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Adriano Côrtes Santos
1.010 seguidores
1.229 críticas
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4,0
Enviada em 29 de novembro de 2024
O Aprendiz (The Apprentice), de Ali Abbasi, é um filme que mergulha na ascensão de Donald Trump, desde os anos 70 até o final dos anos 80, focando na formação de sua personalidade controversa e nos primeiros passos de sua carreira no mercado imobiliário. Interpretado por Sebastian Stan, Trump é mostrado como um jovem inseguro que, sob a orientação de seu mentor, o advogado Roy Cohn (Jeremy Strong), se transforma em uma figura arrogante, misógina, racista e ambiciosa.
A relação entre Trump e Cohn é crucial para a narrativa, com Cohn ensinando Trump a manipular, negar erros e nunca admitir derrotas, lições que moldariam sua carreira e sua visão de mundo. A trama também explora o relacionamento de Trump com Ivana (Maria Bakalova), destacando a violência psicológica e o controle que ele exerce sobre ela.
Com uma reconstituição de época impecável, o filme se destaca pela direção de arte, figurinos e maquiagem, que transportam o espectador para os anos 70 e 80. A trilha sonora, com clássicos como "Always on My Mind" e "Blue Monday", complementa a atmosfera da história.
O Aprendiz vai além de uma biografia, oferecendo uma crítica imersiva ao poder, à manipulação e à ética corrupta que caracterizam a ascensão de Trump. A obra, que já gerou controvérsias, é uma reflexão sobre os mecanismos que tornam figuras como Trump símbolos do "Mal" na política.
As três lições de Roy Cohn: - Ataque, ataque e ataque; - Nunca admita nada. Sempre negue tudo; - Declare sempre a vitória, mesmo que ela não exista ou estiver derrotado.
Sobre o filme: achei excelente a atuação de Sebastian Stan, bem como a fotografia e câmeras utilizadas, dando a impressão de se passar mesmo nos anos 70/80. O filme demonstra que Trump já era um cara ambicioso e ganancioso. O que ele aprendeu com seu mentor Roy Cohn, só ajudou a ele construir seu império mais rápido, obtendo vantagens indevidas, coagindo e subornando pessoas poderosas da época.
O Sebastian Stan está impecável como Donald Trump por sua caracterização física e vocal, acho muito interessante ver a transformação de um ator pra viver um personagem, o filme trata muito sobre a ambição e seus métodos controversos mesmo que não seja as mais corretas de se fazer, Trump ao longo da sua carreira se mostrou uma pessoa arrogante racista e intolerante, e considerou esse filme fajuto e sem classe e a produção enfrentou dificuldades pra ser exibido nos EUA.
O aprendiz é um filme dirigido por Ali Abbasi e com roteiro de Gabriel Sherman. O filme recebeu duas indicações ao oscar de 2025: melhor ator (Sebatian Stan) e melhor ator coadjuvante (Jeremy Strong). O filme narra a história de Donald Trump (Sebatian Stan) ainda jovem e ambiciosa diante do ramo imobiliário. Ambientado na década de 1970, o filme mostra como e com que Trump aprendeu, o seu advogado Roy Cohn (Jeremy Strong). A trama de fato mostra uma história de ascensão, mas por trás leva um critica poderosa ao que o próprio sistema capitalista liberal celebra. A direção deixa claro os paralelos entre a trajetória de Trump e a política americana. Faz isso utilizando vídeos de arquivos de discursos presidenciais da época. Além disso, a direção se utiliza da mudança do tipo de câmera dos anos 70 para 80, com a transição do analógico para o digital, para o telespectador poder entender o processo de mudança temporal. O filme procura retratar Trump como uma figura tirana muito antes de assumir qualquer cargo público. De um jovem subestimado para um grande símbolo capitalista, que lucrou a custa dos outros, sem piedade. Essa transformação foi muito bem interpretada por Sebatian Stan.
Sinopse: O jovem Donald Trump, ansioso para fazer seu nome como o ambicioso segundo filho de uma família rica na Nova York dos anos 1970, cai sob o feitiço do implacável advogado Roy Cohn.
