Média
4,3
64 notas
5
3 críticas
4
4 críticas
3
2 críticas
2
0 crítica
1
0 crítica
0
0 crítica
Organizar por
Filtrar por:
Tudo
“A Noite que Mudou o Pop”, dirigido por Bao Nguyen, consegue transformar uma história que poderia parecer distante para quem não viveu os anos 80 em algo bastante fácil de acompanhar. O documentário reúne imagens de arquivo, entrevistas atuais com os artistas que participaram daquela noite e materiais que ajudam a reconstruir o que aconteceu nos bastidores da gravação de “We Are the World”. Mesmo para quem não tem uma ligação forte com a música daquela época, existe uma curiosidade constante em acompanhar tantos nomes conhecidos reunidos no mesmo lugar e perceber como uma gravação que hoje parece tão grandiosa começou de uma maneira muito mais caótica.
A riqueza dos arquivos é um dos grandes acertos do filme. As imagens inéditas e as gravações de reuniões privadas aproximam bastante o espectador daquele momento, principalmente quando mostram detalhes que normalmente ficariam escondidos por trás do resultado final. Ver Bob Dylan tentando encontrar o tom certo ou Cyndi Lauper lidando com o barulho das próprias correntes são situações pequenas, mas que tornam toda aquela história muito mais humana. Em vez de mostrar apenas os grandes artistas entrando em um estúdio para fazer história, o documentário mostra pessoas cansadas, inseguras, brincando, discordando e tentando descobrir juntas como fazer aquela música funcionar.
Quincy Jones acaba sendo o grande centro dessa história, e o documentário deixa claro o tamanho do desafio que estava nas mãos dele. Reunir tantos artistas diferentes, cada um com sua personalidade e seu próprio ego, e ainda conseguir fazer com que todos trabalhassem em conjunto exigia muito mais do que conhecimento musical. Jones precisava saber quando insistir, quando deixar alguém se expressar e quando simplesmente cortar uma discussão antes que ela atrapalhasse a gravação. É interessante acompanhar essa dinâmica porque sua importância não está apenas nos arranjos ou na produção, mas também na maneira como ele consegue manter aquele grupo enorme funcionando durante uma noite inteira.
A urgência também faz muita diferença na forma como a história é contada. Todos tinham poucas horas para escrever, organizar, ensaiar e gravar uma música que precisava funcionar com dezenas de vozes diferentes, enquanto o tempo passava e o cansaço aumentava. O documentário consegue aproveitar bem essa situação para criar uma tensão que permanece mesmo quando já sabemos qual será o resultado. Cada problema, mudança de última hora ou dificuldade com um dos artistas parece importante porque existe um prazo que não pode ser ignorado. Isso deixa o filme divertido e envolvente sem precisar transformar a gravação em algo artificialmente dramático.
“A Noite que Mudou o Pop” funciona tanto como registro de um momento importante da música quanto como um retrato curioso de tudo que aconteceu por trás dele. A quantidade de arquivos e histórias pequenas faz com que a gravação pareça muito mais próxima, enquanto as entrevistas atuais ajudam a mostrar como aqueles artistas enxergam aquela noite tantos anos depois. O documentário é especialmente interessante para quem gosta da cultura dos anos 80, mas não depende desse interesse para funcionar. Sua maior qualidade está justamente em mostrar que, antes de se tornar um acontecimento histórico, “We Are the World” foi uma gravação cheia de improvisos, problemas e personalidades diferentes tentando fazer alguma coisa dar certo antes do amanhecer.
A riqueza dos arquivos é um dos grandes acertos do filme. As imagens inéditas e as gravações de reuniões privadas aproximam bastante o espectador daquele momento, principalmente quando mostram detalhes que normalmente ficariam escondidos por trás do resultado final. Ver Bob Dylan tentando encontrar o tom certo ou Cyndi Lauper lidando com o barulho das próprias correntes são situações pequenas, mas que tornam toda aquela história muito mais humana. Em vez de mostrar apenas os grandes artistas entrando em um estúdio para fazer história, o documentário mostra pessoas cansadas, inseguras, brincando, discordando e tentando descobrir juntas como fazer aquela música funcionar.
