O Auto da Compadecida 2
Média
2,6
608 notas

240 Críticas do usuário

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O bão do Marcelão
O bão do Marcelão

19 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de fevereiro de 2025
Quem gostou do primeiro filme e quer mais tem a oportunidade de matar a saudade das estrepolias da dupla nordestina mais atrapalhada e prolixa do cinema nos últimos anos. Sim, João Grilo e Chicó retornam à tela grande para a satisfação geral da Nação.
Sem alterar a inspiração da obra original de Ariano Suassuna, por meio de personagens e locais, “O Auto da Compadecida 2” ganha nova roupagem, avançando no tempo – o qual sugere que a época escolhida seja lá para os anos 40 ou 50.
Dá para notar o contraste das edificações decadentes de Taperoá, situado em algum lugar remoto do Sertão, com as modernidades trazidas pelo turismo e pela comunicação de rádio. Aliás, nesse mesmo contexto, o filme se utiliza de recursos visuais e tecnológicos para recriar cenas de ação e ambientes. Isso torna a película mais próxima de experimentalismos permitidos na sétima arte.
O filme traz Chicó em meio às suas reflexões e vontade de rever o grande amigo João Grilo. Morador da igreja, Chicó dá uma de guia turístico e vendedor de artigos religiosos.
Na calada da noite, João Grilo aparece de repente, assustando o medroso amigo de aventuras. Esse medo não é novidade, mas, se no primeiro filme o medo de Chicó é mostrado o tempo todo, a plateia vai se comover com o próprio reconhecimento de que a personagem de Selton Mello não sabe ler.
O analfabetismo de Chicó será responsável pela separação dele e de Rosinha (Virgínia Cavendish). É que Rosinha deixou uma carta pouco antes de se distanciarem. Quem apostaria lá na metade do século que uma mulher desbravaria as estradas do Brasil? Rosinha é uma motorista de caminhão.
Um pouco antes da chegada de Rosinha, Chicó se engraça com uma moça vinda da cidade e a simpatia é mútua com Clarabela (vivida por Fabíula Nascimento), desenvolvendo bons lances de diversão durante a história.
Em meio às peripécias amorosas de Chicó, o pano de fundo que sustenta o filme é a idolatria de João Grilo em Taperoá. Ele é adorado como um deus por ter ressuscitado, o que se repete na segunda versão da obra de Ariano Suassuna. É possível ver rapidamente as figuras de Fernanda Montenegro, Maurício Gonçalves e Luís Mello – um ‘flash’ da versão original.
A dupla de trapalhões sertanejos conhece novas figuras como o dono da rádio local, Arlindo (Eduardo Sterblicht) e o coronel Ernani (numa interpretação caricata e válida de Humberto Martins). Mais ingredientes para João Grilo usar e abusar de sua astúcia no tabuleiro da vida.
Embora, o enredo fique um pouco longe da história original criada por Ariano Suassuna. “O Auto da Compadecida 2” traz o acontecimento insólito de João Grilo voltar à mansão dos mortos e ficar frente a frente com Nossa Senhora (a Compadecida que dá nome à obra) e o Capeta. Será mesmo que ele vai superar Jesus na quantidade de ressurreições?
Talvez o maior mérito ou brilho do filme pertença a Matheus Nachtergaele, o qual nos brinda com três interpretações: a de João Grilo, a de Jesus e a do Demônio. Particularmente, todas elas são dignas e o fato de acontecer ao mesmo tempo traduz-se em maestria.
No mais, “O Auto da Compadecida 2” levanta velhas questões ainda não resolvidas no século XXI, como o problema da seca, a posse da água, o próprio analfabetismo e o braço curto do Estado em chegar a regiões onde não há interesse de investimento. Resta ao sertanejo se apegar à religião, talvez o tema original proposto pelo dramaturgo Suassuna e que serviu de inspiração para não só um, mas para dois “Autos da Compadecida”. Um último aviso: se o cinéfilo for com a expectativa de uma obra igual à original, é bom lembrar que a versão 2 é uma adaptação livre (com pequenas pitadas de outras obras de Ariano Suassuna) do diretor Guel Arraes e dos roteiristas João Falcão, Adriana Falcão e Jorge Furtado.
Luiz Hipólito da Mata
Luiz Hipólito da Mata

