Um filme desconcertante sobre fake news, pós verdade, loucura das mídias sociais e acima de tudo sobre a doença grave da sociedade que é corroida, assim como as relações humanas.
Eddington é Ari Aster dobrando a aposta em sua fase mais experimental, e o resultado é tão fascinante quanto irregular. Ambientado em plena pandemia, o filme mistura paranoia, crítica social e absurdos culturais em um caldeirão de ideias que nem sempre encontram espaço para respirar.
Joaquin Phoenix carrega o longa nas costas, entregando uma das atuações mais intensas de sua carreira, enquanto um elenco poderoso é deixado de lado para servir à espiral paranoica do protagonista.
Aster arrisca, testa limites e entrega momentos realmente envolventes, especialmente no primeiro ato e no desfecho. Mas o excesso de temas e a narrativa inchada tornam a experiência cansativa, com altos e baixos que diluem seu impacto emocional.
Ambicioso, caótico e por vezes brilhante, Eddington é um filme que desperta interesse, mas dificilmente conquista de forma plena. É Aster insistindo em um cinema raro e talvez ainda procurando o equilíbrio dentro dele.
Apesar de ter diálogos interessantes até na metade, o filme é um pouco morno. Mas depois de reviravoltas impactantes, o filme ganha fôlego e melhora bastante.
Elenco bom, roteiro bem ruim, resultado desastroso. Até a metade do filme, Eddington parece promissor, daí surgem 10 plot twists diferentes que acabam com a história. Parece que escolheram todos os finais possíveis para o filme e resolveram executar todos. O final é desajeitado e aleatório.
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