Quincy Jones acaba sendo o grande centro dessa história, e o documentário deixa claro o tamanho do desafio que estava nas mãos dele. Reunir tantos artistas diferentes, cada um com sua personalidade e seu próprio ego, e ainda conseguir fazer com que todos trabalhassem em conjunto exigia muito mais do que conhecimento musical. Jones precisava saber quando insistir, quando deixar alguém se expressar e quando simplesmente cortar uma discussão antes que ela atrapalhasse a gravação. É interessante acompanhar essa dinâmica porque sua importância não está apenas nos arranjos ou na produção, mas também na maneira como ele consegue manter aquele grupo enorme funcionando durante uma noite inteira.
A urgência também faz muita diferença na forma como a história é contada. Todos tinham poucas horas para escrever, organizar, ensaiar e gravar uma música que precisava funcionar com dezenas de vozes diferentes, enquanto o tempo passava e o cansaço aumentava. O documentário consegue aproveitar bem essa situação para criar uma tensão que permanece mesmo quando já sabemos qual será o resultado. Cada problema, mudança de última hora ou dificuldade com um dos artistas parece importante porque existe um prazo que não pode ser ignorado. Isso deixa o filme divertido e envolvente sem precisar transformar a gravação em algo artificialmente dramático.
“A Noite que Mudou o Pop” funciona tanto como registro de um momento importante da música quanto como um retrato curioso de tudo que aconteceu por trás dele. A quantidade de arquivos e histórias pequenas faz com que a gravação pareça muito mais próxima, enquanto as entrevistas atuais ajudam a mostrar como aqueles artistas enxergam aquela noite tantos anos depois. O documentário é especialmente interessante para quem gosta da cultura dos anos 80, mas não depende desse interesse para funcionar. Sua maior qualidade está justamente em mostrar que, antes de se tornar um acontecimento histórico, “We Are the World” foi uma gravação cheia de improvisos, problemas e personalidades diferentes tentando fazer alguma coisa dar certo antes do amanhecer.
Que coisa linda, emocionante demais... algo um tanto improvável para essa geração de "tudo on line". O lado humano de super-humanos. Lindo.
O doc é interessante, trazendo algumas histórias antes não contadas, sobre Stevie Wonder, Prince, etc...
Porém, achei desnecessário a passagem sobre o Al Jarreau e as garrafas de vinho. Não acrescenta em nada e só arranha um pouco a imagem do artista.
Além disso, muito pouco foi falado sobre o Ray Charles e nada sobre James Ingram, que fazem solos no final da canção.
Vale lembrar que nem tudo foi finalizado naquela noite, pois esses citados acima, juntamente com Stevie Wonder, gravaram parte da música em outro dia.
Porém, achei desnecessário a passagem sobre o Al Jarreau e as garrafas de vinho. Não acrescenta em nada e só arranha um pouco a imagem do artista.
Além disso, muito pouco foi falado sobre o Ray Charles e nada sobre James Ingram, que fazem solos no final da canção.
Vale lembrar que nem tudo foi finalizado naquela noite, pois esses citados acima, juntamente com Stevie Wonder, gravaram parte da música em outro dia.
Sensacional sensação nostálgica de um documentário sobre os encontro que mudou o mundo com artistas top de uma geração que nunca terá igual! Lindo de se vê!
Esses artistas marcaram minha geração assim como essa música. Assisti de curiosidade e por nostalgia mas acabei aprendendo muito sobre liderança e diversidade.
Interessante, apenas isso! Bom para assistir sem grandes expectativas... Realmente foi uma noite que juntou os maiores nomes da música americana...
Simplesmente sensacional!! Acho que nunca mais veremos um feito como este, tanta gente incrível na música reunida!!
Não há muito o que falar sobre o documentário de um ponto de vista cinematográfico. Mas do ponto de vista do interesse, é magnífico. A história a gente sabe, os maiores cantores de uma geração de unem pra gravar uma música em prol de uma causa maior, e o filme mostra os bastidores disso, aquelas coisas que não imaginamos que se passam nesses casos. Essa união é algo que provavelmente não vai existir novamente, pois o status dos ídolos mudou com a internet(hoje está mais nichado), então dá pra dizer que estamos vendo os bastidores de algo único. E, pra quem conhece(talvez até pra quem não conheça), analisar as peculiaridades de nomes como Dylan, Diana, Lionel, Michael, Springsteen, Stevie e Tina é incrível.
Mudei meu olhar depois de asssitir esse documentário, foi fantástica a organização de fazer essa música em uma única noite. Só quem vivem os anos 80, sabe o quão preciosa essa música foi na época e foi uma delícia relembrar.
- As últimas críticas do AdoroCinema
- Melhores filmes
- Melhores filmes de acordo a imprensa