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João Gabriel
1 crítica
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5,0
Enviada em 10 de fevereiro de 2025
Com uma direção impecável de kleber Mendonça Filho, o longa metragem nos leva de volta para o século XX, nos grandes e famosos cinemas de ruas, situados na Veneza Brasileira, Recife. O longa é mais do que um simples documentário, e sim uma experiência vivenciada pelo diretor e algumas pessoas que trabalharam nesses cinemas da região central de Recife. Vale ressaltar que o documentário passa longe dessa Narrativa estrangeira de ser passar nas do Rio de janeiro e São Paulo. Para quem ainda não viu o documentário por síndrome de vira-lata, veja-o, pois o cinema brasileiro é um dos melhores cinemas, claro que temos filmes péssimos, porém todos os países tem filmes ótimos e ruins e no Brasil não é diferente. Bom filme a todos!!
Retratos Fantasmas (2024), de Kleber Mendonça Filho, é uma obra visualmente deslumbrante e conceitualmente ousada que examina a memória e a história de Recife através de imagens de arquivo e registros contemporâneos. Ao fundir passado e presente, o filme cria uma reflexão profunda sobre a evolução do cinema brasileiro e sua conexão com o espaço urbano.
Através de uma abordagem metalinguística, Mendonça Filho resgata o Recife como um "corpo vivo", onde as imagens de ontem se entrelaçam com as de hoje. O filme é uma experiência sensorial, rica em sons e imagens, desafiando o público a reconsiderar o conceito de memória e a permanência das cidades em nossos imaginários. O uso do documentário, aliado a toques de ficção, mostra um amadurecimento do diretor, que continua a explorar as complexidades sociais e históricas de sua terra natal.
No entanto, o formato experimental pode afastar espectadores mais comuns, tornando a obra mais adequada para quem está disposto a se envolver com um cinema mais reflexivo e conceitualmente denso. Comparado a outros filmes do diretor, como Aquarius e O Som ao Redor, Retratos Fantasmas é mais introspectivo, oferecendo uma visão mais fragmentada e experimental do Recife.
Metalinguagem para amantes do cinema. Através de uma narrativa simples, autobiográfica, fala da extinção e decadência do centro da cidade de Recife e seus cinemas. O roteiro “universal” da “modernidade” e da gentrificação cruel.
Retratos Fantasmas é algo indescritível, desde o começo ao fim, com a narração e direção de Kleber Mendonça Filho conhecemos no centro de Recife no século 20 a historia da cidade a partir do cinema do centro da cidade, onde a população lotava as salas, no filme além de contar a história do cinema de Recife também revemos a historia do Cinema Nacional, Kleber Mendonça nos proporciona uma viagem no tempo com este filme excelente.
Homenageia o cinema antigo, as raízes do cinema Pernambucano. Um filme pra lá de muito bom ! Que além de homenagear recife, homenagea também quem fez parte do cinema no Recife.
Um filme que retrata um pouco da história de vida do Diretor, através de sua narração. Contém muitas fotos e registros antigos, mesclados com algo mais recente, me parece. Um documentário que conta sobre a cultura que envolve o centro do Recife e o seus cinemas e como a história foi se modificando através da política e das imposições do meio ambiente que os cerca. Bastidores de como eram rodados os filmes. Destaque para a cena final do filme quando há um diálogo entre o diretor e um ator/taxista/uber que me paralisou em frente a tela da televisão de tão cativante que foi pra mim ver essa cena como um todo. Referência de taxi drive na aparição do diretor, nos enquadramentos e nas luzes que banham a cena. Ademais, pelo diálogo exótico, natural e extremamente interessante entre os dois. Um diálogo da vida real que pode acontecer com frequência.
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