Anora
Média
2,6
524 notas

179 Críticas do usuário

5
9 críticas
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35 críticas
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Tania H
Tania H

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0,5
Enviada em 14 de março de 2025
Sean Baker é um diretor talentoso, mas Anora demonstra que até cineastas renomados podem tropeçar em suas próprias intenções. Vendido como uma subversão da clássica história da “Cinderela moderna”, o filme falha em oferecer qualquer novidade real e acaba reforçando os mesmos estereótipos que pretende criticar.
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 16 de fevereiro de 2025
Sean Baker, conhecido por sua abordagem realista e observacional, entrega em Anora uma narrativa que transita entre o drama e a comédia, abordando a relação entre classe, imigração e poder com um olhar crítico. A história acompanha Ani, uma stripper uzbeque-americana que se envolve com Vanya, filho de um oligarca russo, desencadeando um drama que expõe as dinâmicas de poder dentro de uma relação aparentemente improvável. O filme foi altamente aclamado, levando a Palma de Ouro em Cannes e garantindo várias indicações ao Oscar, BAFTA e Globo de Ouro. Mas essa aclamação é justificada?

A narrativa de Anora é estruturada como uma fábula moderna, onde um amor aparentemente improvável surge entre duas figuras de realidades opostas. O desenrolar do casamento impulsivo e a subsequente luta entre Ani e a família Zakharov exploram a luta de classes e a ilusão do "sonho americano". Embora Baker seja brilhante ao apresentar personagens marginais sem reduzi-los a estereótipos, a segunda metade do filme perde um pouco da força ao transformar a história em uma sucessão de confrontos previsíveis. O desfecho, por mais impactante que seja, sugere uma resignação que enfraquece a potência da jornada de Ani.

Mikey Madison entrega uma performance digna de prêmios, conferindo a Ani um equilíbrio entre vulnerabilidade e astúcia. Ela captura a ambiguidade da personagem, que oscila entre se aproveitar da situação e ser tragada por um jogo maior do que ela. Mark Eydelshteyn, como Vanya, é eficaz ao retratar um jovem mimado e ingênuo, mas sua atuação carece de camadas mais profundas, tornando a dinâmica entre o casal um pouco desequilibrada. O elenco coadjuvante, especialmente Yura Borisov como Toros, adiciona gravidade e ameaça à trama, elevando os momentos de tensão.

O roteiro de Baker é marcado por um realismo cru e uma naturalidade que dá autenticidade aos personagens. No entanto, a repetição de certas interações, especialmente entre Ani e os antagonistas, pode cansar. O filme brilha quando explora a relação entre Ani e os diversos homens que tentam controlá-la, mas enfraquece ao simplificar o arco de Vanya. A falta de um desenvolvimento mais profundo do protagonista masculino faz com que sua decisão final pareça previsível e, em certo ponto, artificial.

A cinematografia, como é característico de Baker, aposta no realismo e na captura da energia vibrante de Nova York e Las Vegas. A direção de fotografia enfatiza a claustrofobia dos espaços e a iluminação natural reforça o tom documental do filme. A escolha de enquadramentos fechados intensifica a imersão no mundo de Ani, destacando sua luta constante contra as forças que tentam dominá-la.

A trilha sonora é eficaz, mas não memorável. As escolhas musicais complementam a atmosfera do filme sem se sobrepor à história. O uso de silêncio em momentos-chave funciona bem, amplificando a carga emocional de determinadas cenas.

O desfecho de Anora é um dos aspectos mais discutíveis. A escolha de Ani de aceitar a anulação e sua cena final com Igor carregam um simbolismo forte, mas também deixam um gosto amargo. Embora a intenção de Baker seja mostrar a dura realidade de mulheres como Ani, o roteiro poderia ter dado a ela uma resolução menos conformista. No fim, a mensagem do filme pode ser interpretada tanto como um retrato brutal da desigualdade quanto como uma aceitação resignada de um destino predeterminado.

Anora é uma obra relevante e impactante, reafirmando o talento de Sean Baker em contar histórias sobre personagens marginalizados. A atuação de Mikey Madison é o ponto alto do filme, e a direção de Baker continua afiada. No entanto, a previsibilidade de algumas escolhas narrativas e a falta de profundidade no arco de Vanya impedem que o filme atinja um patamar ainda maior.

Ainda assim, Anora se destaca como uma das produções mais autêuticas e instigantes do cinema recente, garantindo seu lugar entre os filmes mais memoráveis de 2024.
NerdCall
NerdCall

59 seguidores 484 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de janeiro de 2025
Após um hiato de três anos, Sean Baker retorna com Anora, uma obra que reafirma sua habilidade em explorar personagens marginalizados com profundidade e autenticidade. Conhecido por filmes como The Florida Project e Tangerine, Baker utiliza sua assinatura narrativa para capturar as nuances da humanidade, desafiando estereótipos e desconstruindo ideias preconcebidas. Desta vez, ele tem em mãos seu projeto mais ambicioso até então, com uma distribuição internacional robusta e um desempenho impecável de Mikey Madison, que entrega a atuação de sua carreira.

