O Ônibus Perdido
Média
3,9
69 notas

10 Críticas do usuário

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4 críticas
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Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.168 seguidores 961 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de outubro de 2025
Que filme! Intenso, sofrido, desesperador! Em meio ao caos, ainda temos os dramas pessoais dos protagonistas. Excelente!
Jackson A L
Jackson A L

13.703 seguidores 1.242 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 13 de outubro de 2025
Apesar de ser baseado em uma história real, há muita computação gráfica de qualidade duvidosa. Além disso, apesar das cenas, o longa não conseguiu transmitir tanta emoção e confiança.
Nelson J
Nelson J

51.016 seguidores 1.973 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 12 de outubro de 2025
Matthew McConaughey é um ótimo ator e entrega tudo neste filme baseado em incêndio gigante na Califórnia, reproduzzindo bem o drama da situação.
NerdCall
NerdCall

58 seguidores 448 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de outubro de 2025
Paul Greengrass sempre foi um diretor interessado em capturar o caos humano. Desde Voo 93 até Capitão Phillips, seu cinema busca compreender a coragem e o desespero em situações-limite. Em O Ônibus Perdido (The Lost Bus), ele retoma essa obsessão pelo real com um olhar voltado a uma tragédia verídica: o incêndio que devastou a cidade de Paradise, na Califórnia, em 2018. O resultado é um filme intenso, sufocante e visualmente poderoso, mas também limitado por escolhas narrativas que tentam equilibrar o heroísmo com o melodrama — e nem sempre encontram o tom certo.

A trama acompanha Kevin McKay (Matthew McConaughey), motorista de ônibus escolar e pai de família que, em meio à catástrofe do incêndio, decide arriscar a vida para salvar uma professora, Mary Ludwig (America Ferrera), e seus alunos. A história real, de um homem que conduziu um grupo de crianças pelo inferno de fogo e fumaça, oferece a Greengrass o cenário perfeito para seu estilo quase documental. O diretor transforma o percurso desse ônibus em uma corrida contra o tempo, marcada por obstáculos físicos e emocionais que colocam em xeque o limite humano diante da destruição.

Desde o início, Greengrass adota uma abordagem direta, sem desvios ou introduções longas. Ele mergulha no dia do incêndio e acompanha seus personagens do primeiro ao último minuto de tensão. Essa escolha torna o filme enxuto, com foco total no resgate, e cria um senso de urgência que prende o espectador. O fogo é um personagem à parte, vivo, imprevisível, e o diretor faz questão de nos colocar dentro dele. A câmera tremida, os closes sufocantes e a movimentação frenética — marcas registradas de Greengrass — não estão ali para causar desconforto gratuito, mas para nos jogar no meio do caos. É o olhar do documentarista transformando o desastre em experiência.

O realismo técnico é um dos grandes acertos do longa. As cenas do incêndio impressionam pela combinação entre efeitos práticos e CGI, usados com precisão rara em produções do gênero. O calor, a fumaça e a sensação de desespero são quase palpáveis. Em vez de depender apenas de computação gráfica, Greengrass recria a atmosfera do desastre com pirotecnia e cenografia detalhada, simulando as condições extremas que as vítimas enfrentaram. Esse esforço é visível em cada quadro e dá ao filme um peso físico que o diferencia de tantos dramas de catástrofe artificiais.

Matthew McConaughey está em grande forma. Sua performance combina a vulnerabilidade de um homem comum com a força de alguém que se recusa a desistir. McConaughey constrói Kevin como um herói relutante, alguém que não busca glória, apenas sobrevivência — e isso torna sua atuação ainda mais poderosa. America Ferrera, por sua vez, entrega uma personagem sensível e corajosa, embora em alguns momentos seja ofuscada pela presença magnética do colega. Juntos, eles formam uma dupla que carrega o filme nas costas, mantendo a emoção viva mesmo quando o roteiro se repete em sua própria urgência.

Greengrass e o roteirista Brad Ingelsby (de Mare of Easttown) fazem um recorte muito específico da tragédia. O filme até tenta abarcar o desastre em sua totalidade, e discutir suas causas ou consequências, mas fica para segundo plano. Ele prefere se concentrar naquele ônibus, naqueles 22 alunos e na jornada de dois adultos tentando fazer o impossível. Essa escolha narrativa é coerente com o estilo do diretor — direto, humano, sem desvios —, mas também cria um dilema. Ao restringir tanto o olhar, o filme acaba deixando de lado o contexto mais amplo da tragédia, e o que poderia ser uma tematica complexa sobre sobrevivência e comunidade se transforma em um drama de sobrevivência de dois protagonistas.

