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NerdCall
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446 críticas
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2,5
Enviada em 29 de outubro de 2025
Sonhos é um filme de ideias fortes e execução hesitante. Franco acerta ao abordar as contradições da migração e ao apontar o cinismo do “sonho americano”, mas tropeça ao tentar transformar isso em drama humano. Sua montagem seca, pensada para dar ritmo e tensão, acaba criando distância e frieza. A provocação que ele tanto busca se dilui em um filme que parece sempre à beira de algo maior — mas que nunca chega lá.
É curioso como Michel Franco, um diretor que construiu sua carreira com filmes incômodos e autorais, parece aqui preso à própria fórmula. Sonhos tem o mesmo olhar duro e a mesma coragem de sempre, mas falta o equilíbrio entre forma e emoção. O resultado é um filme que provoca mais pela promessa do que pela entrega.
Franco continua sendo um cineasta fiel ao seu estilo — e talvez por isso mesmo, continue sendo um artista que, para muitos, divide mais do que une.
Os encantos e desencantos do sonho americano. Jovem dançarino mexicano consegue lutar, mas a força bruta contrária é gigante. Amor, atração, dominação, enfim um filme cruel.
Começa de um jeito e caminha para uma vertente passional demais. Mesmo trazendo a tona um tema tão atual, sobre a xenofobia estadunidense, o roteiro não deixa de ser fraco, ficando a maior parte do tempo parado e nos minutos finais, se transformando em uma espécie de triller.
Incomoda a leviandade com que SONHOS trata o preconceito e o calvário que mexicanos iludidos pela balela do american way of life passam nos EUA, resumindo uma imensa tragédia social e humanitária à uma insonsa paixão carnal. E a falta de química do casal principal, que chega a ser constrangedora nas cenas de sexo, torna aquele fogo todo inverossímil para quem assiste ao filme.
Jéssica Chanstain e o belo bailarino Isaac Hernandes brilham neste romance inusitado, com direito a um desfeho mais inusitado ainda. Todos estão muito bem e o roteiro , sem pontas soltas, consegue prender e entreter o espectador.
[ spoiler][/spoiler]Apesar de narrar um dos fenômenos mais atuais das tragédias sociais: a xenofobia imigratória e a situação dos imigrantes ilegais nos EUA, concordo quando falam que o Diretor pecou ao tornar todas as cenas as mais frias possíveis. Tudo é muito frio e parece até um roteiro seguido à risca, sem emoção ou complexidade. Quando a atriz diz: "sim eu tenho vergonha de você" quase vomita no telespectador a mensagem, sendo que poderia ser mais complexa. As cenas de sexo faz parte dessa lógica. Fora isso, gostei muito de ver como o papel de gênero pode se inverter em alguns momentos quando pensamos relações étnicas e raciais. Outro ponto positivo é o final, pois é dramático e reafirma quem acaba tendo mais poder nessa relação que sempre foi desigual. De violência simbólica à violência física
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