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Diogo Codiceira
24 seguidores
895 críticas
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4,0
Enviada em 21 de dezembro de 2025
Sonhos de trem é um drama que contou com a direção de Clint Bentley que também participou do roteiro ao lado de Greg Kwedar. Na trama, acompanhamos Robert (Joel Edgerton), um lenhador que leva uma vida tranquila ao lado de sua esposa Gladys (Felicity Jones) e sua pequena filha em uma cabana na margem de um rio. Com sua perda, Robert procura se conectar novamente ao mundo a medida em que vai vivenciado as transformações ocorridas durante o século XX. O filme tem de tudo para ser lembrando no Oscar de 2026, aqui temos um filme que serve para ser digerido aos poucos, pois é pura contemplação. O filme além de um drama pesado é também um recorte histórico importante na ótica do seu protagonista. A trajetória se inicia no início do século XX e vai até a década de 1960. Aqui temos os ecos ainda da Guerra Civil americana, processo de construção de ferrovias, devastação da floresta por conta do crescimento industrial, urbanização e ainda uma parte da corrida espacial. O filme oferece poucos diálogos e o personagem de Edgerton é um homem de poucas palavras. Por falar no ator, aqui ele entrega uma boa atuação. O filme procura mostrar os momentos bons e trágicos da vida humana, mas procura ensinar que devemos viver a vida da forma em que ela nos presenteia. A direção de fotografia aqui é sensacional. O filme ainda contou com participações importantes como William H. Macy como Arn, um velho lenhador e Kerry Condon como Claire, uma jovem viúva que busca seu espaço na sociedade.
Um filme pra ser apreciado sem pressa, sem ansiedade, sorver cada momento de melancolia de um homem que tinha tão pouco, mas ao mesmo tempo tinha tudo. Construiu uma casinha perto do rio, num belíssimo cenário, tinha carinho e amor incondicional da mulher amada, conheceu a felicidade pura e verdadeira, que acabou se evaporando como num pesadelo. E vieram as culpas. A culpa por não tentar salvar um homem, a culpa por não estar presente e salvar sua família do incêndio na floresta e a dor de não saber se elas ainda estavam vivas.
Olha, vou dizer uma coisa, bem rápido para não gastar o tempo de quem, por ventura, esteja lendo estas linhas: Filme muito ruim! Do começo ao fim! Duas estrelas!
Linda fotografia e boa atuação do protagonista. O filme em si é deprimente, triste. O que não é um problema. Mas por outro lado, achei bastante arrastado e desconexo em algumas cenas. Tive a sensação de que o filme original era maior e o diretor saiu cortando cenas para chegar o resultado apresentado.
Sonhos de Trem é um filme sem pressa. A depressão causada por um grande trauma na vida do lenhador Robert Grainier (Joel Edgerton) o atormenta por toda a vida, reforçada por pesadelos ou delírios em momentos de enfermidade. A delicadeza da fotografia de Adolfho Veloso parece pintar a tristeza de Grainer em tela em recursos como câmera na mão, ou por imagens abertas das florestas do Idaho. Belíssimo filme em imagem e roteiro.
Para mim, até o momento, o melhor filme do ano. É um filme sobre memórias, não necessariamente nostalgia, mas sobre como as memórias nos impactam. Joel Edgerton faz uma das melhores performances do ano dentro dessa proposta. Eu não digo que não tenha problemas, acho que em alguns momentos soa muito como(e possivelmente seja) uma adaptação de um livro complexo que não conseguiu transmitir toda a mensagem dentro de um filme de menos de 2 horas. Mas é um filme sensível, um dos mais sensíveis dos últimos anos - e quando falo sensível não necessariamente é sentimental. Não sei como explicar isso, mas tudo é feito de maneira a passar essa mensagem das memórias, fazendo com que, tal como a mensagem do filme, tudo 'interaja' entre si - a trilha, as atuações, o roteiro. O resultado é lindo.
Boas atuações, mas o filme é basicamente solidão e tristeza. Um homem bom, que teve uma janela de amor e felicidade na vida com a esposa e a filha, mas começa na solidão e termina na solidão. É bem bad vibe.
Lindo, de uma sensibilidade tremenda. Cenários maravilhosos, imagens lindas, natureza exuberante. Protagonista carismático, demais personagens marcantes e essenciais. A vida é breve. Amei este filme.
A maioria dos comentários deixa claro que é uma obra prima. Mas não é! Está mais para um quadro pintado por um chipanzé que colocado numa galeria, tem vários elogios. O tema poderia ser aproveitado, mostrando a história americana através dos olhos de um homens simples, mas com relevância. Isso não acontece. É de uma mesmice que causa sono. Não perca tempo com essa bobagem.
Uma crítica positiva é indissociável da análise das atuações, de todas elas, mas alavancada brilhantemente pela do protagonista. O roteiro é bom e consegue afastar a assunção de certa passividade apelando para a irracionalidade, sentimentalmente melancólica e dramática, desfazendo-se da sua responsabilidade de fazer o filme marchar, apoiada especialmente na belíssima atuação do protagonista - e não vejo problemas nisso, mas reconheço.
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