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Paloma Ferreira
1 crítica
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1,0
Enviada em 19 de dezembro de 2024
Filme ruim, me admiro a Netflix ainda por isso no catálogo. A história foi baseada em fatos reais, a historia é boa porém faltou vontade de fazer esse filme, o filme tem uma hora de duração. Basicamente o filme é assim : a menina é vendida pela avó viciada em jogos para um bicheiro ela cresce obedecendo ele nas questões da favela. Se apaixona por um cara que mata o bicheiro e vira o patrão do morro, um cara viciado, o cara morre no confronto com a polícia ela assume o morro aí tem outro confronto com a polícia ela toma um tiro e acabou o filme. Literalmente é assim o filme uma porcaria fora de contexto, quando tu pensa q pode dá uma melhorada o filme acaba sem pé nem cabeça. Os diretores fizeram o filme sem vontade alguma!!!
Nem percam tempo. O filme é péssimo. As atuações são horríveis desde a primeira cena do filme (daí eu já não gostei, mas quis dar uma chance). O filme é muito curto pra uma história muito complexa e cheia de reviravolta. Ficou tudo muito corrido, muito confuso, diálogos sem sentido, ações sem sentido. Dava pra ver que foi uma tentativa FALHA de reproduzir um filme clássico brasileiro que aborda a vida do crime. Os bandidos terminavam todas as frases com "Porr4". Tudo bem que nos filmes sobre crime/favela/tráfico, a gente vê que o vocabulário é assim, mas o filme faz isso de uma forma EXTREMAMENTE forçada, como se o sotaque carioca fosse só xingar e pronto. A história da atriz foi mal desenvolvida, a intenção deles era fazer uma personagem fodona e respeitada, mas ela não tem nada de especial. Na vdd, o filme é bem tosco, mal dirigido, roteiro fraco e corrido, a trilha sonora podia ter sido muito melhor trabalhada, as filmagens são de péssima qualidade e tremidas (deu pra ver que foi proposital, mas foi feito de uma maneira péssima).
"Bandida: A Número Um" é um filme que, à primeira vista, promete ser um drama intenso e revelador sobre a ascensão e queda de uma mulher no mundo do crime. No entanto, o que poderia ter sido um estudo profundo sobre poder, vulnerabilidade e escolhas morais acaba se perdendo em um espetáculo gratuito que prioriza excessivamente cenas sexualizadas, muitas vezes desconectadas da narrativa principal.
A protagonista, vivida pela atriz principal, apresenta momentos de entrega genuína em sua atuação. É possível ver lampejos de emoção em cenas mais dramáticas, especialmente quando o filme tenta explorar a humanidade por trás de suas escolhas. No entanto, o roteiro raramente dá a ela ou aos outros personagens a profundidade necessária para que suas ações sejam compreendidas ou, ao menos, justificadas. Os personagens secundários também sofrem com essa falta de desenvolvimento, funcionando mais como acessórios para sustentar a estética do filme do que como figuras impactantes na história.
O maior problema de *Bandida: A Número Um* está na sua abordagem narrativa e tonal. Ao invés de focar nos dilemas morais ou nas complexidades do mundo em que a protagonista está inserida, o filme dedica grande parte de seu tempo a cenas de cunho sexual explícito que ultrapassam qualquer limite justificável no contexto da trama. Essas escolhas não só diluem a mensagem principal (que deveria ser sobre empoderamento, sobrevivência ou as consequências de escolhas extremas), mas também minam a credibilidade do filme como um drama sério. A insistência nessas cenas deixa claro que a produção optou por choque e provocação ao invés de substância.
A direção também tropeça, oscilando entre momentos de intensidade mal conduzida e uma estética que tenta ser provocativa, mas frequentemente se torna cansativa. Enquanto algumas cenas de ação e suspense têm um impacto visual forte, elas acabam se perdendo no caos desnecessário das escolhas criativas do diretor.
No final, O filme falha em equilibrar estilo e substância. A mensagem que o filme tenta passar sobre o custo do poder e a busca pela liberdade é sufocada pela exploração desnecessária de cenas que pouco acrescentam à narrativa. Ainda que existam momentos de brilho na atuação da protagonista e uma trilha sonora que tenta dar o tom, a produção parece mais preocupada em chocar do que em contar uma história que realmente ressoe com o público.
Enfim... para mim o filme Bandida não consegue equilibrar seu tom ou entregar uma história digna de sua premissa. O excesso de cenas explícitas — muitas vezes desnecessárias e inseridas apenas para chocar — rouba a oportunidade de criar um drama envolvente ou personagens memoráveis.
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