Wim Wenders é um mestre da linguagem cinematográfica. Minha opinião é a de que amantes e estudiosos de Cinema devem assistir ao filme. Já para aqueles que, como eu, não desprezam a forma, masnão prescindem do conteúdo, o filme é muito pobre. Eu daria 5 estrelas para a forma e uma estrela para o conteúdo. Dada a quantidade de notas 5 estrelas dadas ao filme, acho que o leitor deve ler outras críticas. É bem provável que meu intelecto não tenha sido suficiente para perceber.
Homem (Yakusho) trabalha limpando as latrinas públicas bastante tecnológicas e fashion da municipalidade de Tóquio. Nas horas vagas frequenta os mesmos lugares, como uma loja de revelação de filmes, um parque onde costuma almoçar, e habitualmente encontra uma mesma moça com cara de poucos amigos, um local onde lhe é servida uma pequena refeição após o exaustivo dia de trabalho ou um bar frequentado por figuras recorrentes.
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O filme é um lembrete poderoso de que a felicidade reside nas coisas mais comuns. Ele desmistifica a crença de que é preciso buscar a modernidade, novas tecnologias, grandes riquezas ou carreiras de prestígio para alcançar a plenitude. Fica evidente que o personagem principal encontrava a felicidade em sua rotina, em suas escolhas e em seu modo de vida. Sua satisfação não exigia validação externa; era uma questão de estar em paz consigo mesmo. A verdadeira força do filme reside em sua natureza altamente reflexiva, pois ele ousa ir ao extremo. Em uma época em que quase ninguém acredita mais que as pessoas podem ser felizes apenas com o essencial, é aí que a mágica acontece. O filme nos força a confrontar questionamentos cruciais: Coisas simples não trazem felicidade para todos? Existe uma fórmula universal para a felicidade? O personagem é um fracassado por ser limpador de banheiros? Ele merece ser invisível ou invalidado pela sociedade? Seu trabalho não é importante? O longa-metragem sugere que a felicidade sempre esteve ligada à simplicidade; são as pessoas que insistem em complicá-la ou superdimensioná-la.
Acredito não ter pego a ideia do filme. A princípio parece que vai desenrolar uma história inspiradora, a medida que o tempo passa o tédio toma conta do telespectador que implora pra algo acontecer... confesso, pausei 2 vez e acelerei algumas, tamanho estado de morbidez das cenas. Tem algumas coisas soltas mas não correlacionei, peguei a meada dos problemas familiares, mas a grande lição que esperava, não consegui vê. Parado, monótono, sem diálogos e cenas repetitivas em excesso. Pra ter sido indicado ao Oscar, creio que não soube extrair o que o diretor tenta passar nas cenas. Mesmo vendo a simplicidade em sua face diante da felicidade das pequenas coisas que deixamos passar em branco. Vou assistir novamente, tentando me prender a detalhes.
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