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Ricardo L.
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3.227 críticas
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4,0
Enviada em 18 de dezembro de 2024
Nicolas Cage dar uma aula de interpretação num filme cheio de horror e com uma direção de arte da época maravilhosa, roteiro apesar de por alguns momentos ser acelerado demais, transmite bem o sendo de estupidez de seu vilão.
Surpreendente. Fotografia muito bonita. Roteiro complexo, mas em exageros, com pitadas de terror, suspense, drama e policial. O filme funciona muito bem, envolvendo o expectador em uma espiral louca, face os acontecimentos. Não perca!
Não é bom como falam. Até quase o final, o roteiro apesar de diferente, se apresenta totalmente parado. Tirando a caracterização de Nicolas Cage, excelente praticamente irreconhecível, a maioria dos seus filmes de uns anos pra cá estão sendo bem duvidosos. Nos minutos finais, tudo é resumidamente resolvido e fica algo pendente. Esperava mais de tudo: mais medo, mais terror, mais horror.
“Longlegs” é quase um elo entre gerações do terror, trazendo o conceito do “pós-terror”, popularizado pela A24, junto ao terror cômico que vem ganhando espaço nos últimos tempos. Esses momentos de humor, inclusive, acabam intensificando ainda mais o clima de medo do longa, que se destaca, em primeiro lugar, pela ótima direção: condução precisa, ângulos sempre propositivos e um uso inteligente do fundo de cena. O diretor insere alguns “demônios” ao longo da história para causar essa disforia — embora eu ache que esse recurso tenha sido usado em excesso. Ainda assim, a tensão é constante; estamos sempre atentos, tentando captar detalhes e situações. O filme realmente assusta, e esse mérito não pode ser tirado. Nicolas Cage está muito bem, mesmo que caricato pela forte maquiagem; o personagem desajustado funciona. Às vezes, até parece que estamos assistindo a dois filmes diferentes: a condução principal da investigação e, em paralelo, as cenas envolvendo o “Longlegs”. Outro ponto positivo é a fria e pacata fotografia. E vale reforçar: as composições de cenário são excelentes, sempre estimulando o medo.
O desfecho pode não ser perfeito; o roteiro, em certos momentos, se confunde; e as transições entre núcleos são abruptas, quebrando a tensão do longa. Essa oscilação — do humor para a calmaria — acontece mais vezes do que deveria. Ainda assim, “Longlegs” é um bom filme de terror.**
Longlegs (2024), dirigido por Osgood Perkins, é uma obra visualmente deslumbrante, com uma fotografia de Andres Arochi que utiliza grandes angulares para criar uma atmosfera densa e intrigante. A trilha sonora e a mixagem de som complementam essa tensão, enquanto a estrutura do filme, dividida em capítulos e com cartelas finais que evocam O Iluminado, reforça a influência de Kubrick. O filme segue a agente do FBI Lee Harker (Maika Monroe) e seu chefe Carter (Blair Underwood) enquanto investigam uma série de assassinatos de famílias, em uma trama que mistura o sobrenatural com o psicológico.
A estética melancólica e as atuações contidas, especialmente de Nicolas Cage, escondido sob maquiagem e próteses, tornam o filme ainda mais perturbador. A direção de Perkins, filho de Anthony Perkins, evoca a atmosfera de outros filmes de terror psicológico, criando uma experiência sombria e imersiva. Uma obra atmosférica e visualmente impressionante, com uma direção e som impecáveis que resultam em uma experiência inesquecível.
Filme de investigação policial que não é ruim, mas peca em pontos cruciais e exagera nas inverossimilhanças. Termina deixando pontas soltas, talvez até pensando em uma possível continuação.
As atuações estão bem seguras e a ambientação está muito boa. O Nicolas Cage está bem no filme, mas não tem uma atuação de tanto destaque. Apenas uma atuação OK. Ao contrário da protagonista, que entrega uma atuação bem sólida.
Longlegs, pra mim, não é um ótimo filme. Mas pelo menos entrega algo diferente, mesmo que exagerado, nesse gênero de filme, que anda tão pobre ultimamente.
"Longlegs" é um daqueles filmes que chegam às telas com o peso de promessas grandiosas. O marketing foi agressivo e estratégico, alavancando expectativas ao extremo com frases como "o melhor terror da década" e "o mais perturbador". Porém, o que poderia ser uma experiência cinematográfica marcante, acaba sendo uma demonstração de como a propaganda pode inflar expectativas e, ao mesmo tempo, comprometer a percepção do público sobre a obra.
Não se pode negar a qualidade técnica de "Longlegs". A fotografia é um destaque, conseguindo transportar o espectador para os anos 90 e, ocasionalmente, para os anos 70, com uma ambientação que mescla suspense e elementos de terror de forma eficaz. Oz Parkins, o diretor, constrói um cenário enigmático que prende a atenção até o final, mantendo um ritmo sólido e envolvente. O terror, embora não seja tão presente quanto o marketing sugere, insere-se na narrativa para criar um constante senso de desconforto e instabilidade.
Entretanto, "Longlegs" começa a perder força quando deixa a fase investigativa, que até então conduzia a trama, para resolver os mistérios de forma preguiçosa e insatisfatória. O filme nos convida a participar da investigação, a prestar atenção nos detalhes e a tentar solucionar o quebra-cabeça. Porém, ao chegar no clímax, o roteiro opta por narrar e explicar tudo, contradizendo a proposta inicial de manter o público envolvido no processo. Parkins até tenta entregar um grande plot twist, mas falha ao omitir informações essenciais, jogando-as de forma abrupta na cena final para criar uma reviravolta que, ao invés de surpreender, frustra.
Para quem espera um terror que vai tirar o sono, "Longlegs" será uma grande decepção. Também desaponta como um filme investigativo. No entanto, apesar dessas falhas, o filme consegue entreter e manter o interesse do público até os minutos finais, seja pela fotografia cuidadosa ou pela atmosfera que Parkins constrói com tanta habilidade. O problema é que, ao final, fica a impressão de que o diretor não tinha certeza sobre que tipo de filme queria fazer: um terror ou um thriller investigativo. Essa indefinição resulta em um sentimento de potencial desperdiçado.
Em resumo, "Longlegs" se consolida mais como um case de sucesso de marketing do que como uma obra cinematográfica memorável. É um filme que, embora tecnicamente bem-executado, não consegue sustentar as expectativas criadas, deixando no ar a sensação de que poderia ter sido muito mais do que realmente é.
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