Minions & Monstros parecia nascer com energia de “lá vamos nós de novo”, mais um filme amarelo feito no piloto automático, repetindo piada e fórmula até cansar. Só que, no meio da bagunça, Pierre Coffin apareceu com uma ideia boa demais para ser ignorada: colocar os Minions na Hollywood do cinema mudo e homenagear os filmes clássicos.
E aí o filme vira uma brincadeira deliciosa para quem gosta de cinema. Tem referência, paródia, homenagem, recriação de cenas clássicas e aquela sensação de ficar apontando para a tela dizendo “eu entendi essa!”. O problema é que, quando ele percebe que está ficando inspirado demais, a franquia puxa de volta pelo macacão e manda lembrar que o título promete monstros.
O resultado é meio Frankenstein: uma parte carta de amor ao cinema, outra parte fórmula de estúdio costurada no susto. Mas é um Frankenstein simpático. Não reinventa os Minions, mas mostra que eles funcionam muito melhor fazendo cinema do que procurando outro mestre para servir.
"Minions & Monstros" leva os Minions para a Hollywood de 1927, acompanhando os personagens enquanto tentam produzir seu próprio filme de terror. A ideia funciona principalmente pela possibilidade de brincar com a história do cinema, trazendo referências a Georges Méliès, Charlie Chaplin, Buster Keaton e aos clássicos filmes de monstros.
A homenagem ao cinema mudo é o ponto mais interessante da animação, especialmente em sua primeira metade. Pierre Coffin utiliza bem o humor físico e o slapstick, criando algumas situações divertidas que combinam com os personagens. A proposta metalinguística também é uma boa ideia, mas acaba sendo pouco explorada conforme a história avança.
Quando os monstros reais entram em cena, o filme se torna mais convencional e perde parte do charme inicial. O excesso de situações caóticas e algumas piadas repetitivas fazem com que o ritmo fique mais repetitivo. A trilha de John Powell acompanha bem a aventura, onde se torna um dos pontos altos do filme.
"Minions & Monstros" é uma animação divertida e cheia de referências, que encontra seu melhor quando brinca com a história do cinema e com diferentes estilos cinematográficos. Mesmo que algumas ideias pudessem ser mais desenvolvidas, o longa consegue entregar uma experiência agradável e visualmente criativa, com uma trilha sonora marcante.
Filme muito divertido e para mim foi o melhor filme da série. Tirando toda a parte engraçada da falas dos minios, e o jeito meio atrapalhão, o história fala sobre lealdade, sonhos, dificuldade e conquistas.
Minions e monstros fez o mesmo que o primeiro filme, deixou de lado o Gru e focou apenas nos doces e engraçado seres amarelos, deixando de lado também o trio principal dos 2 outros filmes, Kevin, Stuart e Bob.
Agora focando em dois pequenos cineastas atrapalhados, Minions & Monstros traz a cena do cinema dos anos 20 para as telas, bem na transição do cinema mudo para o cinema com áudio.
Além das belíssimas homenagens aos faroestes, o filme assume a época trazendo os kaijus as telas.
Apesar de ser bom e divertido, eu tive alguns problemas com o filme, como por exemplo, alguns cenários reutilizados de Meu Malvado Favorito 3 junto ao fato de o Monstro final ser gelatinoso, lembrando muito a arma de chiclete de Balthazar Bratt, o menino mal. Me senti revendo um roteiro reutilizado, assim como as famosas regravações de esquetes do Chaves e Chapolin, como se tivesse faltado ideia é então, copiado e colado, apenas trocando os personagens da trama.
Relevando isso, o filme vai divertir, principalmente seu público alvo que não liga para esses detalhes, as crianças.
Este filme é simplesmente perfeito! Sinceramente, a melhor animação que assisti este ano! É genuinamente engraçado, e é lotado de referências históricas, fazendo alusão a ícones da cultura pop de maneira simplesmente genial (como, por exemplo, ao filme de Charles Chaplin). Amei!
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