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Valdinar Amaro
1 crítica
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2,5
Enviada em 7 de setembro de 2026
Se a geração "Farma Aurá" assistice esse filme, creio eu que eles entenderiam e talvez fossem querem assistir algo do tio depois. O filme seria incrível se não ficassem explicando o óbvio e sem essas falas improvisadas tentando ser engraçado.
O filme fica a todo momento explicando as cenas, foi feito para pessoas com QI negativo, geração tiktok... A Zona Cinzenta não é um dos grandes filmes de Guy Ritchie, tem ação e só.
Assistir a Guy Ritchie reciclando seus próprios truques em "Na Zona Cinzenta" é uma experiência bem frustrante. O diretor parece trabalhar no piloto automático, entregando um filme que soa como sobras de projetos recentes, a exemplo de "Esquema de Risco" e "O Ministério da Guerra Suja". A clássica dinâmica da equipe de desajustados perdeu o frescor, resultando em um produto de linha de montagem que evidencia uma clara fadiga criativa, apoiando-se muito mais em sucessos passados do que em mérito próprio.
O roteiro é um dos grandes problemas da obra, pois depende excessivamente de diálogos mastigados e jargões técnicos em vez de deixar a ação conduzir a narrativa. Essa necessidade de verbalizar tudo tenta forçar uma inteligência tática, mas apenas soa artificial e não disfarça a falta de química genuína. Somado a isso, o filme sofre de uma grave crise de identidade, falhando em se decidir entre um thriller de espionagem e uma comédia de ação. O excesso de piadas mal colocadas quebra a tensão nos tiroteios, e o ritmo despenca no segundo ato, que se arrasta em planejamentos burocráticos cansativos e mina qualquer urgência.
Acaba sendo um desperdício ver astros como Henry Cavill, Jake Gyllenhaal e Eiza González limitados a papéis tão engessados e unidimensionais. A trama não exige deles nenhum esforço interpretativo profundo, deixando de criar dilemas ou arcos que gerem empatia real no público. Para piorar, a ameaça enfrentada pela equipe é quase inexistente. Os vilões são genéricos, estereotipados e tão incompetentes que anulam qualquer senso de perigo ou tensão nas missões, tornando o embate completamente unilateral.
No aspecto visual, a execução técnica também exaure. A edição excessivamente frenética e os cortes rápidos tornam a geografia da ação confusa, e o CGI mal finalizado quebra a imersão em cenas que pediam efeitos práticos. Depois de estagnar a história com tanto planejamento, o roteiro corre para um desfecho preguiçoso e anticlimático, usando de conveniências absurdas para amarrar os fios soltos sem oferecer qualquer recompensa emocional ao espectador.
Em suma, "Na Zona Cinzenta" prova que reunir grandes astros não é suficiente para salvar uma fórmula previsível. Guy Ritchie entrega uma obra prejudicada por um ritmo falho, vilões nulos e sequências de ação confusas. Contudo, o filme ainda pode servir como uma distração passageira para quem busca apenas um entretenimento despretensioso, cabendo ao público julgar se o carisma do elenco mascara os tropeços estruturais da produção.
Eu gostei de ver como o plano se desenrolou depois de os personagens o planejarem por mais de 30min. Eu torci bastante pelos protagonistas, porque o vilão realmente merecia perder.
Uma combinação perfeita de um ótimo roteiro com uma construção de acontecimentos muito bem encaixada. Gostei bastante do filme e recomendo. O início demora um pouco para engrenar, mas, quando a história começa a se desenrolar e tudo fica mais claro, o filme se torna genial. As perseguições e as cenas de ação também são excelentes.
Parece aquele momento inevitável da carreira em que Guy Ritchie finalmente percebe que talvez lançar um projeto novo a cada cinco minutos tenha consequências. Porque aqui o “modo automático” começa a cobrar seu preço.
O filme ainda tem vários elementos clássicos do diretor: narração estilizada, personagens caricatos, elenco cheio de gente carismática e aquela sensação de que todo mundo sabe que está em um filme cool. O problema é que, dessa vez, parece tudo funcionando no improviso.
Dá pra sentir claramente os remendos da pós-produção. Tem cena que parece cortada pela metade, relações que nunca realmente se desenvolvem e uma trama que parece constantemente correndo pra acompanhar a própria montagem.
Mesmo assim, ainda existe entretenimento aqui. Quando a ação finalmente aparece, o filme lembra por alguns minutos porque o estilo de Guy Ritchie funciona tão bem. Só que agora fica difícil ignorar a sensação de déjà vu de um diretor que claramente já fez isso muito melhor antes.
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