Baker divide Anora em duas metades distintas, mas complementares, cada uma sustentando pilares narrativos que envolvem e surpreendem o espectador. Na primeira metade, o diretor nos apresenta à protagonista Anora, uma dançarina exótica cuja vida gira em torno das complexidades do trabalho sexual e da busca incessante pelo "sonho americano". Aqui, Baker mergulha na vivência de Anora com um olhar afetuoso, mas realista, equilibrando momentos de curtição desenfreada — regados a sexo, bebidas e festas — com uma sutil construção do dilema emocional que ela enfrenta. Essa parte inicial do filme é essencialmente uma ilusão, uma celebração fugaz antes que a narrativa exponha as consequências desse estilo de vida.

A introdução de Ivan, um parceiro aparentemente encantador que oferece a Anora uma chance de viver esse sonho de forma despreocupada, adiciona camadas de ambiguidade à trama. A relação entre eles flutua entre o interesse financeiro e a possibilidade de um vínculo mais profundo, mantendo o público em constante expectativa. Baker também planta indícios sutis do que está por vir, preparando o terreno para uma transição dramática que marca a segunda metade do filme.

Quando a virada ocorre, Anora transforma-se em uma montanha-russa emocional. O ritmo frenético ainda permanece, mas agora com uma narrativa mais introspectiva e dramática, expondo os impactos das escolhas feitas pelos personagens. Baker, no entanto, não se limita ao drama; ele mescla cenas carregadas de peso emocional com momentos de humor e leveza, criando uma experiência cinematográfica equilibrada. A habilidade do diretor em explorar temas sensíveis de forma acessível é um de seus maiores trunfos, e isso é amplificado pela fotografia naturalista de Drew Daniels, que captura os Estados Unidos com um realismo envolvente.

O coração de Anora é, sem dúvida, Mikey Madison. Conhecida por seu papel em Era Uma Vez em Hollywood, Madison entrega uma performance que transita entre a comédia e o drama com notável maestria. Sean Baker, ciente do talento da atriz, constrói o filme em torno de sua personagem, permitindo que Madison brilhe em cada cena. Sua atuação é ao mesmo tempo visceral e sutil, transmitindo emoções complexas sem exageros. Embora os coadjuvantes tenham seus momentos de destaque, é Madison quem carrega o filme, oferecendo uma atuação multifacetada que exige tanto carisma quanto vulnerabilidade.

Outro ponto alto de Anora é a habilidade de Baker em transformar temas potencialmente pesados em algo palatável, sem diluir sua importância. Questões como trabalho sexual, desigualdade social e a busca por validação permeiam o filme, mas são abordadas com delicadeza, permitindo que o público reflita sem se sentir sobrecarregado. Essa abordagem evita o didatismo e reforça a autenticidade da narrativa.

Em resumo, Anora é um filme que cativa, diverte e provoca reflexões profundas. Sean Baker demonstra mais uma vez seu talento para capturar a essência da humanidade em seus aspectos mais contraditórios, entregando uma obra que é tão equilibrada quanto envolvente. Com uma direção segura, uma protagonista arrebatadora e uma narrativa que transita com fluidez entre leveza e impacto, Anora é um triunfo que reafirma Baker como um dos grandes nomes do cinema contemporâneo.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 508 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de janeiro de 2025
Sinopse:
Anora é uma prostituta do Brooklyn que casa impulsivamente com o filho de um oligarca russo. Mas o seu conto de fadas é ameaçado quando a família dele quer anular o casamento.

Crítica
"Anora", dirigido por Sean Baker, é uma obra marcante que combina comédia e drama de forma habilidosa. O filme apresenta Ani, uma jovem stripper uzbeque-americana, em uma narrativa que explora temas de identidade, amor e a luta pela liberdade em um ambiente urbano complexo. Baker, conhecido por seu olhar sensível e sua habilidade em capturar a essência da marginalidade, mais uma vez nos brinda com uma trama envolvente que revela profundidade emocional e nuances culturais.

A performance de Mikey Madison como Ani é impressionante. Ela consegue transmitir vulnerabilidade e força em igual medida, fazendo com que o público se conecte profundamente com sua jornada. A relação com Ivan, interpretado com carisma, acrescenta uma camada de romantismo ao enredo, brindando ao espectador momentos de ternura, mas também de tensão, à medida que os desafios se acumulam.

O filme é visualmente deslumbrante, com Baker utilizando a vibrante atmosfera de Brighton Beach para intensificar a narrativa. As cenas são compostas de maneira a capturar tanto a beleza quanto a dureza da vida na cidade, refletindo o dualismo que permeia a história de Ani. A cinematografia, cheia de cores vivas e detalhes sutis, ajuda a construir uma ambientação que se torna um personagem à parte.

