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Sandro L.
4 seguidores
48 críticas
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4,0
Enviada em 5 de junho de 2025
Joguei o jogo e achei bem legal. O filme me surpreendeu, é uma historia diferente e criativa que se nao tivessem associado ao jogo seria mais interessante ainda pois nao criaria tantas expectativas e comparações. Faz algumas referencias ao jogo e sinceramente achei o enredo do filme melhor que o do jogo. Na parte final do filme eu ja estava ficando na ponta da poltrona tenso. Tem bastante gore para quem gosta, nao explora muito a parte de sustos mas tem alguns que até funcionam, tem ação, bons efeitos, prende a atenção.
Ótimo filme de terror, já joguei o game e sempre achei difícil ser adaptado para um filme, por se tratar de um jogo de múltiplas escolhas com bastante finais alternativos, daria mais certo para um seriado de tv. O filme com boas referências, sustos, mortes, e o conceito de loop temporal, foi uma boa sacada, lembra muito como perdemos nos jogos em geral, e reiniciamos a fase para poder passar.
Eu me diverti assistindo o filme, definitivamente. Entretanto, a ausência da linearidade com o jogo me deixou realmente triste. Por outro lado, apesar de momentos clichês, me conquistou pela diversão junto com o terror e mistério.
Until Dawn: Noite de Terror é um filme graficamente tenso e visualmente perturbador. Minha primeira experiência assistindo um filme de terror no cinema e a última também. Por algum motivo cômico, eu ingenuamente me esqueci que filmes de terror contavam com os adorados "jumpscares", e tomei sustos desavisados colossais nesses momentos onde eu ria de nervoso e me perguntava "por que é que eu não fui assistir Minecraft?".
Until Dawn: Noite de Terror conta a história de cinco amigos que participam na busca por informações acerca do desaparecimento da irmã, Melanie, de uma das jovens desse grupo, chamada Clover. De repente, todos se encontram em um ambiente onde o tempo parece não passar corretamente, e um assassino ali mata um por um. Uma ampulheta acoplada à parede vira de ponta-cabeça, e a noite parece recomeçar, com todos vivos, mas uma ameaça diferente. No decorrer do horror, os cinco descobrem que precisarão sobreviver até o amanhecer (until dawn) para que saiam dali com vida, antes que se tornem parte da noite.
Como um grande fã do jogo Until Dawn, eu de fato esperei que o filme fosse uma adaptação fiel à história, mas por sorte eu soube que não era antes de assistí-lo. Esse filme possui uma massa de críticas negativas, e é compreensível. Os fãs do jogo que se animaram em assistir o filme para encontrar uma reinterpretação fiel da história tiveram uma quebra de expectativa frustrante, e qualquer história que o filme colocasse à mesa não convenceu. A história tem referências e uma certa ligação, mas a narrativa é diferente e não conta com nenhum roteiro similar ao jogo. Desconstruir essa forte expectativa com antecedência permite ao filme uma interpretação mais única, mas pode ainda assim chatear àqueles que esperavam que ele fizesse jus a um nome tão conhecido.
O terror construído neste filme é genial. O contexto da possibilidade de morte e recomeço permitiu ao roteiro uma liberdade na exploração das mortes de maneiras criativas e variadas, com direito a spoiler: perseguições aflitivas, banho de sangue e até explosões repentinas. O fato da próxima ameaça ser uma incógnita faz com que o telespectador se sinta no mesmo ambiente em que a obra coloca os personagens, com um terror que estimula a ansiedade e arrepia de maneiras diversas. Além disso, um fato interessante é que o filme também traz reflexões sobre a efemeridade da vida, e a significância de se ter só uma vida para se aproveitar momentos. O contraste entre o terror e a delicadeza em momentos vulneráveis é quase um respiro antes da ação frenética. Você se vê criando um vínculo com a personalidade de cada personagem, e torcendo para que todos evitem uma desgraça. Alguns momentos de "burrice adolescente" também dão nos nervos.
O filme também traz algumas referências sutis para os fãs do jogo, como em momentos em que o enquadramento dispunha-se de maneira parecida com os momentos de "Não se Mexa!" do jogo. A participação do ator Peter Stormare na interpretação do Dr. Hill é a maior conexão que o filme faz com o contexto esquizofrenia/psicose do jogo, além da spoiler: história do desabamento das minas ou o canibalismo e transformação em Wendigos. Há um momento em que uma ficha de paciente na mesa do Hill mostra os dados de Joshua Washington (o coprotagonista do jogo) , e esse é um dos únicos momentos em que as referências te lembram do jogo em si. São momentos muito sutis, que te lembram só por um segundo que a obra foi uma inspiração. Durante todas as 1h e 40m de duração, você acompanha uma história paralela e interessante, mas com um impacto nostálgico realmente escasso. A impressão que fica um pouco é que toda a bilheteria adquirida foi atraída pelo título, utilizado propositalmente como uma espécie de estratégia de marketing, e se torna autossabotador, porque todo o público-alvo atraído foi desiludido por uma história paralela, que não é necessariamente ruim ou mal-feita, mas que é subestimada pela falta de uma adaptação fiel.
Em síntese, recomendo muito o filme para aqueles que desejam uma experiência de um filme com um enredo macabro, assustador e que deixa uma ânsia desconfortável de maneira proposital, mas abstendo-se da expectativa de uma adaptação similar do jogo. Mesmo com as referências, o filme peca em uma conexão sentimental direta com os fãs do jogo de qualquer forma.
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