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Anderson
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0,5
Enviada em 14 de março de 2024
A premiação do Óscar de melhor documentário de 2024 para "20 dias em Mariupol" de Mstyslav Chernov, ucraniano e extremamente antipático, não considerou técnica ou estética. Foi político e parcial. Tenho dúvidas se a Academia de Hollywood se deu ao trabalho de ver o filme inteiro. São vinte dias, um por um, acompanhando o ataque russo a Mariupol, porto e porta de passagem das tropas russas para a Criméia. Sejamos honestos: a OTAN fez com que a ação de Putin em Mariupol fosse tal e qual o que Netanyahu está fazendo em Gaza. O documentário mostra, sem pudicícias, os horrores sofridos pelos habitantes da cidade, com o diretor sussurrando frases feitas. Depois do quinto dia, além de quase normalizar o espanto inicial, a repetição de cenas escatológicas torna insuportável continuar se expondo à doutrinação. Na lista dos indicados qualquer outro é, não apenas melhor, mas infinitamente melhor.
O que ainda pode uma imagem? Esta poderia ser a indagação após se assistir este documentário, feito no calor dos primeiros dias da invasão russa à Mariupol, cidade que dista pouco menos de meia centena de quilômetros do território russo. Não se pode respondê-la categoricamente. Certamente elas nem de longe possuem o mesmo efeito provocado pelas imagens que fizeram mudar a opinião pública estadunidense sobre a Guerra do Vietnã após o massacre de My Lai.
É um filme triste e impactante; porém super necessário. Um registro de todo processo desumanização do ser humano em seu grau maior. Por outro lado, em alguns momentos acho que a humanização acabou se perdendo até naquele que registra a guerra; nos momentos em que praticamente quase força um relato de pessoas em seu caos e falta de destino ou lugar no mundo. A dor contamina o homem; assim como o amor.
Incrível a bravura daqueles que se arriscaram para mostrar o sofrimento de pessoas que não motivaram em nada essa guerra e denunciar a violência que um homem em pleno século XXI, impõe a seus semelhantes.
Não quero levantar a questão de quem é culpado pela guerra, mas a mensagem clara que fica é, que quem a provoca assiste de longe e continua vivendo em conforto, enquanto quem nada tem a ver com ela (o grosso da população) é quem sofre a imensa tristeza e medo decorrentes.
Boa noite!, muito bom o documentário mostrando os profissionais da imprensa, tentando mostrar para o mundo a situação de destruição que calsa uma guerra. Muito bom pra refletimos que situação!.
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