O Auto da Compadecida 2
Média
2,6
609 notas

240 Críticas do usuário

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Felipe Santos
Felipe Santos

31 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de janeiro de 2025
O Auto da Compadecida 2 está longe de ser um filme, pois está mais para uma peça de teatro que você assiste através de um tela de cinema. O que me chateou é que ficou muito artificial, fotografias muito cropadas (claro, até porque 90% do ambiente era digital, led ou fundo verde). O que deixou uma estética muito feia e pouco natural para o meu gosto, ainda mais comparando com o primeiro (se é uma continuação, é óbvio que será comparado). Há uma diferença muito grande e significativa entre um filme gravado em um povoado real (Cabaceiras) e um filme todo gravado em Estúdio.

Mas é um filme que vale a pena ser assistido; ele tem um ritmo parecido com o primeiro, com muito diálogo, um tom de humor legal e equilibrado com os momentos de reflexões. Matheus e Selton estão excepcionais como sempre.
Alan Nascimento
Alan Nascimento

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 24 de janeiro de 2025
Realmente uma perda de tempo, piadas sem graça e personagens tentando forçar e copiar o primeiro filme, sem falar o cenário que conseguiu ser pior do que de um filme de 24 anos atrás.
YveS Feitosa
YveS Feitosa

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 23 de janeiro de 2025
Esse filme chega a ser uma afronta à obra de Ariano. No 1, tudo se passa em uma série de confusões que precisam ser resolvidas de maneira genial por Grilo, não tem nada fora do lugar. Enquanto isso, o 2 é recheado de plots que começam no nada e terminam e lugar nenhum, vide a história da cacimba que Chicó comprou e não deu em nada, a paixão por Clarabóia que não afeta em nada a trama, a chuva "causada" por João no começo do filme, que não muda nada. Além disso, tem também o exagero dos personagens. Eu sei que na obra original, temos caricaturas, porém, na continuação, temos caricaturas das caricaturas, o que satura a atuação e faz o que era pra ser engraçado se tornar constrangedor. Sobre a Taperoá ficcional, digna de produções como "Carrinhos", eu não vou nem comentar pra não descer o nível da conversa.
Leonice S.
Leonice S.

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de janeiro de 2025
Eu gostei do filme mas achei incompleto o final para o Arlindome Clarabela, ficou faltando comtexto, Chico e Grillo ficaram longe um do outro, tbem ficou faltando uma explicação melhot. Miranda esta o maximo de Malandro e Bispo, amei a Rosinha caminhoneira e Tais estava linda e emocionante, uma primazia.Matheus e seus personagens maravilhosos mas teve horas q senti falta dele com Chicó,
Dejanira Maria Solidade Lima
Dejanira Maria Solidade Lima

1 crítica Seguir usuário

1,5
Enviada em 2 de abril de 2025
Em respeito aos dois grandes atores que tentaram a todo instante prender a atenção do público, não foi uma lástima.
Para ser exato, acredito que estou frustrado pelo excesso de espectativa.
Trilha sonora horrível, com algumas releituras mal feitas de grandes músicas, porém, conseguiram deixar horrível!
Filme enfadonho, sem um contexto interessante a justificar a atenção e vontade de continuar na sala de cinema.
Nota 3.
Lígia Calado
Lígia Calado

