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Poético e impactante, mas poderia ter maior coesão narrativa para uma nota total.
"A Flor do Buriti", de João Salaviza e Renée Nader Messora, retrata a história e a resistência do povo indígena Krahô, abordando memórias de massacres, a luta por territórios e a união indígena no Brasil contemporâneo. O filme combina ficção, documentário e elementos fantásticos, seguindo a tradição oral indígena com uma narrativa não linear.
A cinematografia poética, marcada por tons que remetem à terra e à cultura indígena, destaca a relação dos personagens com suas raízes e o território ancestral. Com uma sensibilidade única, o filme não apenas informa, mas emociona, trazendo à tona a urgência de preservar essas histórias e culturas.
"A Flor do Buriti", de João Salaviza e Renée Nader Messora, retrata a história e a resistência do povo indígena Krahô, abordando memórias de massacres, a luta por territórios e a união indígena no Brasil contemporâneo. O filme combina ficção, documentário e elementos fantásticos, seguindo a tradição oral indígena com uma narrativa não linear.
A cinematografia poética, marcada por tons que remetem à terra e à cultura indígena, destaca a relação dos personagens com suas raízes e o território ancestral. Com uma sensibilidade única, o filme não apenas informa, mas emociona, trazendo à tona a urgência de preservar essas histórias e culturas.
Ficcionalidade documental sobre um Brasil profundo e violento, que estamos distantes, vivendo em nossas selvas de pedra, divisando nossas vidas sem conseguir imaginar o que se passa nesse Brasil indígena, o que os povos originários passam. Fiquei profundamente tocada com a narrativa do filme e com as diversas camadas que ele apresenta, com uma costura sensível, conectando passado, presente e futuro. A mensagem é um grito de resistência ao jugo, à violência e à exclusão. E um chamado para que possamos fazer mais por esses nossos irmãos que estão lá, lutando pelo direito de existir, pelas florestas e pela natureza, que está acabando devido à ganância, devido à máquina capitalista, que quer triturar tudo...
Muito bom.
Retrata o massacre que vitimou as famílias indígenas e a ganância dos fazendeiros assim como a vida deste povo brasileiro no seu dia a dia.
São muito boas as imagens e o som envolvente da floresta e também o dialeto deste povo que sobressai nas suas canções.
Aconselho aos amantes de cinema a verem este filme porque faz parte da história de um povo que ainda hoje luta pela sua independência e que o mundo precisa saber.
Retrata o massacre que vitimou as famílias indígenas e a ganância dos fazendeiros assim como a vida deste povo brasileiro no seu dia a dia.
São muito boas as imagens e o som envolvente da floresta e também o dialeto deste povo que sobressai nas suas canções.
Aconselho aos amantes de cinema a verem este filme porque faz parte da história de um povo que ainda hoje luta pela sua independência e que o mundo precisa saber.
Incrível a realidade de um massacre ,o resge teda passado na tela. .imagem boa e tradução ótima
Curti o jeito com que o filme mistura passado e presente para narrar a história do povo Kraho. No início, as mudanças de época podem ser derrotantes, mas elas fazem progressivamente sentido; o massacre de 1940, a ditadura e os conflitos territoriais atuais não são apresentados como histórias independentes, mas como diferentes gerações de uma mesma luta pela terra e pela possibilidade de continuar a viver como povo. Curti que os Kraho não sejam mostrados unicamente como vítimas daquela historia. Eles se lembram, monitoram o território, transmitem o relato deles às crianças, usam as tecnologias actuais e se organizam politicamente. A prática dada às mulheres é bem importante nomeadamente através de Patpro e do engajamento dele em Brasília, mas também através da transmissão familiar e espiritual. Acho muito boa a maneira como o filme mistura documentário, ficção, sonhos e reconstituições sem buscar traçar uma fronteira neta entre eles. O passado parece sempre presente nas memórias daquelos que vivem hoje, enquanto os nascimentos e as crianças lembram constantemente que aquela história não fala somente de preservar algo de antigo, mas também de construir um futuro.
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