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Diogo Codiceira
26 seguidores
931 críticas
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4,0
Enviada em 28 de junho de 2026
Família de aluguel é um filme de drama de coprodução (EUA e Japão), que contou com a direção de Hikari que tbm participou do roteiro ao lado de Stephen Blahut. Na trama, acompanhamos Philip ( Brendan Fraser), um ator americano que está há 7 anos no Japão em busca de uma estabilidade na sua profissão de ator. Logo Phillip consegue um emprego incomum: trabalhar em uma agência japonesa para interpretar papéis na vida de estranhos que o contratam. Porém, medida em que Phillip vai se envolvendo com a realidade dos cliente, a performance e o real acabam se misturando e ele passa a se envolver cada vez mais na vida dos seus clientes. A trama procura abordar algo que pode ser novidade para os brasileiros, mas comum na realidade oriental, que sao as agências de aluguel, que fornece diversos serviços de parentes a amantes de mentirinha. Aqui temos um percurso dramático com Phillip no meio disso. É importante notar que o nosso protagonista é um homem maduro, em um país estranho (ainda se adaptando), sozinho e com frustração em seu ramo profissional ( atuação). Isso é importante pois além de dar subsolo ao personagens, nao coloca ele como um cara frio que do nada passa a se importar com seus clientes. Pelo contrário, a cada nova "missão " era visível o olhar e por momentos lágrimas nos olhos do seu personagem. Além de todo o seu jeitao desengonçado que se potencializa diante de algo que vai ferir os demais. Por outro lado temos Shinji (Takehiro Hira), que é o chefe da agência e se demonstra ser frio enquanto o lado emocional de seus clientes. Uma parte interessante mostrando no filme é quando Shinji explica que Phillip deve encerrar o contato com a filha de uma cliente no qual ele foi colocado como pai (mas a garota nao sabia). Diante da frieza de Shinji em dizer a Phillip que ele deve ver a menina e inventar uma mentira pra nunca mais a ver, o chefe mostra una sala repleta de dados de diversos cliente. Ou seja, para Shinji, os cliente sao apenas dados enquanto para Phillip era muito mais do que isso. Esse "confronto " é determinante para o desfecho do filme, onde Shinji nao chega a fechar a agência, mas modifica alguns tipos de serviços (além do longa mostra o quanto a vida dele era uma mentira). Voltando a falar da menina, foi o caso mais emotivo da trama, pois Phillip teve que fingir ser pai por um tempo a mando da mae da garota. Outro caso que merece destaque é o de Kikuo (Akira Emoto), um ex-ator famoso, que sofre com alzheimer, e que segundo a sua família, faz questao de ser lembrando. Para isso, Phillip é contratado para que fingir ser um jornalista que está entrevistando ele. É fato, que o roteiro é apelativo para o melodrama e é bastante previsível, porém o que vale aqui é a mensagem interessante deixada (aliás várias). A principal está relacionada aos vínculos sociais e afetivos que podem ser construidos além dos laços familiares. Alem do apelo e vínculo humano verdadeiro, pois somos movidos por sentimentos. Se fortalecendo de vínculos narrativos em torno dos clichês ( até para fisgar mais o público geral), a direcao invoca um olhar quase que estrangeiro do próprio Japão, para isso se colocou Phillip, um homem que está a quase uma década, mas ainda tem muito do que aprender ( e deseja aprender). Em linha gerais, podemos dizer queno filme é uma graça, uma filme pra se assistir com a família pelo seu drama com pitadas de comédias e pela ótima atuação do Brendan Fraser.
Eu assisti durante uma viagem e gostei. Eu me surpreendi positivamente, esperava outra abordagem. Achei a moral da história bastante verdadeira. As relações criadas muito bacanas.
Não poderia haver um ator melhor para representar Phillip do que Brendan Fraser, onde literalmente a arte imita a vida onde um ator americano que vive uma crise pessoal e profissional, onde aceita trabalhar em uma agência japonesa que oferece “famílias de aluguel” — atores contratados para fingir ser parentes, amigos ou parceiros em momentos importantes da vida de outras pessoas.
Philip, ao conviver com pessoas solitárias ou que precisam preencher vazios emocionais, ele vai criando laços reais, confundindo os limites entre atuação e realidade. Essa experiência o faz refletir sobre sua própria vida e redescobrir o significado de pertencimento, afeto e conexão humana.
O filme transmite uma sensibilidade impar referente a cultura japonesa, rejeição, medo e solidão, no qual “Família de Aluguel” sugere que as relações humanas são o que realmente dá sentido à vida. Às vezes, aquilo que começa como algo circunstancial pode se transformar em algo genuíno — porque o ser humano tem uma necessidade profunda de pertencimento. A obra lembra que não é o contrato que cria o vínculo, e sim o cuidado que surge no caminho.
Bom filme que mostra que as pessoas tem seu valor individual e devem ser respeitadas e não apenas atendidas com superficialidade. Boas imagens do Japão.
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