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de abril de 2025
O Auto da Compadecida 2 é um outro filme, e por ser outro, obviamente, tem a sua própria beleza. Ainda que dialogando com a obra de Ariano Suassuna (não é ela) e por isto tenha a sua liberdade de interpretação. A arte fílmica lhe concede essa licença. Da mesma forma que um texto literário permite ao leitor(a) plurissignificá-lo, ou seja, fazer dele leituras diferentes sempre que o revisite. Talvez por isto, também, em algum momento do filme João Grilo se despeça de Nossa Senhora na camaradagem do “Até uma próxima”!… Sim, é ele sugestivamente na telona, ciente de que ainda poderá precisar dela, em outras aventuras (filmes, será? 樂). O novo filme se mantém na temática religiosa (é uma condição no gênero AUTO, como se sabe) e se insiste no julgamento final, ainda com a apelação de Nossa Senhora, é para lembrar do protagonismo dela, que dá título, aliás, à montagem de Ariano. O que muda do outro? A mãe de Nazaré agora é negra e está mais próxima de Nossa Senhora Aparecida, a pretinha, achada nas águas por pescadores; e consagrada padroeira do Brasil. Assim como Jesus e o diabo agora trazem o próprio rosto de João Grilo, em seus travestimentos, para nos lembrar, quem sabe, que Deus e o Diabo, na verdade, residem dentro de nós. E que a conduta de cada um(a), - em fatos e omissões - , é que fará sua face resplandecer. Só não deixamos de rir quando o Grilo dá graças a Deus por Nossa Senhora não vir também com o rosto dele. Talvez fosse mais do que ele pudesse suportar nessa trama. Mas note que Nossa Senhora segue em todo o roteiro: no grande feito relembrado por Chicó; nos versinhos repetidos e já ditos pelo João de outrora; nas imagens de santo que Chicó vende; na estátua erguida com o João Grilo a seus pés ; e na quermesse da igreja, que agita dessa vez o mundo político de Taperoá. Sim, a cidade permanece lá, só que como tudo o mais nesse novo ponto de vista, ressignificada. Mudam as aventuras de João Grilo porque assim como no livro que lhe dá origem, ele não é personagem de se estagnar frente ao que já realiza, por isto sempre aprontando. Por isto quem sabe a suspensão da personagem na parte final, dê brechas para que ele possa ainda reaparecer e aprontar mais uma. O filme 2 é, em súmula, uma ode à amizade. Aliás, comovente a fala em que o malandro João diz não precisar de mais nada nessa vida, pois tem o perdão da Compadecida e um amigo como Chicó. O tema da amizade repercute, aliás, nas letras das canções interpretadas por João Gomes e Chico César, já que a parte musical que compete à Maria Bethânia liga-se muito mais ao conteúdo divino, como divina é a voz, me permitam a tietagem, dessa cantora nossa. Mas o filme é principalmente uma ode à Literatura. De Ariano, claro, já que dele vem a matéria de inspiração, talvez por isto a gente escute, a exemplo de outras, um período frasal inteiro vindo de Chicó, se referindo à morte na tela, idêntico ao que consta no livro que deu origem ao filme, mas que só vai perceber quem leu: “Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre.” Sim, a Literatura aí está. Assim como está na fala de Clarabela, ao invocar o discurso de Guimarães Rosa, quando afirma que “sertão é dentro da gente”, defesa da moça no audiovisual, justificando ao pai o gosto em voltar para a sua terra. O Auto da Compadecida 2 é uma ode à Literatura, especialmente oral. E para essa Chicó, o contador de histórias, mais uma vez, é o grande representante. Quando avisa que vai contar sobre a segunda ressurreição de João Grilo, é Rosinha que lhe lembra que haverá sempre quem prefira a primeira, num belo exercício de metalinguagem fílmica, se reportando por sua vez aos que estarão ainda fixados no filme primeiro. E que bom que a arte também nos permite essas escolhas, não é mesmo? … No segundo filme, Chicó sabe que conta melhor do que escreve, por isto grava no rádio o seu recado à procura da amada, ao invés de escrever para que outros leiam por ele (até porque nem escrever sabe!). E é bem sucedido com a volta dela. Aliás, lindo ele aprender depois, para com isto assinar de próprio punho o folheto, cuja narratividade poética era sua e lhe tinham usurpado a autoria. Veja que nem o plágio literário faltou. E como não reconhecer Manoel Camilo, o poeta da “Viagem ao país de São Saruê”, na definição de paraíso que João Grilo não consegue dar, porque de nada lembra após a sua volta do “outro mundo”. E é Chicó, mais uma vez, que tenta descrever por ele: “Maniva lá não se planta/ nasce e invés de mandioca/bota cachos de beiju e palmas de tapioca” Assim como de igual maneira é lindo ouvir João Grilo dizer noutro momento desse filme que o amigo é um artista; e que suas “mentiras” constituem poesia, pois na verdade é isto que ele faz. É um filme lindo e de muitas camadas. Sendo que muitas delas podem ser perdidas, sim, se o(a) espectador(a), desavisado(a), não tenha sido em sua trajetória de compreensão, também, um(a) perspicaz leitor(a). Sempre é tempo, né? 

Lígia Regina Calado de Medeiros
Doutora em Letras pela UFRJ e Professora de Literatura da UFCG-Cajazeiras
Ramony Ohara Ribeiro Moraes
Ramony Ohara Ribeiro Moraes

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de janeiro de 2025
O primeiro é histórico.
Mas o segundo também é muito bom.
A história é engraçada e emocionante
Viva o cinema brasileiro!
Leandro Picotti
Leandro Picotti

1 seguidor 2 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 20 de janeiro de 2025
Olá eu particularmente me decepcionei com o filme porque eu gostava muito do primeiro e já o segundo mudaram muito o formato o que fez com que perdesse a graça.
Sueli Alves Alves
Sueli Alves Alves

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de janeiro de 2025
Excelente o trabalho.profisinal dos atores.
São fantásticos retratando.a cultura do povo do nosso sertão.agreste.
João Grilo.e Chico.nos faz rir,.chorar, sentir, saber que quem tem um amigo.tem tudo.
Precisa de mais divulgação.
Amei
Edivaldo Silva Souza
Edivaldo Silva Souza

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 18 de janeiro de 2025
O filme foi decepcionante e me deixou arrependido ao sair do cinema, sentindo que desperdicei meu tempo.
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