Crítica: "O Aprendiz" é uma audaciosa obra cinematográfica que mergulha nas complexidades da juventude de Donald Trump, oferecendo uma perspectiva intrigante sobre suas raízes empresariais e suas relações controversas. Sob a direção de Ali Abbasi, o filme utiliza uma narrativa envolvente que, mesmo sendo biográfica, destoa do gênero ao optar por um olhar intimista e crítico, explorando não só o homem por trás do empresário, mas também as forças sociais e morais que moldaram suas decisões.
Sebastian Stan entrega uma performance notável como o jovem Trump, capturando sua ambição voraz e insegurança subjacente. A química entre Stan e Jeremy Strong, que interpreta Roy Cohn, é o verdadeiro destaque do filme. Strong, com sua impressionante capacidade de imitar a intensidade e a manipulação de Cohn, cria uma dinâmica intensa que mantém o público em suspense. A relação mentor-aprendiz entre eles revela como Cohn, um personagem carismático e moralmente ambíguo, influenciou Trump de maneira profunda e muitas vezes perturbadora.
O roteiro de Gabriel Sherman é habilidoso ao equilibrar momentos de drama e humor, sem perder de vista a seriedade das questões que o filme aborda. O uso de eventos históricos, como a investigação de discriminação racial contra a empresa de Fred Trump, serve como um pano de fundo eficaz que contextualiza as ações de seu filho, tornando o filme relevante não apenas para os fãs de biografias, mas também para os interessados na história social americana.
Dito isso, "O Aprendiz" não é apenas mais um filme sobre um figura controversa; é uma reflexão profunda sobre poder, moralidade e a natureza humana. Abbasi consegue, com habilidade, fazer perguntas difíceis sobre a ética e as escolhas que moldam o nosso mundo. Em suma, este filme é um convite à reflexão e à crítica, uma obra que certamente provocará discussões ao longo do tempo.
O equívoco deste tipo de filme é seguir sempre a mesma cartilha em termos de roteiro e formato, e talvez por isso todos sejam parecidos...Se o personagem retratado é um liberal democrata, todas as suas nuances são podadas para o bem e ele se torna a perfeição ambulante, o filho, abaixo de jesus cristo, que deus imaginou. Agora, se o personagem for um conservador republicano, todas as suas nuances serão podadas da mesma forma, só que para o mal e o retratado se torna a encarnação do demo na Terra, aquele tipo de ser humano que ainda feto na barriga da mãe já estava tramando suas maldades.
Apesar de igual a trocentos outros filmes do tipo, O APRENDIZ até que é divertido e tem personagens secundários muito interessantes. Inclusive, um deles em especial, o inescrupuloso advogado Roy Cohan, rouba a cena e torna Donald Trump coadjuvante em seu próprio filme.
Para quem não entendeu, não, não é uma cinebiografia. É algo no estilo de Vice (também ótimo), uma maneira de desmoralizar o protagonista de várias formas, da exposição ao ridículo à crítica moral. Enfim, muito bom - divertimento garantido, reflexão para os mais atentos e irritação para trumpistas daquelas e destas bandas, esses ainda mais inexplicáveis. Atores excelentes, direção precisa, posição política ostensiva e provocadora.
Se o aprendiz fosse um filme sobre um personagem fictício, eu daria um 4,5. Porque ele é bem feito. Foca mais nas características psicológicas do personagem, dando a entender que é esse o seu objetivo: mostrar como funciona a sua mente. No entanto não é uma história ficcional. Pelo menos o personagem não é. O filme tira muita coisa da própria cabeça, o que faz ser muito fraco como biografia. Não é a toa que Trump quis derrubar o filme. Ele é contra ele totalmente. Fora isso, a atuação de Sebatian Stan está fenomenal, e acredito que até digna de uma indicação ao Oscar. Assim como a do ator que faz seu advogado. As filmagens e trilha sonora pegam a época muito bem, dando a impressão de estarmos vendo um documentário. Não recomendo o filme caso goste do Trump: Não é esse o objetivo.
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