Dias Perfeitos
Média
4,2
211 notas

60 Críticas do usuário

5
27 críticas
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Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de dezembro de 2024
"O simples resolve tudo"
"Dias Perfeitos" dirigido por Wim Wenders explora a rotina de Hirayama, um limpador de banheiros públicos em Tóquio. A narrativa destaca a beleza presente nas atividades cotidianas, enfatizando a dignidade e a serenidade do protagonista em meio à repetição diária. A atuação de Kôji Yakusho é amplamente elogiada por sua sutileza e profundidade, conferindo autenticidade ao personagem. O filme convida o espectador a refletir sobre a simplicidade da vida e a encontrar significado nas pequenas coisas, oferecendo uma experiência cinematográfica contemplativa e poética.
DUDU SILVA
DUDU SILVA

78 seguidores 335 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2024
Sendo bem engraçados em varios momentos e com muita enoção durante todo o filme e mostrando que ate coisas simples podem fazer a diferença
Nelson J
Nelson J

51.029 seguidores 1.977 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de março de 2024
Filme de alta sensibilidade sobre a vida comum; O extraordinário está no simples. Cada vena nos remete a observação do cotidiano que as vezes passa a nossa frente sem que percebamos,
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 881 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de janeiro de 2025
Dias perfeito é um filme japonês na qual teve a direção de Win Wenders, que também roteirizou e contou com a ajuda de Takuma Takasaki. Vale lembrar que o filme chegou a ser indicado no oscar 2024, como melhor filme internacional. A história gira em torno de Hirayama (Koji Yakusho), um homem de meia idade, que parece ter encontrado o equilíbrio da vida, contente em trabalhar como zelador de banheiros públicos em Tóquio. Além disso, passa o dia aproveitando os seus hobbies, paixão pela arte, literatura, música e fotografar arvores com sua câmara analógica. Com a premissa extremamente simples, o roteiro coloca o primeiro ato inteiro as rotinas de Hirayama, mas a partir do segundo ato vemos que pessoas começam a entrar na rotina do nosso protagonista e confrontar um misterioso passado, que não é revelado (afinal, isso não é relevante para o filme). Precisamos pontuar que o cinema japonês sempre dar show em personagens introspectivo e melancólicos, e nesse filme não é diferente. Precisamos lembrar que o diretor Wenders, é um alemão fazendo uma obra no Japão. Com isso, percebemos suas influencias, como a perfeita trilha sonora que a todo momento combinou com os sentimentos mostrados pelo protagonista. Além disso, percebemos por vezes, uma critica social com relação ao trabalho desempenhado por Hirayama, por meio de pessoas próxima a ele, que parecem despreza-lo. O Filme revela sentimentos que por vezes não encontramos no cinema, nos passa um mensagem clara e interessante: nenhum dia é igual ao outro e rir ou chorar não te faz um pessoa triste, e sim um benção por estar vivo.
Suely F
Suely F

1 seguidor 27 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de agosto de 2025
Quanto que o silêncio fala? Este filme nos mostra a contramão de tudo que construímos como sujeitos em um mundo tão poluído de barulho, desconexão do ser com nossa natureza e a prisão das horas.
Nos mostra um sujeito que é rio e não se abala com as curvas do caminho pois sabe que logo tudo se acalma novamente. É preciso confiar na vida.
O bão do Marcelão
O bão do Marcelão

