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Ravi Oliveira
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519 críticas
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3,0
Enviada em 30 de maio de 2026
"Jay Kelly", ao ser dirigido por Noah Baumbach e gerado a partir de um roteiro coescrito com Emily Mortimer, se coloca como uma proposta ambiciosa dentro da comédia dramática. O filme tem como foco a viagem de um ator famoso, interpretado por George Clooney, pela Europa, acompanhado de sua equipe e empresário, interpretado por Adam Sandler. A química entre Clooney e Sandler é um dos pontos que realmente se destaca, trazendo à tona momentos genuínos que capturam a complexidade dos relacionamentos profissionais e pessoais. A interação entre os dois personagens é, de fato, o motor que impulsiona a narrativa, proporcionando alívios cômicos e alicerces emocionais que enriquecem a experiência.
A obra tem um melodrama excessivo, especialmente na metade final. O filme se perde ao focar em diálogos de duplo sentido e reflexões filosóficas que, em última análise, parecem forçadas e menos inspiradas. Essa escolha de aprofundar nas questões existenciais do protagonista acaba por desacelerar a trama, tornando-se um empecilho em sua entrega emocional. O efeito é um desvio do que poderia ser um clímax dramático eficaz, resultando em uma experiência que algumas vezes se estende de maneira desnecessária.
A intenção de desmistificar a figura de Hollywood, conforme sugerido pelo filme, acaba falhando. A desconstrução da persona de Clooney não se traduz em um debate profundo; ao invés disso, ela se limita a uma apresentação que exalta o herói, sem uma separação clara entre a figura pública e o personagem. A ausência de uma reflexão mais matizada sobre a vida do astro se torna evidente, deixando uma sensação de que as camadas que poderiam ter sido exploradas foram apenas tocadas à superfície.
Ainda assim, é inegável que o filme brilha em seus momentos mais absurdos e cômicos. Quando "Jay Kelly" capturando as esquisitices que cercam a vida de um grande astro, ele revela seu verdadeiro potencial de entretenimento. Essa capacidade de equilibrar comédia e drama, quando utilizada de forma eficaz, mostra que há recursos valiosos a serem explorados, mesmo que o filme em geral não consiga alcançar uma conclusão satisfatória em sua busca por profundidade.
Jay Kelly é um filme arrojado, elegante e bem intencionado. Mas a temática não é nova, não surpreende e toda a pompa que o filme entrega não justifica a falta de profundidade e razão de ser.
Para quem já viveu metade da vida, esse filme explora as personas que vamos fazendo. E quanto isso pode nos afastar do nosso eu essencial. Leve conduz a trama nos obrigando a criar paralelos na nossa vida e com quem nos relacionamos não importa o tempo que passou. Adorei...
É um filme bom, mas faço a ressalva que é um daqueles filmes onde nada muito grandioso ocorre e serve para reflexão - isso dá a sensação de não levar a lugar nenhum às vezes. Eu daria uma nota até mais baixa, mas me alegrou dois fatores(que creio até mudaram minha percepção e fizeram eu gostar do filme): o primeiro foi a atuação de George Clooney, em alguns momentos ela foi forçada mas nos momentos de maior reflexão do filme ele entregou algo muito bom; e o segundo foi o final, simples e belo. Desfecho perfeito para o contexto reflexivo dessa história.
Jay Kelly chega à Netflix cercado por expectativas altas. Não apenas por integrar o calendário da temporada de premiações, mas sobretudo por reunir elementos que costumam atrair a atenção da crítica: Noah Baumbach na direção e no roteiro, um olhar voltado para a própria bolha de Hollywood e um elenco liderado por George Clooney e Adam Sandler. À primeira vista, tudo aponta para um drama reflexivo sobre legado, envelhecimento e identidade artística. No entanto, embora o filme tenha qualidades evidentes, ele acaba tropeçando em escolhas narrativas que impedem que seu potencial seja plenamente alcançado.
Jay Kelly sofre menos por falta de ideias e mais por escolhas que limitam sua força. Há material para um retrato mais incisivo sobre a crise da meia-idade dentro da indústria cinematográfica, mas o filme opta por uma abordagem que, em muitos momentos, soa como uma homenagem à trajetória de George Clooney. Para os fãs do ator, isso pode ser um atrativo, especialmente no desfecho, que funciona quase como um tributo. Para quem esperava um drama mais contundente e emocionalmente envolvente, o resultado pode parecer aquém do esperado.
O longa certamente será lembrado na temporada de premiações, impulsionado pelos nomes envolvidos e por sua proposta temática. Ainda assim, fica a impressão de que Jay Kelly tinha potencial para ser mais do que é. O que sobra é Clooney sendo Clooney, viajando pela Europa, críticas pontuais ao mercado de Hollywood e um Adam Sandler que se destaca como o coração do filme. Um projeto elegante, bem executado em vários aspectos, mas que não consegue transformar sua crise em algo verdadeiramente marcante.
É curioso que, mesmo com o personagem homônimo de Jay Kelly ter uma história de vida densa com seu sucesso profissional, mas absoluto fracasso nos relacionamentos com familiares e amigos, o longa não consegue elaborar uma boa história com os argumentos que possui, resultando em um filme bastante superficial. Tudo é muito mal dirigido; falta entrosamento no elenco, as histórias com as filhas são desinteressantes, o agente Ron (Adam Sandler) é meio tolo e pouco reflexivo ao que se propõe o roteiro: um homem que abre mão da familia para seguir os passos de seu cliente, Jay. Enfim, tudo muito descartável.
Achei o filme uma nota 2,5 . As atuações seguram bem — especialmente o Adam Sandler, que vem entregando trabalhos sólidos nos últimos filmes. O roteiro é bom e tem profundidade, mas o resultado final fica cansativo, como se a história precisasse se estender mais do que realmente exige. Daria para contar tudo em 1h30, no máximo, sem perder nada essencial.
A parte mais interessante, para mim, são os efeitos das lembranças do Jay Kelly, quando ele entra nas próprias memórias como um espectador reflexivo. Ficou muito bem feito e realmente acrescenta. No restante, o filme é morno: não é ruim, mas também não empolga. Uma boa ideia, boas atuações, mas execução que se arrasta.
Honestamente, eu gostei muito do filme. Ele tem um peso emocional verdadeiro e mostra algo que muita gente vive na vida real, mesmo que em silêncio: os conflitos internos, as escolhas difíceis e as consequências que vêm quando a gente decide correr atrás dos nossos objetivos.
A história é construída de um jeito simples, direto e humano. George Clooney e Adam Sandler entregam interpretações fortes, mantendo aquele equilíbrio entre drama e humor que só eles sabem fazer!! Nada parece exagerado…. pelo contrário, lembra muito a vida de verdade, com seus altos e baixos, com momentos de dúvida, medo, sacrifício e também superação.
Li algumas críticas chamando o filme de “enfadonho” ou “enlatado”. Mas, sinceramente, isso é uma expectativa que algumas pessoas colocam além do necessário. É importante lembrar que um filme é um filme, não a vida real…. Existe roteiro, existe estrutura, existe começo, meio e fim e isso não tira a autenticidade da mensagem. Pelo contrário: o roteiro organiza aquilo que, na vida real, é caótico e justamente por isso, o filme consegue transmitir com clareza sentimentos e situações que muitos de nós já vivemos, ou ainda vamos viver.
Para mim, Jay Kelly cumpre o que se propõe: faz pensar, emociona e traz reflexão. É um daqueles filmes que te deixam pensando na própria vida quando os créditos sobem. Recomendo de verdade.
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