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Paulo Cesar
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11 críticas
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3,5
Enviada em 3 de julho de 2024
Excelente filme. Proporciona uma experiência diferente do convencional, porem acaba um pouco cedo, ou seja, na hora do ápice, ele acaba. De qualquer forma, é um filme bem desenvolvido, apenas a conclusão poderia ser melhor, mas vale a pena.
Não chega a ser um filme de terror mas sim uma curiosa crítica àqueles que travam uma busca incessante ao reconhecimento midiatico. Embora a premissa sugira uma história de terror, o filme conta com elementos como sátira e dramas pessoais para o desenvolvimento da sua narrativa. Não há cenas de exorcismo desenfreado, gritos nem sussurros exagerados mas sim uma historia de bastidores por tras de um talk show, onde o debate entre um cético e uma parapsicologa torna a historia bem interessante. A fotografia desgastada e o formato quadrangular na maioria das cenas dão credibilidade ao ambiente nostálgico da década de 70. Os efeitos, embora mediano, também não comprometem a história.
A ambientação do filme é bem convincente e imersiva, realmente ficou muito bem feito o programa de tv, bem como a fita encontrada com os acontecimentos e a vibe dos anos 70. A história tem uma boa premissa, contudo, para um terror, falha miseravelmente com ausência de tensão e na produção do medo. O ato final também achei que pesaram um pouco na mão com algumas cenas pouco exageradas que não me agradou. No Geral eu achei um bom filme, mas extremamente superestimado.
O Filme de terror independente americano com a direção e roteiro dos irmãos Cameron e Colins Cairnes se destaca principalmente em como conseguem ambientar e distorcer ao mesmo tempo de forma satisfatória um programa do estilo Talk show. Apesar de no Brasil tais programas não serem sucesso como é nos EUA, é possível entender as nuances do filme em formato de programa, tais como: o assistente de palco medroso e brincalhão, o produtor louco por dinheiro e audiência, roteiro do talk show etc. Jack (David Dastmalchian) é o apresentador e está desesperado, pois após o falecimento de sua esposa, percebe que a audiência do programa está de ladeira abaixo. Acostumado a usar entrevistas sensacionalistas, o mesmo se aproveita dos dias das bruxas e trás alguns convidados para tentar decolar. Vale ressaltar que Dastmalchian faz um atuação muito boa, sendo ele o centro do programa, ou melhor dizendo do filme. A grande sacada do filme, é quanto se pode pagar para atingirmos o sucesso? Jack paga aqui um preço altíssimo.
"Entrevista com o Demônio" chega aos cinemas carregando a expectativa de ser mais um sucesso no gênero Found Footage, famoso por simular gravações reais. Com um baixíssimo orçamento e um formato pouco explorado recentemente, o filme inova ao ambientar sua narrativa em um talk-show televisivo, oferecendo uma nova perspectiva dentro do terror sobrenatural. A escolha desse formato, somada à presença de David Dastmalchian no papel principal, ajudou a transformar a produção em um sucesso inesperado, tanto em bilheteria quanto no boca a boca.
Apesar de ser promovido como uma experiência aterrorizante, o filme entrega um suspense moderado e cenas de terror bem dosadas, sem jamais chegar ao ponto de causar pesadelos ou abalar emocionalmente o público. O marketing talvez tenha exagerado ao definir o filme como algo mais assustador do que realmente é, mas a atmosfera sobrenatural consegue se manter envolvente. A narrativa é o grande trunfo aqui. Os irmãos Cairnes souberam conduzir a história de maneira dinâmica e compacta, sem perder o ritmo ao longo de sua curta duração de pouco mais de uma hora e meia. O roteiro foca no presente, sem desperdiçar tempo com flashbacks desnecessários, o que garante uma progressão rápida e eficaz.
A montagem é outro ponto de destaque. Por simular uma gravação contínua, sem cortes de tempo, o filme se beneficia de uma tensão crescente, já que o espectador sente estar assistindo algo ininterrupto e espontâneo. Mesmo com os efeitos especiais limitados pelo orçamento, que em alguns momentos são um pouco decepcionantes, a experiência geral é satisfatória, e o impacto visual do filme é preservado.
Em resumo, "Entrevista com o Demônio" pode não ser o filme mais assustador do ano, mas certamente entrega uma história bem amarrada, com uma narrativa cativante e uma atmosfera intrigante. Com um elenco eficiente e uma execução técnica sólida, é mais um exemplo de como o terror, mesmo com poucos recursos, pode render boas histórias e agradar o público.
Sinopse: Em 1977, uma transmissão televisiva liberta o mal nas salas de estar dos que assistem.
Crítica: "Entrevista com o Demônio", dirigido por Colin e Cameron Cairnes, apresenta uma proposta interessante ao misturar elementos de terror psicológico com crítica à mídia. A trama gira em torno de Jack Delroy, um apresentador de talk show que enfrenta a queda de audiência após a morte de sua esposa, um dilema que acaba levando-o a buscar um entrevistado peculiar: um demônio.
Um dos pontos positivos do filme é a forma como ele explora o desespero por relevância na era da mídia sensacionalista. Jack, interpretado de maneira convincente, reflete a fragilidade dos humanos diante das pressões sociais e do luto. Sua jornada de descida ao abismo, impulsionada pela busca por audiência, cria uma conexão temática que ressoa com o público, ressaltando a cultura de choque e a exploração do sofrimento alheio para entretenimento.
A atmosfera do filme é outro aspecto dignamente elaborado. Os diretores conseguem criar uma sensação de claustrofobia e tensão, levando a história a um clímax psicológico interessante. Os elementos visuais e sonoros contribuem para um ambiente perturbador, reforçando a luta interna de Jack e seus confrontos com o demônio, que simboliza seus próprios demônios pessoais.
No entanto, a narrativa pode se tornar um tanto previsível em certos momentos. A transição entre a realidade e o sobrenatural, embora intrigante, peca pela falta de profundidade em algumas interações. Os diálogos nem sempre têm a sutileza necessária para transmitir a complexidade emocional que a história exige. Além disso, alguns espectadores podem achar que o desenvolvimento do personagem principal poderia ter sido mais explorado, proporcionando uma evolução mais rica e convincente.
Em suma, "Entrevista com o Demônio" é uma obra que, embora não seja perfeita, apresenta uma reflexão pertinente sobre a busca por fama e o preço que se paga por isso. Com uma premissa instigante e atuações competentes, o filme é uma adição valiosa ao gênero de terror psicológico, se posicionando como uma crítica ao estado atual da mídia e suas implicações na vida pessoal dos indivíduos.
O filme foi muito bem elaborado, trazendo uma premissa fascinante e um roteiro sólido, sustentado por uma produção caprichada e uma edição visual impecável. No entanto, nos momentos finais, senti que a história se perdeu um pouco, deixando a conclusão um tanto aquém do que vinha sendo construído. Ainda assim, isso não compromete a experiência, tornando o filme uma excelente obra para se assistir.
Filme muito doido e muito bom! O q Dogvile é pro teatro este é pra TV...a ideia original é Ghost watch de 92... mas esse terror satânico e misterioso vale bem aa pena!
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