Opus não é um filme ruim, mas se mostra apenas como mais do mesmo. O gênero do horror psicológico, que trás doses de ocultismo, sadismo, racismo implícito, metáfora bíblica e, em alguns casos, gore explícito, vem se propagando bastante nos últimos anos, principalmente após "Corra" (que foi o filme prime do gênero). Apesar de já termos visto isso antes em "A Bruxa".
Jordan Peele, diretor de "Corra", foi o grande responsável por impulsionar esse gênero, que depois foi alavancado com obras como "Midsommar", "Nós", "Mãe!", "Hereditário", "Não Se Preocupe, Querida!", as séries "Them" e "The Following" (essa mais voltada pra 'realidade'), entre muitas outras que beberam dessa mesma fonte. A proposta central desse estilo é causar desconforto ao espectador desde os primeiros minutos, seja pelas características do personagem principal e/ou do universo em que ele está inserido, muitas vezes opressor ou distópico. Opus não mergulha totalmente nessa fórmula, mas carrega alguns de seus traços.
O problema desses filmes é que muitos diretores não tem o cuidado de mudar características da narrativa que são demasiadamente clichês, e com isso deixam os filmes muito previsíveis a ponto de estragar um pouco experiência do espectador, deixando um filme que poderia ser muito bom, apenas sendo mais um entre muitos outros iguais que já existem aos montes por ai.
Tá certo, confesso que há pouco tempo esses filmes primavam pela originalidade, mas agora estão se tornando clichês e redundantes, muitas vezes por preguiça dos diretores em criar narrativas diferentes nos roteiros.