A Mulher no Jardim
Média
2,7
80 notas

14 Críticas do usuário

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Nelson J
Nelson J

50.939 seguidores 1.958 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de maio de 2025
Um filme maravilhoso com muitas camadas. A mulher em referência seria reflexo da reflexão e culpa da protagonista, ou uma projeção de seu lado sombrio, ou ainda o mal encontrando sua fragilidade e a tentando para a morte e destruição? Não sei, mas o filme é imperdível.
NerdCall
NerdCall

50 seguidores 428 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 7 de maio de 2025
A Mulher no Jardim marca o reencontro entre o diretor Jaume Collet-Serra e a atriz Danielle Deadwyler após o sucesso de Bagagem de Risco, um dos filmes mais assistidos da história da Netflix. Jaume, conhecido por navegar com certa fluidez entre gêneros – do terror de A Órfã ao blockbuster como Adão Negro –, retorna aqui a uma proposta mais intimista e psicológica. O diretor já demonstrou talento na construção de atmosferas tensas e visuais imersivos, mas neste novo projeto, sua ambição conceitual acaba sabotando o próprio filme. Danielle Deadwyler, por sua vez, continua sua ascensão meteórica. Após o destaque em Piano de Família, onde foi amplamente reconhecida como coadjuvante, ela assume aqui um papel central com segurança e entrega uma performance intensa, emocionalmente densa e com momentos de pura visceralidade. Infelizmente, nem sua atuação inspirada é capaz de sustentar o longa diante de um roteiro cada vez mais desgovernado.

A premissa inicial é promissora. Um ambiente isolado, uma mulher lidando com a solidão e o silêncio, e uma figura misteriosa no jardim que parece esconder segredos profundos. A escolha de situar a trama em um cenário desconectado do mundo moderno – onde não há acesso fácil à informação nem contato com outras pessoas – é inteligente, pois cria um clima de tensão contida que remete a thrillers psicológicos mais clássicos. Por um breve momento, o filme parece caminhar para algo realmente assustador. No entanto, à medida que o roteiro revela seu verdadeiro foco, a narrativa abandona o terror tradicional e mergulha em um simbolismo conceitual que pode alienar parte do público.

Ao invés de investir no mistério e na figura da mulher no jardim como um elemento perturbador, o filme opta por uma abordagem mais abstrata e introspectiva, tentando simbolizar, através do suspense, temas como luto, depressão e maternidade. É uma escolha ousada, mas que exige precisão na execução — e é aí que reside o maior problema da obra. O roteiro se perde em suas próprias ideias, e a direção de Jaume não consegue sustentar a complexidade emocional e simbólica que propõe. O que era para ser uma metáfora poderosa sobre a dor e a perda acaba soando confuso, às vezes pretensioso, e raramente eficaz.

A metade do filme já entrega muito do que ele quer dizer, e essa antecipação de sentido compromete o impacto emocional do terceiro ato, que deveria ser o momento de maior carga dramática. As reflexões sobre o trauma e o enfrentamento da dor são válidas, mas o longa opta por explicá-las de forma excessivamente didática no final — como se temesse que o público não captasse suas intenções. Isso torna o desfecho não apenas previsível, como frustrante. A tentativa de construir um final emocionalmente poderoso é sabotada pela necessidade de explicar demais, esvaziando o impacto da jornada da protagonista.

Ainda assim, há qualidades técnicas que merecem ser elogiadas. A fotografia de Pawel Pogorzelski, o mesmo de Midsommar e Hereditário, é novamente um trunfo visual. Sua capacidade de transformar espaços simples em ambientes opressivos e visualmente ricos contribui significativamente para a atmosfera do filme. Jaume, com sua direção segura, cria momentos de verdadeira claustrofobia e tensão — especialmente no primeiro ato —, mas falha ao manter essa intensidade até o final. A sensação que fica é de que o filme começou com um norte claro, mas foi se perdendo ao tentar carregar mais camadas simbólicas do que sua estrutura poderia suportar.

No fim das contas, A Mulher no Jardim é uma obra que se afasta cada vez mais do terror convencional para abraçar o psicológico, mas sem encontrar o equilíbrio necessário entre forma e conteúdo. É um filme que quer dizer muito, mas que se comunica mal; que tem ideias potentes, mas falha na entrega. Danielle Deadwyler é, sem dúvidas, o maior acerto da produção — sua entrega é honesta e poderosa —, mas não é suficiente para impedir que a experiência como um todo se dilua em confusão e frustração. O resultado é uma obra que deixa claro o potencial de todos os envolvidos, mas que infelizmente nunca atinge o que promete.
Everton Luís
Everton Luís

5 seguidores 101 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de junho de 2025
Um filme muito profundo.
Aos exatos 54:00 minutos, o diretor entrega o filme: A mulher no jardim é um reflexo culposo da própria mãe, pois ela não consegue superar o acidente, o fato de ter perdido o marido e ter escapado com apenas alguns ferimentos, pois momentos antes do acidente, ela visualizou essa fúria interior querendo acabar com tudo, como se sua infelicidade fosse culpa de todos a seu redor.
#BRUNO #
#BRUNO #

5 seguidores 273 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 16 de agosto de 2025
“A Mulher no Jardim” não é sobre monstros externos, mas sobre os monstros internos — luto, culpa, solidão e depressão. O terror é usado como metáfora para esses sentimentos.
O filme não da explicações sobre os acontecimentos, o telespectador deve tirar suas próprias conclusões.
Pablo
Pablo

4 seguidores 42 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 24 de abril de 2025
Um terror bem regular. O filme parece se resolver ao longo dele mesmo, como se não soubesse no início sobre o que ele é exatamente. Tem alguns sustos, e seu "terror", se baseia nessa fakta de explicação sobre o que está acontecendo. Uma trama quase psicológica, mas que parece que faltou um pouco mais de objetividade, e claridade em contar seja-lá o que queria contar.
wender verissimo
wender verissimo

1 seguidor 38 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 12 de setembro de 2025
Poderia ser mais , porém deixa a desejar nas explicações sobre os acontecimentos, vale ressaltar a importância de ver e rever todos os detalhes de um filme
Jonnathan Melo
Jonnathan Melo

16 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de abril de 2025
Filme bom. não dá explicações dadas só pra fazer o espectador entender o filme. O filme deixa rolar.
Diógennes Capuchinho
Diógennes Capuchinho

7 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 1 de julho de 2025
Nao tem Terror.. Quase nada de Suspense... Roteiro muito Ruim.... Uma hora e meia de tempo perdido!..
Иван Васильевич
Иван Васильевич

3 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 23 de abril de 2025
Até metade do filme ok pelo suspense daquela mulher no quintal ali da família, depois acho q se perde num filme que no geral comum.
Igor C.
Igor C.

13 seguidores 387 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 22 de dezembro de 2025
O filme é confuso e excessivamente lento, com uma narrativa que demora a engrenar e pouco estimula o interesse ao longo do desenvolvimento. O maior problema, no entanto, está no desfecho: o final, que deveria esclarecer os acontecimentos e amarrar a proposta da história, acaba fazendo o oposto, abrindo ainda mais lacunas e deixando uma sensação de frustração. Em vez de provocar reflexão, o encerramento soa mal resolvido e reforça a impressão de um roteiro indeciso e pouco eficiente.
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