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 25 de fevereiro de 2025
Na boa, seria melhor ter deixado "esse clássico" apenas com o primeiro filme.
O elenco é bom, mas a história é basicamente a mesma, e tem alguns atores que exageraram na atuação que o negócio ficou caricato Talvez tenha sido um erro essa segunda parte.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 895 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 2 de abril de 2025
O auto da compadecida 2 chega depois de 24 anos do primeiro filme. Nesse novo filme, Guel Arraes divide a direção com Flávia Lacerda e o roteiro permanece com Guel Arraes e João Falcão. O filme continua sendo baseado na principal obra do Paraibano Ariano Suassuna. Nessa nova trama, João Grilo (Matheus Nachtergaele) volta a cidade de Taperoá após 20 anos e encontra seu melhor amigo, Chicó (Selton Mello). Porém Chicó sustenta a história (por meio de versos) de que Nossa senhora (dessa vez interpretada por Taís Araújo) operou milagre e ressuscitou João Grilo.Com a fama, João é tido como celebridade local e acaba chamando atenção para os 2 candidatos a prefeito da cidade: Coronel Ernani (Humberto Martins) e Arlindo (Eduardo Aterblitch). O interessante deste filme foi usar a tecnologia para o cinema de hoje para mostrar que a cidade de Taperoá também evoluiu com a chegada do rádio e de meios de transportes. Evidentemente que existe um anacronismo nessa linha temporal, mas ela foi posta de propósito para demostrar uma maior desigualdade social diante dos avanços. A química entre Matheus e Selton ainda é o auge do filme e os personagens secundário são todos novos, com exceção de Virginia Cavendish que volta com a personagem Rosinha. Com relação aos novos personagens, parece não ter se encaixado bem como no primeiro filme. As subtramas não funcionaram bem para a maioria deles. Até mesmo a própria Rosinha ficou desfocada não parecendo ter sido casada com o Chicó. A própria tentativa de criar um triangulo amoroso entre Chicó, Rosinha e Clarabela (Fabiula Nascimento) foi por água abaixo. O filme no seu último ato resolve largar mão dessa tentativa frustrada de elaborar uma nova história e apela para elementos deixados no primeiro filme como o julgamento novamente de João Grilo. Até aí tudo bem, mas a intepretação de Taís Araújo como Nossa senhora ficou extremamente caricata, faltando personalidade, parecendo que a atriz estava fazendo uma homenagem a Fernanda Montenegro (quem interpretou a Nossa senhora no primeiro filme). Assim, como a ideia de usar o Matheus para interpretar o diabo e Jesus ao mesmo tempo fracassou, pois sem novos personagens ficamos limitados a temer por algo com um personagem cômico que é o João Grilo. Em outras palavras, não dá pra levar Jesus e nem o diabo a sério por conta da comédia exercida por Grilo. O filme tem seus momentos de divertimento, deu para matar a saudade e foi um sucesso de bilheteria, mas errou muito mais do que acertou.
Luís P. Costa
Luís P. Costa

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 24 de fevereiro de 2025
Acho incrível como conseguiram estragar a obra magna de Leandro Suassuna, com piadas péssimas um cenário pior ainda. Não vale nem o ingresso do cinema, os diretores deveriam ser processados por danos morais, de tão ruim que é o filme.
Fabio c
Fabio c

Seguir usuário

1,5
Enviada em 2 de abril de 2025
Como fanático pelo filme, fiquei ansioso por este filme.
Mas fiquei triste e com vergonha alheia. Era melhor não ter existido neste filme. Desculpe aos artistas, mas deu vergonha alheia..

Produção horrível, parece que algumas imagens foram geradas por um garoto num programa de celular.

Cenário ruim, roteiro ruim, falas ruins, trilha sonora péssima.

Como eu faço pra desver isso?
Matheus até tentou dar a vida ao João grilo mas foi sufocado pelo roteiro e pelas falas.

Este filme não deveria ter ido pro ar.
Hamud Souza
Hamud Souza

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 19 de fevereiro de 2025
O filme apresenta uma estética visual excessivamente computadorizada, que transmite uma sensação superficial e artificial, por vezes lembrando uma adaptação teatral misturada a efeitos em CGI. A trama não traz novidades em termos de roteiro e o orçamento claramente limitado resulta em uma produção muito aquém do primeiro filme. É sempre desafiador realizar continuações que correspondam às expectativas do público, e são poucas as franquias que conseguem esse feito — o que, infelizmente, não é o caso aqui.

O grande mérito do primeiro filme estava na originalidade dos cenários e na construção de um enredo que retratava, de forma clara e sensível, as dificuldades enfrentadas pelos sertanejos, além de expor a exploração dos mais pobres por figuras da igreja e empresários. Nesta sequência, no entanto, o que se vê é uma adaptação pouco inspirada, com texto e história que soam como uma reedição fraca, sem a força e a autenticidade da obra original.

Por outro lado, é justo destacar o excelente trabalho de Matheus Nachtergaele e Selton Mello. Ambos são atores talentosos e, por já estarem familiarizados com seus personagens, entregam atuações naturais e envolventes, conferindo leveza e um certo resgate da essência do primeiro filme. Suas performances, sem dúvida, são o ponto alto desta continuação.
Alvaro Ribas de Avila
Alvaro Ribas de Avila

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 17 de fevereiro de 2025
Piadas sem graça, áudio sempre no mesmo volume sem distinção de ambiente, cenário digital, agenda woke, lacração, tiraram a alma nordestina do filme. Muito ruim. Perda de tempo e decpção.
cesar
cesar

2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 16 de fevereiro de 2025
Ruim que dói! Cópia de bons diálogos do primeiro filme e péssimos diálogos anexados ao segundo. Alguns personagens são parodias mal feitas do primeiro filme, como o coronel e o próprio diabo.
Não dá pra comparar com o primeiro porque seria um CRIME!
Guilherme Donadel
Guilherme Donadel

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de abril de 2025
Gostei, mas com ressalvas

O grande erro do filme já começa no título: Auto da Compadecida "2". Essa escolha cria uma expectativa que o longa não cumpre. Esperava-se que o filme seguisse a essência do primeiro, mantendo elementos como a trilha sonora marcante, as locações externas que davam vida ao sertão, e até mesmo a continuidade da história da dupla na padaria, talvez agora com os filhos, por exemplo. No entanto, o que vemos é uma obra que, embora bonita e carregada de homenagens ao original, não se configura como uma verdadeira sequência.

O filme funciona mais como uma celebração dos 24 anos do clássico do que como uma continuação. A decisão de adicionar o número "2" ao título parece ter sido puramente comercial, uma estratégia para atrair público e vender ingressos, mas que acaba gerando uma falsa expectativa. Um título como "Auto da Compadecida: Celebração" ou "24 Anos Depois" seria mais honesto e adequado, evitando frustrações para quem esperava uma continuação direta da história.

Em resumo, é um filme que vale pela nostalgia e pelas referências ao original, mas peca por não entregar o que promete no título. Uma oportunidade perdida de expandir o universo tão querido do primeiro Auto da Compadecida.
maria luisa camelo cavalcante
maria luisa camelo cavalcante

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 16 de fevereiro de 2025
Filme horrível, não fala nada com nada, sem sentido, não tem história, terrível, não vá nem de graça
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