Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Salima Bastos
2 críticas
Seguir usuário
5,0
Enviada em 31 de agosto de 2025
Bom filme . Bem realizado . A História é bem original foge do cliché de filme de terror previsível onde a receita é quase sempre a mesma . O realizador cria toda uma envolvencia de suspense com pinceladas de algum humor inusitado.
fui assistir esse filme esperava mais ação,suspense. Eu acho que o filme só prestou por causa do Alex o garoto que abrilhantou na atuação. acho que os pais do Alex deveriam ter voltado ao normal,mas acho que foi proposital para ter o segundo filme. mas até que gostei. O final foi engraçado as crianças perdidas atrás da tia do Alex a
Acho que filmes de terror acabou nos anos 2000 talvez o último criativo foi a bruxa de Blair, depois só focaram em bruxaria e algo de exorcismo, parece que a criatividade morreu,houve também do cinema japonês mas agora acabou, esse filme parece mais do mesmo, não vejo mais filme de super estimado não sei o por que.
Roteiro excelente que se apresenta um pouco lento no início mas que vale a pena a espera, pois logo vem uma sequência de acontecimentos que torna o filme muito interessante. A perspectiva de cenas a partir de personagens diferentes funciona muito bem e tudo acaba funcionando de forma coesa. Para quem curte sustos e cenas violentas este pode não ser um filme ideal, mas para quem gosta de filmes envolventes com boas histórias irá se surpreender. Há alguns momentos tensos e que não são apelativos, boas atuações.
A hora do mal é um filme de terror que foi dirigido por Zach Cregger. Na trama, acompanhamos Justine (Julia Garner), uma professora de um sala com 18 crianças, na quais 17 delas desapareceram na mesmo dia e no mesmo horário. A comunidade passa a enxergar Justine como suspeita, ao mesmo tempo que a professora comeca a suspeitar do único aluno que nao desapareceu, Alex (Cary Christopher). O filme é muito bem ambientado, criando em seu primeiro ato um clima de tensão diante nao apenas do mistério do desaparecimento das criancas, mas tbm de toda a pressão que a comunidade exerce com Justine. O filme vai se dividindo em pequenos arcos que mostram a visão do acontecimento de cada um dos personagens. Os arcos são com: Justine ( esse o primeiro e mais longo), Archer ( Josh Brolin) o pai de uma das criancas desaparecidas, Paul ( Alden Ehrenreich) um policial local que é casado e mantém um caso com Justine, James ( Austin Abrams) um viciado, Marcus (Benedict Wong) o diretor da escola e Alex ( fechando os arcos e unindo a história de todos os arcos). Creio que alguns arcos tenham sido desnecessários como o do James ( personagem irrelevante que tentaram dar um certa importância) e do próprio Alex que poderia ser condensado en outros arcos. Quando finalmente juntam esses arcos e o mistério é revelado, ficamos com pouco minutos de tela para o terror cru se desenrolar. Ficamos com gosto de quero mais. A direção soube guiar bem isso, ao saber dosar o "humor " do horror no último ato. O desenrolar da história é inesperada e insana.
O início do filme já estabelece uma atmosfera tensa para o telespectador entrar no clima, com a tela escura e a voz de uma criança narrando que não existem registros do caso na internet, pois a polícia não conseguiu encerrá-lo. Afirmam, porém, que qualquer pessoa que visitar a cidade e perguntar saberá o que realmente aconteceu. Esse recurso inicial é eficaz para instigar a curiosidade do espectador e preparar o terreno para o clima de mistério. Um ponto positivo é que a obra foge da fórmula tradicional do terror. Elementos inusitados, por vezes até absurdos, são inseridos na narrativa, resultando em uma combinação de tensão e humor que surpreende. A história é contada sob diferentes perspectivas, mas é a partir do arco do personagem Alex que o enredo ganha maior seriedade e impacto. A experiência coletiva na sala de cinema também merece destaque: o filme conseguiu arrancar risadas, sustos e até reações de espanto religioso, o que demonstra sua capacidade de envolver o público de maneiras diversas. Entretanto, a obra deixa a desejar no desfecho. A ausência de uma explicação clara para os acontecimentos, somada a diversas pontas soltas na narrativa, compromete a consistência e a profundidade da trama. A sensação final é de que, apesar de criativo e envolvente, o filme não conseguiu oferecer uma conclusão à altura do que foi construído.
Em meio a uma enxurrada de produções de terror que se apoiam em fórmulas desgastadas e sustos previsíveis, o filme "A Hora do Mal" (2025) surge como um sopro de originalidade. Dirigido por Zach Cregger, o mesmo nome por trás do aclamado "Noites Brutais", o longa-metragem não apenas cumpre a promessa de aterrorizar, mas se estabelece como uma obra tecnicamente superior e artisticamente ambiciosa.
"A Hora do Mal" não é apenas um filme de terror; é uma experiência sensorial que demonstra um domínio notável sobre a criação de atmosfera e suspense. A fotografia do filme, em particular, é um de seus maiores trunfos. Cregger utiliza a iluminação de forma magistral, transformando sombras em entidades e o escuro em um personagem à parte. A direção de arte, combinada com uma maquiagem visceral e perturbadora, constrói imagens que se fixam na memória do espectador. A cena da mulher no porão, com sua aparência cadavérica e olhos vazios, transcende o susto momentâneo para se tornar uma representação visual do pavor.
A estrutura narrativa é outro ponto que diferencia "A Hora do Mal" de seus pares. Em vez de seguir uma linha do tempo linear, o filme é dividido em capítulos, cada um focado em um protagonista diferente. Essa abordagem fragmentada não só enriquece o enredo, como também intensifica a sensação de mistério e desamparo. O público é convidado a montar um quebra-cabeça macabro, juntando as peças das histórias da professora, do vizinho e do detetive. Essa escolha narrativa não apenas evita a monotonia, mas também permite que o suspense cresça de forma orgânica, revelando camadas do terror a cada novo segmento.
Os sustos, frequentemente a parte mais fraca de muitos filmes do gênero, são aqui utilizados de maneira calculada e eficaz. Cregger entende que o medo reside na tensão, e não no volume. Os jumpscares em "A Hora do Mal" funcionam precisamente porque são precedidos por uma construção de suspense meticulosa. O momento em que o policial abre a porta e a figura da mulher com "cara de palhaço" surge de repente é um golpe de mestre, orquestrado para maximizar o impacto em um cenário já carregado de ansiedade.
Embora o terceiro ato do filme tenha potencial para dividir a audiência, ele merece ser analisado por sua ousadia. O desfecho da protagonista sendo perseguida pelas crianças, em vez de um confronto físico épico, opta por uma conclusão mais existencial e desesperadora. O filme sugere que o mal aqui presente não pode ser simplesmente derrotado; ele é uma força avassaladora e inevitável.
Em última análise, "A Hora do Mal" é um lembrete do potencial do gênero de terror quando nas mãos de cineastas que ousam inovar. Com uma nota 8 em uma escala de 10, o filme demonstra que, apesar de pequenos deslizes no ritmo, sua coragem e excelência técnica o colocam como um forte candidato a ser coroado como o melhor filme de terror de 2025. Ele não apenas assusta, mas também provoca e instiga, solidificando seu lugar como uma produção que irá ressoar com o público muito tempo depois que as luzes da sala se acenderem.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade