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Osni K.
1 crítica
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0,5
Enviada em 28 de julho de 2026
Esperávamos mais de um filme com Seth Rogen, Penélope Cruz e Edward Norton. Jogamos nosso dinheiro fora, literalmente!
spoiler: Por que o filme decepcionou tanta gente?
Formato teatral: Toda a trama se passa dentro de um único apartamento, o que cansa quem esperava dinamismo.
Excesso de ".": Os diálogos longos focam em crises de ácido e vergonha alheia: A proposta satiriza a elite intelectual, gerando mais desconforto do que risadas tradicionais.
A virada da suruba: A revelação sobre a proposta de troca de casais incomodou quem esperava uma comédia convencional.
Basicamente o filme na opinião é um monólogo entre 4 personagens com alguns momentos de comédia , a ação desenrola se unicamente no apartamento, o elenco por si não faz o filme.
Sensacional. Olívia Wilde dirige um roteiro primoroso, elegante e profundamente humano nesse longa que será lembrado por muitos anos como um grande drama de câmara.
Esse é o filme que faz você pensar que uma história bem contada não precisa de recursos técnicos mirabolantes - entenda que me refiro a "efeitos especiais", porque a qualidade técnica se reflete em vários aspectos, como enquadramentos, diálogos e tempos precisos, música na medida. Os atores são excepcionais e foram eles que me levaram a arriscar o filme. E foi uma boa decisão. Todos os atores, inclusive a atriz-diretora, entregaram tuuudo. As cenas vão te conduzindo de um jantar entre vizinhos a uma reflexão sobre as várias camadas e os não-ditos dos relacionamentos. Tudo sem perder a leveza. Talvez só o final não tenha sido tããão à altura. Ainda assim, recomendadíssimo.
Relacionamentos em crise e casais que vivem conflitos confinados em um mesmo espaço já foram utilizados em inúmeras narrativas ao longo da história. No audiovisual, podemos citar a minissérie Cenas de Casamento (1973), de Ingmar Bergman, que ganhou uma versão americana, Scenes from a Marriage (2021), ou o longa Deus da Carnificina (2011), baseado em uma peça homônima.
Mesmo com histórias que já trabalharam esses temas tantas vezes, é sempre prazeroso assistir a uma obra com tanto vigor. O Convite consegue ser uma mistura de relacionamentos, aparências e desejos, todos unidos por um caos divertido que dosa humor e drama perfeitamente.
[...]
Se a estrutura didática está no cerne do longa, as situações inesperadas quebram essa padronização. O melhor exemplo está no convite, que, inicialmente, é apenas a base do conflito, mas ganha uma reviravolta que potencializa o humor e o drama do filme.
O Convite transforma relacionamentos, aparências e desejos em um caos divertido. Pode não ser inovador em sua temática, mas consegue ser tão acima da média que amei abraçar essa "confusão".
O Convite é aquele jantar que começa com “vamos receber os vizinhos” e termina com terapia de casal, crise existencial, comparação sexual e um nível de constrangimento que deveria vir com sobremesa inclusa.
Olivia Wilde volta muito bem aqui, trocando o barulho de Não Se Preocupe, Querida por um filme menor, mais afiado e muito mais divertido. É praticamente uma arena doméstica: um apartamento bonito, quatro pessoas educadas tentando fingir normalidade e um casamento desmoronando em tempo real na frente dos convidados.
Seth Rogen está ótimo como um homem que claramente preferia estar em qualquer outro lugar, enquanto Olivia Wilde faz Angela parecer alguém tentando manter a pose com a casa pegando fogo. Edward Norton é o convidado que fala pouco, mas sempre no pior melhor momento, e Penélope Cruz traz aquele incômodo elegante de quem sabe exatamente o efeito que causa.
O final podia ser mais ousado, mas a viagem até lá é deliciosa. Um jantar ruim para eles, ótimo para a gente.
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