Assisti este filme achando que seria uma comédia interessante sobre um casal lidando com a tal “monogamia moderna”. No fim, parecia mais uma experiência sensorial criada para testar a resistência humana à vergonha alheia.
A cada cena eu sentia minha sanidade evaporar e um leve pulsar na bola esquerda, como se ela própria estivesse tentando pedir socorro.
O elenco masculino parece ter sido selecionado num leilão de “opções que sobraram”, e o feminino — tirando a Juliana Didone, gata!!— parece ter sido recrutado na saída de um forró clandestino às três da manhã.
A prometida trama picante vira uma salada morna de diálogos sofríveis, situações sem graça e atuações que fariam qualquer um considerar furar os próprios olhos só para não ver o terceiro ato.
Resumindo: a sinopse é de comédia romântica, mas o filme entrega uma hora e vinte minutos de tortura emocional consentida onde o verdadeiro “permitido” deveria ser desligar a TV.