Tempo de Guerra é um filme de guerra que contou com a direção e roteiro de Ray Mendoza e Alex Garland. Na trama, acompanhamos um grupo de militares americanos da Navy SEALs em território insurgente do Iraque. Porém, o grupo acaba ficando preso e cercados pela resistência e começam a passar dificuldades para tentar escapar. Com uma premissa minimalista, o filme procura contar uma história real, que o ocorreu com um grupo militar dos EUA, em 2006, durante a Guerra do Iraque. O longa tem a sua preocupação voltada a mostrar um turbilhão sensorial daquele momento e não um história convencional. Para que isso fosse possível, a equipe de som e de sua mixagem tiveram um trabalho primoroso. Os tiros, as bombas, os soldados feridos gritando é algo de se deixar atordoado. A ideia de que a pressão vai aumentando a cada minuto deixa o suspense em bom nível. O protagonismo fica nas mãos de Erik ( Will Poulter). Embora que o roteiro nao tenha problema de passar esse bastão do protagonismo fora afim de mostrar que por tudo que passou, o jovem comandante não teria mais condições de liderar a sua equipe ( e isso já vinha sendo deixado sinais que poderia acontecer, principalmente depois dos ataques dos inimigos). A trilha sonora interessante, com música de abertura: Call on Me de Eric Prydz, serviu para humanizar os soldados e deixar aquela nostalgia, para os nascidos dos anos 1990, remetendo ao Summer eletro Hits. Porém, a obra tem suas fragilidades, como a falta de profundidade devido a falta de diálogos no filme. Os que temos sao puramente técnicos. Pouco sabemos ou nada sabemos do porque os soldados estão ali. A direção escolheu foca apenas no seu lado sensorial e esqueceu o lado humano da guerra. Além de colocar tais diálogos técnicos de forma excessiva, deixando praticamente toda a ação para um segundo ato. E mais uma vez, nao uma ação voltada especialmente a matança, mas a experiência sensorial. O que com certeza desagradou boa parte de quem assistiu o longa.