do cinema nem merce tanto destaque como teve, mas é um bom filme, o Hype prejudica muito. O filme aborda diversos aspectos da passagem pela juventude até a fase adulta, o filme retrata várias coisas pelas quais jovens passam, crises existenciais, religião, sexualidade, relação pai filho etc, me lembrou um pouco Boyhood, o final não quer chegar a um destino final, ele passa a sensação de apenas retratar algo super comum, mas de forma muito bem feita, gostei. Nota:8,5/10
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