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IUG
9 críticas
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4,0
Enviada em 22 de agosto de 2025
Em meio a uma enxurrada de produções de terror que se apoiam em fórmulas desgastadas e sustos previsíveis, o filme "A Hora do Mal" (2025) surge como um sopro de originalidade. Dirigido por Zach Cregger, o mesmo nome por trás do aclamado "Noites Brutais", o longa-metragem não apenas cumpre a promessa de aterrorizar, mas se estabelece como uma obra tecnicamente superior e artisticamente ambiciosa.
"A Hora do Mal" não é apenas um filme de terror; é uma experiência sensorial que demonstra um domínio notável sobre a criação de atmosfera e suspense. A fotografia do filme, em particular, é um de seus maiores trunfos. Cregger utiliza a iluminação de forma magistral, transformando sombras em entidades e o escuro em um personagem à parte. A direção de arte, combinada com uma maquiagem visceral e perturbadora, constrói imagens que se fixam na memória do espectador. A cena da mulher no porão, com sua aparência cadavérica e olhos vazios, transcende o susto momentâneo para se tornar uma representação visual do pavor.
A estrutura narrativa é outro ponto que diferencia "A Hora do Mal" de seus pares. Em vez de seguir uma linha do tempo linear, o filme é dividido em capítulos, cada um focado em um protagonista diferente. Essa abordagem fragmentada não só enriquece o enredo, como também intensifica a sensação de mistério e desamparo. O público é convidado a montar um quebra-cabeça macabro, juntando as peças das histórias da professora, do vizinho e do detetive. Essa escolha narrativa não apenas evita a monotonia, mas também permite que o suspense cresça de forma orgânica, revelando camadas do terror a cada novo segmento.
Os sustos, frequentemente a parte mais fraca de muitos filmes do gênero, são aqui utilizados de maneira calculada e eficaz. Cregger entende que o medo reside na tensão, e não no volume. Os jumpscares em "A Hora do Mal" funcionam precisamente porque são precedidos por uma construção de suspense meticulosa. O momento em que o policial abre a porta e a figura da mulher com "cara de palhaço" surge de repente é um golpe de mestre, orquestrado para maximizar o impacto em um cenário já carregado de ansiedade.
Embora o terceiro ato do filme tenha potencial para dividir a audiência, ele merece ser analisado por sua ousadia. O desfecho da protagonista sendo perseguida pelas crianças, em vez de um confronto físico épico, opta por uma conclusão mais existencial e desesperadora. O filme sugere que o mal aqui presente não pode ser simplesmente derrotado; ele é uma força avassaladora e inevitável.
Em última análise, "A Hora do Mal" é um lembrete do potencial do gênero de terror quando nas mãos de cineastas que ousam inovar. Com uma nota 8 em uma escala de 10, o filme demonstra que, apesar de pequenos deslizes no ritmo, sua coragem e excelência técnica o colocam como um forte candidato a ser coroado como o melhor filme de terror de 2025. Ele não apenas assusta, mas também provoca e instiga, solidificando seu lugar como uma produção que irá ressoar com o público muito tempo depois que as luzes da sala se acenderem.
Quando se fala em filme de terror, o publico sempre espera por algo assustador e traumatizante, o filme é assustador no ponto certo, misterioso, e feito com uma criatividade impar, inovação no genero inclusive! Sobre opiniões de certas pessoas que diziam que tinha poucas cenas horriveis, no estilo pessoas mortas etc, acredito que algumas criticas não entendem que para um filme de terror, ele não precisa justamente ser um filme traumatizante, muito pelo contrário, acredito que esse é antes de terror, um filme de mistério, com pitadas muito bem colocadas de horror, é um filme equilibrado, que traz pro cinema uma história que envolve bruxaria, porem deixando essa conclusão, para o final! o que é ótimo, pois prende o espectador até ele ir entendendo o desenhar da história. Concluindo, sim é um ótimo filme, direção ótima, acredito que poderiam fazer um A Hora do Mal 2, tendo em vista que a personagem principal, sendo a professora, é uma atriz que da vontade de assistir, pela boa presença de tela!
