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Mediciolini
7 críticas
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4,5
Enviada em 1 de agosto de 2026
Ótimo filme de guerra, te prende do início ao fim. Por falar em fim, essa é a única parte que o filme peca, o final, mas isso não muda o fato da história ser boa.
Para quem gosta do gênero de guerra, é um excelente filme. Mostra a 2ª Guerra sob a ótica de uma tripulação do temível Tanque Tiger - lado que estamos acostumado a ver como antagonistas - sem, no entanto, fazer apologia à ideologia nazista. Repleto de cenas de ação que fazem prender a respiração.
A genialidade do filme O Tanque de Guerra (Der Tiger em alemão) é incomum. Apesar de te prender em sua narrativa com seus momentos de tensão, não é um filme de guerra convencional. O filme se detém muito mais em emoções e significados em meio a guerra. Faz refletir muito sobre as nossas ações e nossa consciência, somos levados para considerações filosóficas e até esotéricas. E que final meus amigos! Que clímax o filme possui! Mas você tem que ter muita atenção porque o filme é revelado nos detalhes. Ao final do filme fiquei extasiado com o tamanho talento de seu roteiro!
spoiler: No final percebemos que o protagonista foi condenado ao inferno. Ele executava ordens sem o mínimo de reflexão e o seu amigo também condenado o faz ver que ambos tinham a responsabilidade pelos seus atos mesmo como subordinados em uma guerra. O próprio inferno estava presente desde o início do filme, no interior de cada um dos tripulantes do tanque de guerra. Tem que ser atento aos detalhes para perceber. Filme genial!
Gostei do filme, te deixa curioso até o fim, que por sinal é um final inesperado.
Resposta à Dandarabitencourt. Amiga geralmente filmes são isso mesmo rsrs, as cenas são mentiras/fictícias. Tudo ali é gravado com atores cuja finalidade final é o entretenimento, ou vai me dizer que você acha que o hulk e homem de ferro existem na vida real rsrs?
É um Coração de Ferro só que alemão e o inimigo da vez são os russos, os personagens não são tão marcantes, não me identifiquei ou me importei com nenhum e o plot do fime é bem mediano.
O filme já se inicia colocando o espectador em um clima intenso de tensão. Os efeitos especiais são muito bem executados e contribuem decisivamente para a imersão, fazendo com que o público seja lançado para dentro do cenário e, sobretudo, para dentro da experiência subjetiva dos personagens. Em diversos momentos, a narrativa consegue transmitir com eficácia o medo, a angústia e a pressão psicológica vivenciados pelos soldados, criando uma identificação quase sensorial com aquilo que eles estão enfrentando. Um dos pontos mais interessantes da obra é justamente a escolha da perspectiva alemã. Ao acompanhar os acontecimentos pelo olhar dos soldados do lado derrotado da guerra, o filme desperta uma reflexão empática importante: a de que, do outro lado do front, também havia homens comuns, muitos deles soldados honrados, ainda que estivessem a serviço de um regime criminoso como o nacional-socialismo. Sem fazer apologia ou relativizar os horrores do nazismo, o filme consegue, com êxito, apresentar uma outra face da Segunda Guerra Mundial, menos maniqueísta e mais humana, o que enriquece o debate histórico e moral proposto. No entanto, essa construção sólida começa a se enfraquecer da metade para o final. O que até então se apresentava como uma superprodução bem dosada acaba escorregando no excesso. A impressão é de que o filme passa do ponto, exagerando tanto na condução narrativa quanto nas escolhas dramáticas. O desfecho, em especial, compromete o impacto da obra. Ao apostar em um final de tom enigmático e sugerir que o destino dos personagens já estava selado desde o início, o roteiro acaba esvaziando parte da tensão e do envolvimento emocional construídos ao longo do filme. A tentativa de conferir profundidade simbólica ao encerramento não se sustenta e soa deslocada em relação à força do que vinha sendo apresentado. Em síntese, trata-se de um filme tecnicamente competente, com uma proposta ousada ao abordar a Segunda Guerra sob a perspectiva alemã e ao estimular a empatia sem negar o contexto histórico. Ainda assim, o excesso narrativo e um final mal calibrado impedem que a obra alcance todo o seu potencial. Apesar de um começo promissor e reflexivo, o conjunto da obra não me agradou.
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