Premiado no Festival de Tribeca com Melhor Atriz para Ji-Young Yoo (no papel da protagonista Hayoung), Melhor Roteiro e uma menção especial, "Tigres Fumegantes" é um retrato íntimo e melancólico dirigido e escrito pela cineasta sul-coreana radicada nos EUA So Young Shelly Yo. O filme dialoga com obras como "Vidas Passadas" e "Minari", ao explorar os desafios dos imigrantes coreanos na busca pelo chamado sonho americano.
A trama segue Hayoung (Ji-Young Yoo), uma adolescente que vive com sua mãe, Umma (Abin Andrews), e sua irmã mais nova, Ara, em um apartamento modesto. Seu pai, Appa (Jeong Jun-ho), um vendedor de tapetes, reside em um depósito devido à separação do casal, acentuando a desintegração familiar. Enquanto tenta se preparar para a universidade, Hayoung enfrenta dificuldades acadêmicas e sociais, precisando frequentar as exclusivas e caras hagwons (escolas particulares voltadas para descendentes de coreanos), onde é marginalizada por sua origem humilde.
O personagem do pai, Appa, destaca-se por seu otimismo resiliente, remetendo ao pai sonhador de "Minari", em contraste com a mãe, que representa uma figura mais prática e realista. Essa dinâmica familiar, marcada pela tensão entre sonhos e realidade, cria um profundo impacto emocional na narrativa. A melancolia é uma constante no filme, seja no sentimento de exclusão social de Hayoung ou no retrato do lar fragmentado e suas complexas relações.
"Tigres Fumegantes" aborda com delicadeza temas universais como pertencimento, desigualdade e os desafios das relações familiares em contextos de imigração, solidificando Shelly Yo como uma voz promissora no cinema contemporâneo.