Pra ser ruim tem que melhorar e muito. Filme totalmente sem nexo, tá mais pra comédia do que terror. Aquela cena das criança correndo atrás da velha e gritando é bizarro, fez o cinema todo rir. A única coisa boa do filme é atuação da Julia Garner. Se você espere um filme de terror esqueça, aguarde por invocação do mal que lança no próximo mês.
A proposta é muito boa por ser algo diferente dos mesmos roteiros de sempre, porém pecaram muito na execução! estava com muita expectativa nesse filme mas acabou sendo apenas mais um terror bobo que não explica nada e muitas coisas não fazem sentido nenhum. Ao invés de usarem o tempo do filme pra explicar certas coisas, preferiram colocar cenas de comédia.
Muito bom, o filme tem uma trama que amarra várias partes dos personagens para o fechamento do filme. Um filme que te prende pelo fato de querer saber oque está por trás do mistério que assola as crianças
Quem diria, né? 2025 e o terror virou praticamente o salvador oficial do cinema. Tipo, enquanto metade de Hollywood tá reciclando franquia até virar pó (cof cof Blumhouse e seus jumpscares de R$1,99), surge um Zach Cregger todo confiante e entrega A Hora do Mal.
Esse mesmo Zach já tinha feito barulho com Noites Brutais, mas agora parece que subiu de fase no jogo. O cara amadureceu, cuidou da estética, teve ambição de produção e ainda fez os estúdios tretarem pelo roteiro. Respeita.
E olha que não foi fácil: greve em Hollywood, perda de elenco (até Pedro Pascal caiu fora ). Mas Cregger fez o famoso se vira nos 30, reescalou geral, chamou Julia Garner e Josh Brolin e ainda transformou a treta em vitória. Lendário.
O mais legal? O filme foge do “terror preguiçoso” que a gente tá acostumado. Nada de cenário único, susto barato e bicho feio pulando do nada. Aqui é vibe atmosférica: o medo vem do silêncio, do que a gente não vê, do que só tá sugerido. E logo no começo, já dropa a bomba: 17 crianças somem ao mesmo tempo, às 2h17 da madrugada. Simples, mas perturbador, e do jeitinho que prende.
A narrativa é quase um joguinho de replay com plot twist: as cenas se repetem, mas sempre com um ponto de vista novo. Você acha que entendeu? Boom, vem outro ângulo e desmonta tudo. É tensão constante, sem pressa pra dar resposta mastigada.
Tecnicamente? Tá na régua. Fotografia noturna linda, som que alterna silêncio absoluto e ruído desconfortável (que deixa o espectador igual gato assustado). E quando vem o susto, esquece jump scare tosco: é cirúrgico, preciso, e justamente por ser raro, funciona muito mais.
O final? Olha, ele não quis bancar o polêmico dessa vez. Nada de “ame ou odeie”, mas sim algo mais seguro e satisfatório. Talvez pudesse aprofundar a mitologia, mas como o clímax foi intenso e coeso, não dá nem pra reclamar muito.
E ainda tem subtexto, porque é claro: pais ausentes, sociedade desesperada por culpados rápidos, gente tentando racionalizar o irracional. Mas tudo isso sem quebrar o ritmo. Só achei que o personagem do Josh Brolin podia ter tido mais camadas, ia render um chororô coletivo fácil.
Resumo geral: Cregger mostrou que terror não precisa ser bagaceira pra funcionar. A Hora do Mal entrega originalidade, reflexão e ainda consegue ser puro entretenimento. Ao lado de Pecadores, tá entre os melhores do ano.
E se a Sony realmente deixar esse homem comandar o reboot de Resident Evil, espero que joguem dinheiro e liberdade nele, porque se depender de A Hora do Mal, ele já provou que sabe transformar o terror em cinema de verdade.
Esse filme é HORRÍVEL. Assisti com amigos. Conseguiu ser o pior filme de terror que já assisti, superando Verônica. Todas as outras reviews são pobres, pois não tem como negar que esse é outro filme GENÉRICO, que quando estava construindo tensões e suspenses, conseguia estragar. Deveria ter assistido Juntos. Não vale a pena.
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