17 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de agosto de 2024
Veterano de cinema, o diretor Win Wenders não se cansa de produzir películas. O mesmo que teve a coragem de fazer “Buena Vista Social Club” e fazê-lo em Cuba, vai para o Japão narrar o cotidiano de um supervisor e limpador de banheiros públicos em Tóquio.
Wenders tem uma experiência de 50 anos com a sétima arte e, ao abraçar o projeto, se sente à vontade numa história improvável de se realizar e de se desenvolver.
Em geral, os filmes japoneses são caracterizados por imagens e poucos diálogos. Se não faz o tipo do espectador, é melhor evitar. “Dias Perfeitos” não foge a essa regra.
A diferença é que o enredo e o roteiro têm mais a ver com uma história que poderia se passar em qualquer lugar do mundo ocidental. Será que foi um desafio para o diretor alemão?
A globalização está em toda parte e isso favorece. Por outro lado, aos acostumados com filmes de ação ou de muita movimentação torcerão o nariz ou sairão da sessão antes do término.
Em quase duas horas, retrata-se de forma igual e frequente o que Hirayama (com ótimo desempenho de Koji Yakusho) faz durante as 24 horas do dia.
Parte da película se concentra em hábitos e atividades que quase todos fazem. Hirayama adota um tipo de vida estoico, com leituras, visitas a locais de seu interesse na cidade, cozinhar, trabalhar e ouvir música. Até aí, nada de espetacular.
Aos poucos, certas coisas são acrescentadas com o bater de fotos com câmera analógica ou a audição de fitas cassete. As falas praticamente não existem para Hirayama. O gestual prepondera e a interação com as outras pessoas vai aumentando.
O contraste entre o trabalho sem valor expressivo perante a sociedade e o relacionamento gradual com outras pessoas tornam-se um bom ingrediente da película.
Momentos estranhos e chamativos com o alienado e desinteressado Takashi (papel de Tokio Emoto), o qual se volta mais para conquistar uma provável namorada.
Para decepção de Takashi, a pretendente se encaixa mais com o padrão e o tipo de Hirayama: interessa-se pelo analógico, escolha a trilha sonora das fitas no carro de serviço e, de certo modo, desperta-se mais para o chefe de Takashi. Explorado de maneira interessante.
Nem por isso, Hirayama (ou traduzindo para nossa língua “Montanha Pacífica”) se abala. O filme vai trazendo novidades no dia a dia do limpador de banheiros como o jogo da velha com desconhecidos e a visita da sobrinha Niko. É com ela que se trocarão ideias, questões mal resolvidas e coincidências sobre estar ou não no mundo.
Esse resignado e responsável cidadão japonês faz muito pelos outros sem buscar interesse e percorre o caminho de sua vida despretensiosamente.
Suas alegrias e a de muitos espectadores da poltrona são as audições de Nina Simone, Lou Reed, Velvet Underground, Rolling Stones, Ottis Redding e Patti Smith. Coisas do analógico e que contrapõe o modernismo tecnológico com pouco conteúdo e pouca satisfação ou garantia de sonho. Livros e caixas de fotografia com poses do sol por entre a copa das árvores só põem mais questionamento: será que esse tipo de vida ainda é válido? Traz mais ou menos felicidade? Hirayama oferece resposta e nos instiga, nos provoca.
O filme, embora ligeiramente cansativo e repetitivo em alguns momentos, dá uma paulada ou um chacoalho sobre o tipo de vida experienciado no século XXI. As cenas finais da brincadeira de sombras motivada por uma confissão chocante e o encontro de Hirayama com o sol traz um clima de reflexão, daquelas parábolas contadas por Jesus. Em ambas as cenas, dá para entrever o otimismo. Hirayama ajuda sem ser ajudado, mantém sua prática de leitura, inspira mais jovens com sua música disposta em fitas, não em streaming, vai à porta de sua casa e sorri para o sol.
Mesmo que o dia seguinte seja previsível, é bom lembrar que nossas vidas não escapam disso. As rotinas de bilhões são quase sempre a mesma, embora gostos e preferências se diferenciem. É uma afinidade com cada um de nós, o filme insinua essa aproximação com o espectador.
O roteiro conjunto de Win Wenders e Takuma Takasaki mistura dois estilos de vida improváveis de se misturar, mas que dá boa química. Em comum, há a abordagem de temas como a relatividade da solidão, a divisão da família e a busca de um sentido de vida.
Embora Koji Yakusho fale pouco no filme, é muito merecida sua premiação como melhor ator no Festival de Cannes de 2023. Não dá para não apostar de que, futuramente, ele brilhe em algum outro filme a estrear nas telonas do mundo afora.
A personagem Hirayama chega a imitar o significado de “Buda”: o que desperta ou tem conhecimento. Isso dentro de um ambiente urbano onde o que importa são o lazer e o descanso, sem esquecer o profissionalismo (a despeito do trabalho que ele se dedica, mas igualmente importante como o lixeiro e o padeiro nosso de cada dia). Ir à sauna, preparar um macarrão, escolher uma trilha sonora dentre o acervo de fitas cassete, frequentar livrarias ou ver uma partida de beisebol basta para esse herói cotidiano e invisível.
Certamente, o filme dividirá opiniões da plateia: há os que vão odiar ou achá-lo sem consistência e desenvolvimento. E há os que vão entrar no clima da proposta, mesmo que seja repetitiva, justificado pelo título da produção. “Dias Perfeitos” pode ser isso. Ou mais do que isso. Ou menos do que isso.
Será que menos é mais? Será que tantos apelos visuais e excessos que nos rodeiam são indicativos de felicidade? “Dias Perfeitos” traz esse exato questionamento de estarmos tão submersos e amarrados num oceano infindável do consumismo e da hiperinformação e sem saber o que fazer em dias tão líquidos.
Paulo Cesar PCGO
Paulo Cesar PCGO

9 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de outubro de 2025
Dias Perfeitos é uma poesia convertida na sétima arte. O Filme fala da vida simples e dos mistérios de um homem de meia idade, que trabalha na limpeza de banheiros públicos de Tóquio. Nesse contexto vemos uma dicotomia entre seu trabalho humilde e seu gosto por música, literatura e fotografia. O protagonista, Hirayama (Koji Yakusho), nos mostra a beleza das coisas simples do seu cotidiano, além do respeito e consideração pelas pessoas que fazem parte de sua vida. A trilha sonora é sensacional.
FÁBIO REIS
FÁBIO REIS

25 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de junho de 2024
Filme muito bom a tinha assistido mas , é uma ótima opção de filme para assistir neste inverno, debaixo de um edredon
Tark F.
Tark F.

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de março de 2025
Da pra ser feliz com pouco! É uma escolha, renunciar aos luxos, viver com pouco, encontrando a beleza nos pequenos detalhes da vida. Um filme singelo, doce e intimista!
Fernanda De oliveira
Fernanda De oliveira

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de maio de 2024
O filme traduz a rotina de um homem solitário, simples, que acorda cedo todos os dias para trabalhar, um trabalho duro que é limpar os banheiros públicos, mas o faz com dedicação, com disciplina todos os dias, sem reclamar. Ao longo do filme vê-se que é um homem bom, que gosta de ler, observador da natureza, e adora ouvir suas músicas, que por sinal excelente trilha sonora. Ao decorrer do filme ele interage com outras pessoas, no trabalho, num bar, com uma sobrinha, enfim demonstra ser um homem digno, embora solitário. Cada pessoa é única, e me fez refletir porque apesar de ele ter tantas qualidades, era um homem solitário. E muitas pessoas são, porque tem que ser assim. Para refletir. O filme requer que você relaxe e observe essa rotina e sinta os sentimentos dessa pessoa. Eu gostei, acrescentou muito nas minhas reflexões. Dei quatro estrelas porque gostaria de tê-lo ouvido mais sua voz, ele atua somente com seu corpo, talvez porisso possa ser um pouco entediante, mas valeu.
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