Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
Média
3,2
46 notas

11 Críticas do usuário

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Cleibsom Carlos
Cleibsom Carlos

18 seguidores 220 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 8 de março de 2026
Oh, vida!!!Oh, azar!!!!Como eu sofro!!!!!Ninguém me entende!!!!Nasci para comer o pão que o diabo amassou!!!!Nunca vi um filme em que a personagem principal parece se vangloriar tanto do próprio sofrimento em um enfadonho e entediante complexo de mártir...E para terminar: em SE EU TIVESSE...se encontra a criança mais chata da história do cinema! Que menininha insuportável, meu deus do céu!!!!Com uma filha daquelas qualquer mãe teria problemas psicológicos e psiquiátricos.
Nelson J
Nelson J

51.015 seguidores 1.972 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 8 de janeiro de 2026
Rose Byrne entrega uma atuação que caminha na linha tênue entre a devoção e o colapso total. Ela consegue transmitir aquela "névoa" mental de quem não dorme há meses, o que justifica muito bem por que o filme é tão confuso e fragmentado. A filha existe? No final ela aparece para a mãe de forma limpa e saudável? O filme tem o mérito da entrega viceral de Rose, mas o tema do burnout, eutanásia, culpa, drogas e saúde mental ficam no limbo.
Jackson A L
Jackson A L

13.703 seguidores 1.242 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de novembro de 2025
Rose Byrne é uma atriz super versátil e gosto muito dos filmes dela, independente do gênero. Nessa obra, ela tem uma atuação surpreendente de modo inquietante e angustiante, ao expor a saúde mental de maneira direta e desidealizada, o filme faz um apelo por compreensão em uma sociedade emocionalmente fadigada e estressada. É uma provocação necessária. Esse filme NÃO É COMÉDIA!

spoiler: O nome provocativo do filme dá a entender que ela está sonhando, em estado vegetativo, criação do imaginário, já que o rosto da filha e do marido não aparece, enquanto o mundo literalmente está desabando.
NerdCall
NerdCall

58 seguidores 446 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de janeiro de 2026
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria é um filme que não pede licença para incomodar. Desde os primeiros minutos, deixa claro que sua proposta não é acolher o espectador, mas empurrá-lo para dentro de um estado constante de tensão, exaustão e ansiedade. Mary Bronstein constrói uma narrativa que se recusa a romantizar a maternidade e, no lugar disso, escancara um retrato cru do esgotamento emocional, da culpa e da solidão que muitas mulheres enfrentam ao tentar sustentar tudo sozinhas. É um filme que provoca, cansa e sufoca, de forma deliberada, e encontra em Rose Byrne sua maior força.

Linda, a personagem central, é uma mãe praticamente solo, responsável por uma filha doente, enquanto tenta manter uma rotina profissional como psicóloga. Desde o início, tudo ao seu redor parece desmoronar: a saúde frágil da criança, a pressão médica constante, a ausência emocional do marido e, literalmente, o teto de sua casa, que desaba após um vazamento. A partir desse evento doméstico, que força mãe e filha a se mudarem para um motel de estrada, o filme passa a operar em um modo quase ininterrupto de crise. Uma situação ruim puxa outra, e a sensação é de que não existe espaço para respiro, nem para Linda, nem para quem assiste.

Bronstein deixa claro que o foco não é apenas a maternidade em si, mas o peso que vem junto dela. O esgotamento da personagem não nasce de egoísmo ou rejeição à filha, mas da culpa constante por não conseguir ser tudo o que se espera. Culpa por se sentir cansada, por se irritar, por falhar, por desejar ajuda. Essa culpa é reforçada de todos os lados: pelos médicos que cobram resultados, pelo marido distante que reclama da própria rotina enquanto se ausenta da dela, pelo terapeuta hostil e até pelo ambiente profissional, já que Linda também carrega o peso de ouvir os problemas dos outros enquanto afunda nos seus.

