Malu
Média
3,6
22 notas

6 Críticas do usuário

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Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

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4,5
Enviada em 15 de dezembro de 2024
Inspirado na vida de sua mãe, a atriz Malu Rocha, Pedro Freire entrega em Malu um drama familiar intimista e potente. Ambientado em 1990, o filme acompanha Malu (Yara de Novaes), uma atriz desempregada que sonha transformar sua casa inacabada em um espaço teatral, enquanto divide o espaço com sua mãe conservadora, Lili (Juliana Carneiro da Cunha), e recebe a visita da filha Joana (Carol Duarte), recém-chegada da França.

Com influências declaradas de John Cassavetes e ecos de Uma Mulher Sob Influência, a obra destaca a atuação extraordinária de Yara de Novaes, que, junto ao elenco, imprime realismo e tensão às relações. O conflito geracional entre as três mulheres reflete, com melancolia e intensidade, os desafios de identidade, sonhos frustrados e afeto.

Premiado no Festival de Sundance e no Festival do Rio, o filme conquistou os prêmios de Melhor Filme (dividido com Baby), Melhor Roteiro, Melhor Atriz (Yara de Novaes) e Melhor Atriz Coadjuvante (Carol Duarte e Juliana Carneiro da Cunha). Malu é uma homenagem sensível, que transforma memórias familiares em uma narrativa universal sobre arte, legado e resistência.
Homenagem delicada, atuações impressionantes, conflitos familiares realistas. Cinema intimista marcante.
Roma Drumond
Roma Drumond

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de novembro de 2024
Filme MARAVILHOSO!!! De uma sensibilidade ímpar. Todos os atores são intensos em suas interpretações. Parabéns ao elenco, ao diretor, a todos os envolvidos.
Welington S.
Welington S.

6 seguidores 17 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2025
Premiado no Festival do Rio com o troféu de melhor filme junto com Baby, Malu é um projeto pessoal de Pedro Freire, filho da atriz Malu Rocha com Herson Capri, sobre a mãe morta em 2013. Malu era atriz de teatro e TV, fez novelas na Globo e saiu em turnê pelo país, mas o filme a retrata durante o período de decadência, vivendo com a mãe em uma casa precária do litoral do Rio de Janeiro. Malu é uma força da natureza, uma mulher forte, complexa, inteligente, vivendo das glórias do passado. O que mais se destaca nesse bonito trabalho de Pedro Freire é a direção das atrizes, todas formidáveis. Tanto a que faz a filha, Carol Duarte, a avó, Juliana Carneiro da Cunha e, principalmente Yara de Novaes. Pedro Freire não deixa arestas, não esconde os podres da relação entre as três e os momentos ternos, sinceros. É uma espécie de psicanálise ficcional, um acerto de contas com seu passado e uma homenagem à mãe, hoje esquecida. Também é um manifesto contra a caretice, contra o conservadorismo. Malu lutou contra tudo isso e o filho percebe que a nova geração não aprendeu com os erros do passado. Em cartaz nos cinemas.
Carlota Herchovicht
Carlota Herchovicht

18 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de março de 2025
Enquanto tem filmes que fazem um esforço para engajar,envolver e entreter o espectador...o grande trunfo dessa historia, está nas interpretações poderosas das protagonistas. Um drama familiar, (baseado em uma história real)no qual,narra a relação conflituosa entre 3 gerações de mulheres - envolvidas em uma espiral constante de: amor, rancor, mágoas, preconceitos,traumas e afetos. Ganhador de alguns prêmios, as atuações são impactantes / viscerais e mostra o quanto uma narrativa sensível, bem contada/dirigida podem ser uma obra belíssima e impactante.
Scarreira A
Scarreira A

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 5 de agosto de 2025
As atuações de Yara de Novais como Malu, e a de Juliana Carneiro da Cunha, a Lili, são excepcionais por revelar uma carga dramática bem construídas em seus papéis, nas suas condições da bipolaridade e descontrole emocional da filha, e da dependência entre mãe e filha. Elas se precisam!
Parabéns a todo o elenco e roteirista desse filme denso e revelador das tragédias que são parte da vida de todo mundo.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

26 seguidores 949 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 12 de agosto de 2026
Malu é um filme nacional de drama, que contou com a direção e roteiro de Pedro Freire. Na trama, acompanhamos os últimos anos de vida da atriz Malu Rocha (Yara de Novais), no qual é uma atriz desempregada, mas que conta com um passado glorioso no meio do teatro. Vivendo em uma casa no subúrbio do Rio de Janeiro, Malu recebe sua filha Joana (Carol Duarte), que nao via a muito tempo, ao mesmo tempo que mora com sua mãe Lili (Juliana Carneiro da Cunha), uma senhora muito conservadora. O filme é uma homenagem a grande atriz Malu Rocha, no qual Pedro Freire coloca um retrato muito sensível dela. Apostando num tom melodramático, mas sem saídas fáceis, principalmente devido ao temperamento forte de Malu, o filme se propõe a contar um final de carreira pouco glorioso para a famosa atriz. Gostei muito da forma em que os diálogos sao posto de modo cru, pois assim temos noção do quão difícil foi o fim de vida de Malu, nao apenas relacionado a sua carreira, mas da sua família. Com uma filha do seu último casamento que morava na França com o pai, mas agora passa a mora no Brasil, mas em São Paulo ( enquanto a atriz morava no Rio de Janeiro). Joana servia como uma diplomata, um pessoa mais sensata entre as 3. De um lado o forte temperamento de Malu , de outro a sua mãe, uma senhora conservadora ao extremo. O fato é que estavam juntas 3 gerações distintas Tudo isso dificultava uma convivência harmoniosa. A própria casa bagunçada e com reformas a fazer, era um retrato fiel a vida de Malu. Embora ela nao deixasse de sonhar, em construir um espaço cultura com um teatro em sua casa. Mesmo filmado praticamente num mesmo ambiente, o longa nao se torna nem um pouco cansativo diante da profundidade dos diálogos (pesados) e do avançar da doença da atriz que só iria agravando o seu quadro. O jogo de luz e sombras dentro da casa e como as atrizes se movimentaram em seus diálogos foi algo perfeito. Além da ótima atuação de Yara Novais, que praticamente toma o filme pra si, vemos ela transitar entre a sua arrogância para a vulnerabilidade no terceiro ato. O filme na verdade é um grande homenagem a atriz e uma coragem espetacular de Pedro Freire de querer mostrar momentos tão difícil da vida da atriz.
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