Baker aborda com habilidade os dilemas morais das escolhas de Ani, fazendo com que o público reflita sobre o que significa amar e sacrificar-se por aqueles que amamos. "Anora" não é apenas uma história de amor; é uma potente exploração das aspirações e desafios de uma mulher em busca de liberdade em um mundo que muitas vezes não é gentil.

Em suma, "Anora" é uma adição significativa à filmografia de Sean Baker, que reafirma sua capacidade de contar histórias com empatia e uma perspectiva única. É um filme que ressoa e provoca, deixando uma impressão duradoura.
Joyce Cristina Teixeira de Oliveira
Joyce Cristina Teixeira de Oliveira

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 2 de maio de 2025
Filme cansativo, previsível e não acrescenta nada de novo. Trabalha os personagens de forma rasa e caricatos.
Nelson J
Nelson J

51.034 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de março de 2025
Todos os ingredientes para um grande filme. Madson como centro gravitacional deste filme que mistura drama e comédia em uma montanha russa de alterações ao longo da trama. Lembra filmes russos e vale por cada minuto. Não perca!
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de dezembro de 2024
Anora é um filme que sai um pouco do padrão que temos no cinema recente. Não é o melhor filme do ano na minha opinião, mas é uma obra que acerta em quase tudo, atuações, roteiros, equilíbrio entre humor e drama.
No decorrer do filme, minha percepção sobre o rumo da história foi mudando. Eu achava que seria algo mais dramático e mais "gangster", mas se tornou um drama romântico com muitos bons alívios cômicos.
Gosto de filmes que ao acabar, me deixem pensando(e até pesquisando), no que aconteceu, porque os personagens agiram daquela forma. E acho que essa interpretação ampla fez o final ser ótimo para mim.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 893 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de março de 2025
Anora foi um filme dirigido e roteirizado por Sean Baker. De fato, é um filme que arrasta um polêmica não de apenas ter vencido a categoria de melhor filme do ano, mas também de denúncia de plágio e todo os problemas envolvendo Baker em suas redes sociais. Anora recebeu 6 indicações ao oscar de 2025: melhor ator coadjuvante (Yura Borisov), melhor filme, melhor atriz (Mikey Madison), melhor direção, melhor roteiro original e melhor montagem (vencendo as 5 últimas categorias).O filme conta a história de Anora (Mikey Madison) que é uma prostituta do Brookylin e acaba conhecendo um filho de um oligarca russo, Zakharov (Mark Eydelshteyn). O garoto acaba se apaixonando pela jovem e decide em poucos dias se casar com a mesma. O casamento acaba despertando do interesse da família russa (pai e mãe) de anular o casamento o quanto antes. Para isso, acaba enviando 3 capangas para fazer isso. O filme funciona como um conto de cinderela nos dias atuais e como Baker gosta de trabalhar em seus filmes sobre minorias, apostou em uma garota de programa dessa vez. O primeiro ato do filme (um pouco cansativo e repetitivo) acaba mostrando como é a vida de Anora, mas foca muito em como é a vida de luxo e de festas do Zakharov. Mesmo antes do pedido de casamento, já sabemos que a relação de ambos estar fadada ao fracasso, pois as diferenças sociais são gritantes e a pobre da Anora parece realmente ter depositado a sua crença no amor nisso. O filme começa a ficar interessante em seu segundo ato com a chegada dos capangas em especial um deles que rouba a cena, Igor (Yura Borisov), pois se comporta diferente dos demais, sendo mais sensível e compreendendo e por vezes ficando do lado de Anora. Os tons de comédias muito atribuídos a situações cômicas vivenciadas por Anora e pelos 3 capangas deixa o filme mais leve. Mas é no seu terceiro ato que a personagem mostra a sua fragilidade e é onde a Madison realmente brilha. Podemos dizer que é um filme bom e que muito vão discordar de ter vencido a categoria de melhor filme (na visão de muito o diretor errou na mão e mostrou o lado sexual muito explicito). Mas não da para desmerecer a atuaão da Madison que fez um excelente interpretação e nas métricas do Oscar ( e aqui estamos falando de uma premiação dos EUA) realmente foi a verdadeira merecedora.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de dezembro de 2024
Performance marcante e direção inovadora que traz frescor ao gênero.
"Anora" (2024), de Sean Baker, é um dos filmes mais aclamados de 2024, vencedor da Palma de Ouro em Cannes. A trama segue Ani (Mikey Madison), uma stripper de NY que se casa com o jovem magnata russo Vanya (Mark Eydelshteyn) por interesse, mas logo se vê envolvida em um drama emocional profundo. A direção de Baker brilha, assim como as performances do elenco, especialmente Madison, que entrega uma atuação multifacetada. Comparado a clássicos como "Uma Linda Mulher" e "Noites de Cabíria", Anora mistura humor e tragédia de forma única.
Jerffson B.
Jerffson B.

8 seguidores 80 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de abril de 2025
O filme é muito bom, trás cenas muito bem feitas. É a história de um romance "mal acabado". Mas acho que não merecia o Oscar de melhor Atriz, a qual competiu com Fernanda Torres...
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