Um dos acertos mais fortes do filme está na decisão de nunca mostrar claramente o rosto da filha até o final. Essa escolha não transforma a criança em um objeto narrativo frio, mas desloca o olhar para o estado mental da mãe. O centro da história não é a doença em si, mas o impacto emocional que ela provoca. A ausência do rosto da filha reforça a ideia de que Linda sente vergonha por estar exausta, como se admitir esse cansaço fosse uma falha moral. Ao mesmo tempo, a decisão impede qualquer leitura simplista ou manipuladora da relação materna, mantendo o foco na culpa e na pressão social.

Rose Byrne entrega aqui uma atuação impressionante, talvez uma das mais intensas de sua carreira. Seu trabalho é quase físico, mesmo quando o corpo pouco se move. A câmera frequentemente se aproxima de seu rosto, especialmente dos olhos, e Byrne consegue comunicar medo, raiva, culpa, paranoia e desespero sem precisar verbalizar nada. À medida que o filme avança, seu corpo vai se curvando, sua aparência se desorganiza, o cansaço se acumula de forma visível. É uma atuação que sustenta o filme mesmo quando a narrativa começa a se repetir.

E é justamente nesse ponto que surgem os maiores problemas. A estratégia do desconforto funciona muito bem na primeira metade. A sucessão de acontecimentos, a falta de apoio e a sensação de isolamento constroem um retrato poderoso do colapso emocional. No entanto, conforme o filme avança, Bronstein parece insistir na mesma tecla sem encontrar novas camadas para explorar. O desconforto deixa de evoluir e passa a se acumular. O que antes era envolvente começa a se tornar cansativo.

Existe uma contradição interessante aqui que o próprio filme cria: ele quer mergulhar o espectador no estado mental da personagem, mas acaba testando os limites dessa experiência. O excesso, que inicialmente é uma ferramenta narrativa eficiente, passa a ser um obstáculo. A sensação não é mais de empatia, mas de saturação. Entendemos o colapso, sentimos a angústia, mas o filme insiste em prolongar esse estado sem oferecer variações emocionais suficientes para sustentar o impacto até o final.

A ausência quase total de trilha sonora reforça esse desconforto. O silêncio, os ruídos do ambiente e os cortes secos contribuem para a sensação de paranoia e instabilidade. Em um primeiro momento, isso funciona muito bem. Depois de mais de uma hora, porém, a falta de qualquer pausa emocional torna a experiência pesada demais, mesmo para quem se conecta com o tema. O desconforto é intencional, mas a insistência nele faz com que parte da força inicial se dilua.

Ainda assim, o filme nunca perde completamente seu valor. Muito disso se deve à performance de Byrne, que mantém o interesse mesmo quando a narrativa começa a girar em círculos. Ela é o fio condutor que impede que Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria se torne apenas um exercício de sofrimento. Sua presença dá humanidade ao caos e transforma a experiência em algo reconhecível, especialmente para mulheres que já viveram algum grau desse esgotamento.

No fim, trata-se de um filme que fala diretamente com um público específico e que pode ter um impacto profundo em mães que se veem refletidas ali. Ao mesmo tempo, é um filme que exige muito de quem assiste e que nem sempre recompensa esse esforço. A proposta é clara, a mensagem é forte, mas a condução exagera na repetição e enfraquece o desfecho.

Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria é desconfortável, intenso e necessário em muitos aspectos, mas também é um filme que se perde no próprio excesso. Mary Bronstein cria um espaço poderoso para discutir maternidade, culpa e esgotamento emocional, mas encontra dificuldade em sustentar essa experiência até o fim. Rose Byrne, por outro lado, transforma esse caos em algo vivo, doloroso e impossível de ignorar. É por ela que o filme permanece, mesmo quando sua narrativa começa a falhar.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 845 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 15 de março de 2026
Se eu tivesse pernas, eu te chutaria é um filme dramático que contou com a direção e roteiro de Mary Bronstein. O filme recebeu 1 indicação ao Oscar 2026: Melhor atriz (Rose Byrne). Na trama, acompanhamos Linda (Rose Byrne), uma mãe que vê sua vida desmoronando diante da doença de sua filha, problemas no seu trabalho como terapeuta e o seu marido super ausente. Diante desse cenário, Linda procura saber lhe dar com tudo isso. O roteiro prefere centrar praticamente todo o filme na personagem Linda, tanto que nao vemos se quer o rosto de sua filha. A intenção é mostrar todas as suas emoções; uma mulher que se sente fracassada, cansada e frustrada. Além de não se sentir mãe. Diante disso, podemos dizer que o filme deu palco para a excelente atuação de Rose Byrne e foi o que ainda salvou o filme. A trama procura exploração a fase de saturação da protagonista com situações que parecem ser simples se forem posta de forma isolada como: o problema no teto, o ratinho etc. Outros mais complexos como o problema de saúde de sua filha e as devidas complicações que sao postas no filme. O somatório de tudo isso, faz a protagonista se esfarelar. De fato vemos ela no seu limite. A fotografia fica quase sempre fechada nas expressões faciais da protagonista ( o que ajuda). Muitos reclamaram da filha ser mimada e gritar o tempo todo, mas creio que a ideia é essa: da protagonista se sentir acuada Diante da situação e nao se sentir suficiente para aquilo ( além de gerar mais ansiedade). O filme além de tocar sobre essa questão da maternidade, toca na ausência da paternidade. Pais distantes que nao sabe quase nada dos filhos e apenas colocam tudo nos ombros das mulheres. Decisão acertada em mostrar que uma situação paralela no consultório de Linda. Além de mostrar a conflituosa relação entre terapeuta com seus trama tem seu problema em definir seu estilo, é comédia? Suspense ? Drama. Quando O filme finalmente decide no que focar que é o drama já é o terceiro ato, quando a narrativa ganha tons mais eletrizantes e ficamos querendo saber o desfecho. O desfecho deixa tudo na subjetividade e pode ainda desagradar parte do público que não curte finais abertos.
#BRUNO #
#BRUNO #

6 seguidores 297 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 20 de março de 2026
Sinceramente não gostei.... Mulher toda problemática, filme arrastado... Me prendeu no começo mas depois da primeira hora ficou um saco. Atuação da atriz até que é boa mas o enredo do filme é muito chato.
Marcia Lopes
Marcia Lopes

2 seguidores 22 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 25 de janeiro de 2026
Só sobra mesmo a atriz. O resto é chato, chato e mais chato. Sem começo e sem fim. Pura chatice. Parece que não tem fim.
Monic
Monic

13 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de março de 2026
É perfeito em tantas camadas. É um soco no estômago. A atuação, o estilo de gravação. Tudo é intenso. Obra-prima.
Antonio C
Antonio C

7 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 24 de janeiro de 2026
Pra lá de ruim!. Esse é daqueles filmes que serão super aplaudidos em sessões de cinema de arte, assistido com status de obra prima. Vale pela interpretação da atriz principal que, numa infinidade de closes, tem que fazer caras e bocas para manter o filme minimamente assistivel. O filme se vende como comédia, mas não se engane, na verdade é uma mistureba de estilos. A todo momento fica a sensação de que esta ou aquela cena já assistimos em algum outro filme. Não são clichês, é bem verdade, mas não passa de dar uma roupagem (ou reciclada) de alguma boa ideia já vista em algum outro filme. Impossível não sentir a sensação de que algo como visto em "O Sexto Sentido" está para acontecer. O final em aberto, para que o espectador conclua por si mesmo, é um recurso pra lá de manjado e pouco criativo, que contribui em muito para aumentar o tom de decepção que o filme passa o tempo todo. Na verdade ele provoca mais irritação do que decepção. A falta de um "elemento surpresa" faz muita falta, na sequência final do filme, como a chegada do marido, muito mal aproveitada e que não acrescenta nada a narrativa. Se em "O Sexto Sentido" temos a grande revelação final, aqui o não "fechamento" da história faz muita falta. Se não tiver nada melhor pra fazer e tiver muito afim de se irritar, super recomendo este filme, do contrário procure outra coisa mais proveitosa pra fazer.
Miguel Paoliello Pimenta
Miguel Paoliello Pimenta

3 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 17 de janeiro de 2026
Filme horrível, digno do cinema americano da atualidade. Não perca seu tempo.
Fuja!
Coloquei uma avaliação de uma estrela, mas nem isdo merece.
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