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Thiago Juliaci
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15 críticas
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4,0
Enviada em 20 de setembro de 2026
No começo do filme, até achei que estava assistindo a Top Gun, de tão inspirado que foi (quem viu vai entender). Achei muito bom, tem um bom roteiro, ótimas atuações e, quem gosta de ação e comédia, vai se divertir muito.
Mayday coloca Ryan Reynolds na Guerra Fria, dá um ex agente da KGB para ele seguir e, de algum jeito, Kenneth Branagh termina sendo a pessoa mais divertida e mais perigosa do filme.
Reynolds está no modo de sempre, fazendo piada enquanto tudo ao redor explode, mas aqui funciona porque Branagh entra no sentido oposto, com humor seco, cara séria e energia de quem claramente sabe como matar alguém usando o que tiver por perto.
A dupla funciona muito bem. Tem avião, fuga, briga de bar, armadilha improvisada e Top Gun sendo tratado quase como documento histórico.
Quando o filme tenta falar de patriotismo e Guerra Fria, fica bem mais superficial. Mas quando aceita ser só uma buddy comedy de ação, vira uma diversão fácil de comprar.
Eu só não esperava descobrir que Kenneth Branagh estava a um roteiro de distância de virar um John Wick soviético.
Tem ação, tem momentos cômicos, tem momentos nonsense e tem muita crítica ao capitalismo e ao socialismo, mas peca no exagero no roteiro onde foge da realidade em alguns momentos.
Já é de conhecimento que as produções desse streaming, apesar do baixo marketing, tem o melhor catálogo de produções originais e com excelente qualidade em trama, efeitos especiais e atuação. Diferente da sua empresa mãe que tem muito marketing e pouca qualidade.
MayDay é um filme que se passa durante a guerra fria e em território russo. Com os excelentes Ryan Reynolds (Deadpool) e Keneth Branagh (Gilderoy Lockhart - Harry Potter 2). A trama do filme ocorre após uma missão de espionagem dar errado e Troy (Ryan) cair em território russo, sendo procurado pela KGB e precisando fugir de la o mais rápido possível.
Ele é ajudado por Nikolai (Keneth), um russo, ex-KGB apaixonado e contagiado pelo sonho americano e por seu filme favorito, TOP GUN.
No desenrolar da trama, fugindo constantemente dos militares russos, Troy descobre mais sobre o povo e a nação soviética e percebe que tudo que ele conhecia sobre lá e que sim, existem pessoas boas e humildes dentro do país e Nikolai aprende mais sobre os EUA, com a promessa de ganhar asilo político do país após estar ajudando Troy a voltar pra casa.
É um filme divertidíssimo, com uma fotografia linda, efeitos competentes e coreografias de luta bem ensaiadas. Uma história de amizade improvável de dois homens com estilos e tradições totalmente diferentes em pleno conflito político entre esses dois países.
Um filme que utiliza drama familiar, comedia e ação, com um diretor contestado, mas que aqui manda bem e não perde o rumo em momento algum.
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