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Rodrigo Gomes
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990 críticas
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3,0
Enviada em 18 de janeiro de 2025
Um roteiro bom, quebrando ainda tabus sobre a liberdade sexual, onde o poder se encontra na mão da mulher, finalmente. Sinto que faltou um pouco de química aos protagonistas e esperamos um plot twist até o final, mas a linearidade prevalece e fecha com um diálogo poderoso de Nicole, que está impecável. Ela dá o tom a história.
Um potencial drama de relacionamento que flerta com o thriller erótico e não consegue acertar nem o softporn. Nicole representa aqui o modelo de mulher empodeirada, executiva de sucesso e mulher respeitável. Mas por trás dessa imagem existe uma mulher reprimida, principalmente nas questões relacionadas ao sexo. E esse desejo reprimido será aflorado com a chegada do sem sal nem açúcar Samuel, interpretado pelo nada carismático Harris Dickinson. O filme deixa muito a desejar. Promete algo e não cumpre. As situações que seriam o grande trunfo do filme se perdem com em meio a um roteiro pífio. Destaque para Antonio Bandeiras, contido na medida em um papel dramático e na saudosa trilha dos anos 80, como Father Figure e Never tear us apart.
Uma mistura muito mal realizada de instinto selvagem, 9/2 semanas de amor e a firma, porem ambientado no universo corporativo, o filme se propõe a várias narrativas sem contudo obter sucesso em nenhuma delas. Erotismo, romance, suspense, ou diversão, a condução do filme nao consegue extrair o suficiente do potencial de cada fio narrativo, realizando um trabalho previsível e por fim, entediante, a partir do velho clichê da mulher bem sucedida mas frustrada quanto a propria sexualidade,que acaba arriscando tudo para viver uma experiencia extra-conjugal, claro, com um homem misterioso e sedutor,.em uma embalagem pseudo woke contemporânea..
Babygirl coloca Nicole Kidman de volta aos holofotes em um de seus papéis mais desafiadores, explorando temas como desejo, poder e conflitos humanos. Com direção sensível de Halina Reijn, o filme transcende o rótulo de thriller erótico para entregar uma análise profunda das relações de poder e submissão, acompanhada por atuações marcantes que sustentam sua força emocional e narrativa. As performances intensas e o roteiro bem construído tornam este filme uma experiência imersiva e marcante para o público.
A direção de Halina Reijn é fundamental para o impacto de Babygirl. Sem julgamentos morais, ela mergulha nos desejos reprimidos de seus personagens, equilibrando cenas explícitas com reflexões profundas. A narrativa alterna entre o íntimo e o corporativo, explorando como poder e submissão se manifestam em diferentes contextos. Halina conduz a história com um olhar sensível, destacando a complexidade emocional dos personagens enquanto constrói tensão de forma visceral e envolvente. Essa abordagem transforma o filme em um estudo psicológico que desafia o espectador a olhar além da superfície, encontrando camadas inesperadas de significado.
Nicole Kidman entrega uma performance fascinante como Romy, capturando a complexidade de uma mulher dividida entre sua posição de poder e seus desejos mais profundos. Harris Dickinson complementa sua atuação como Samuel, um jovem que desafia normas sociais e corporativas. Juntos, eles criam uma dinâmica carregada de tensão, onde o confronto geracional e a troca de poder se tornam elementos centrais. A química entre os dois é palpável, sustentando a narrativa com autenticidade e intensidade. Cada interação entre eles revela camadas emocionais profundas, destacando os conflitos internos de seus personagens. Essa parceria é um dos pilares que elevam o filme a um nível extraordinário.
O roteiro de Halina Reijn não se limita a narrar uma história de desejo, mas analisa temas como o conflito entre gerações, a busca incessante por realização e os limites éticos do comportamento humano. As relações de poder entre os personagens são retratadas com complexidade, enquanto o filme alterna entre o explícito e o sugestivo. Reijn constrói uma narrativa que equilibra tensão e introspecção, desafiando o público a confrontar suas próprias percepções. Essa abordagem permite que Babygirl alcance uma profundidade rara em seu gênero, instigando reflexões que ultrapassam a tela e se conectam com dilemas universais.
Babygirl é mais do que um thriller; é um retrato poderoso dos desejos e conflitos humanos, elevado por uma direção magistral e atuações impecáveis. Nicole Kidman e Harris Dickinson entregam performances que dão vida a uma história ousada e emocionalmente carregada. Halina Reijn orquestra um filme que provoca, instiga e deixa marcas, reafirmando o potencial do cinema em explorar as complexidades da alma humana. O equilíbrio entre ousadia e profundidade faz deste longa uma obra singular. Ele não apenas diverte, mas também instiga reflexões sobre as nuances do comportamento humano, deixando o público imerso na narrativa mesmo após os créditos finais.
Duas estrelas: uma em respeito aos atores e outra pela trilha sonora. De resto, filme deixa muito a desejar. Para quem viu 9 1/2 semanas de amor, vai encontrar muitas similaridades, chegando até a parecer uma releitura atualizada e inferior. Pelo menos o filme da década de 80 teve ousadia para a sua época. O filme babygirl quis ousar mas ficou tímido e com cenas que beiram a ridicularização dos atores. Se o filme almejava promover a liberdade feminina de ter fantasias sexuais, falhou miseravelmente ao reduzir estas fantasias ao clichê de que uma mulher no poder tem que querer ser submissa na cama. Não percam o tempo indo ao cinema para ver, esperem sair no streaming.
Achei o filme extremamente machista,nada crível Roteiro muito fraco, so para causar impacto Nicole Kidman e Antonio Banderas estão irreconhecíveis. O garoto ‘é , de longe, o de melhor desempenho. Puro fruto de marketing,na minha opinião
Kidman, Banderas e Dickson em grande atuação (inegável que ela está um nível acima e mereça as indicações a prêmios). Grande roteiro, inteligente, ousado e questionador.
Eu fiquei muito curioso assistindo ao trailer e resolvi dar uma chance. Me surpreendeu bastante com algumas cenas picantes e o bom enredo. Gostei bastante e o final me agradou muito também.
"Babygirl" explora desejo, controle e autoaceitação sob a direção sensível de Halina Reijn. Halina Reijn constrói uma narrativa que vai além do erotismo, abordando temas como a luta da mulher no ambiente corporativo e o processo de autodescoberta. Nicole Kidman entrega uma performance corajosa e emocional, equilibrando vulnerabilidade e força. Apesar de alguns clichês no enredo, o olhar feminino da diretora traz autenticidade e evita superficialidades, transformando "Babygirl" em uma obra impactante e reflexiva. Atuações fortes e temas relevantes, mas a trama poderia ousar mais na construção narrativa.
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