Essa limitação é agravada por uma insistência no melodrama. O filme tenta, com uma trilha sonora grandiosa e monólogos emocionais, reforçar o heroísmo de Kevin e Mary. Mas o excesso de sentimentalismo acaba destoando do realismo visual que Greengrass constrói com tanto cuidado. Há momentos em que a emoção parece imposta, como se o diretor não confiasse o suficiente na força natural da história. Em vez de deixar que o heroísmo se revele nos gestos e no olhar dos personagens, o roteiro sublinha dialogo, cada escolha, cada situação — e o resultado é um tom artificial que contrasta com o vigor do restante da obra.

O curioso é que o próprio filme parece consciente desse conflito. Greengrass quer contar uma história de coragem, mas seu instinto documental o empurra para a dureza do real. Quando ele se entrega ao espetáculo emocional, o filme perde o chão. Quando volta ao caos físico e à tensão pura, retoma o fôlego e nos prende novamente. É essa contradição que define O Ônibus Perdido: um filme dividido entre o desejo de comover e a necessidade de testemunhar.

Apesar disso, o diretor demonstra uma habilidade impressionante em construir ritmo. O espectador nunca tem tempo de respirar. Cada obstáculo — uma árvore que cai, um engarrafamento, um motor que falha — é resolvido com urgência e clareza. Greengrass sabe como transformar um cenário limitado em um espaço cinematográfico de tensão constante. O ônibus se torna uma cápsula de desespero, e o mundo lá fora, um inferno em expansão. O filme, em seu melhor momento, é puro instinto de sobrevivência.

Mas é inevitável notar o que ficou de fora. O incêndio de Paradise destruiu uma cidade inteira, deixou centenas de mortos e milhares de desabrigados. Ao optar por uma narrativa até certo ponto restrita, o filme deixa escapar a dimensão real dessa tragédia. Greengrass insinua esse contexto em pequenas cenas — pessoas presas no trânsito, saques, pânico generalizado, cortes para as equipes de bombeiro e resgate —, mas o desenvolve até certo ponto. Essas passagens servem apenas como pano de fundo para reforçar o heroísmo da dupla central, o que enfraquece o impacto social que a história poderia ter. É como se o fogo fosse uma metáfora do próprio filme: intenso, grandioso, mas limitado a um perímetro controlado.

Mesmo com esses deslizes, O Ônibus Perdido é uma experiência cinematográfica poderosa. É o tipo de obra que não deixa o espectador indiferente, seja pelo realismo angustiante das imagens, seja pelo retrato de um heroísmo que nasce do instinto, e não da glória. Greengrass reafirma aqui seu talento em filmar o caos — ele transforma o medo em narrativa, o perigo em emoção. Pode até faltar profundidade no desenvolvimento dos personagens e sobrar sentimentalismo, mas a intensidade que ele alcança é inegável.

No fim das contas, O Ônibus Perdido é um filme sobre coragem, mas também sobre limite. O limite entre o real e o encenado, entre o humano e o heróico, entre a emoção genuína e o melodrama. Greengrass acerta ao construir um retrato visceral de um dia infernal, mas se perde quando tenta revestir a tragédia de uma grandeza emocional que não precisa de adornos. Ainda assim, é impossível terminar o filme sem sentir o impacto da jornada de Kevin e Mary — e sem pensar em quantas histórias como essa ficaram perdidas no fogo que o filme tenta, de alguma forma, manter aceso.
Edvaldo Weber
Edvaldo Weber

5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de outubro de 2025
Simplesmente fantástico!!! Tenso do início ao fim!!! Matthew em seu papel magnífico desde Interstelar
Alan C. Andreani
Alan C. Andreani

8 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de outubro de 2025
Simplesmente fantástico!!! Tenso do início ao fim!!! Matthew em seu papel magnífico desde Interstelar
Tais
Tais

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de outubro de 2025
Fazia algum tempo que não me surpreendia com filmes atuais. Esse filme é sem dúvidas um dos melhores do gênero.
Erick De farias Galvão
Erick De farias Galvão

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 6 de outubro de 2025
Vale a pena assistir, um filme com emoção do início ao fim. A gente se envolve completamente com a narrativa!!
Ricardo L.
Ricardo L.

63.276 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de dezembro de 2025
Matthew protagoniza esse filme promissor com um bom elenco , com muita ação e parte dramática boa. Ressalvas para o ato final que perde força.
Nícolas
Nícolas

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de novembro de 2025
Um filme espetacular que entrega emoção e tensão do início ao fim, prendendo o espectador a cada cena. Matthew McConaughey se destacou com uma atuação intensa, transmitindo toda a preocupação de seu personagem em salvar quem precisa de ajuda. Apesar de algumas cenas com CGI mais aparente, isso não compromete a experiência, já que o filme cumpre o que promete ao manter um ritmo envolvente, cheio de emoção e suspense.
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