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Ravi Oliveira
27 seguidores
519 críticas
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3,0
Enviada em 27 de julho de 2024
"O Outro Lado da Dor" oferece uma premissa intrigante ao explorar o tema da superação pessoal após uma tragédia. No entanto, a execução do enredo deixa a desejar em certos aspectos. O filme carece de profundidade na construção de personagens, tornando difícil a conexão emocional com suas jornadas. Além disso, a narrativa por vezes parece superficial, não explorando de forma satisfatória as complexidades psicológicas envolvidas nas experiências dos protagonistas. A trama às vezes parece previsível, faltando impacto e originalidade em sua abordagem. Apesar de contar com atuações competentes, a falta de um desenvolvimento mais robusto dos personagens e da história como um todo limita o potencial emocional do filme. Em suma, "O Outro Lado da Dor" é um filme com uma boa intenção, mas que poderia ter se aprofundado mais em seus temas e personagens para oferecer uma experiência cinematográfica mais envolvente e memorável.
Assistimos ao filme DO OUTRO LADO DA DOR (Netflix, 2023), ambientado em Londres e em Paris.
Que dizer? Que é uma perda de tempo? Não, não é.
Não sei se é fruto da atuação de Daniel Levy (protagonista, interpretando Marc, o viúvo de Oliver, interpretado por Luke Evans), que é contida demais, superficial demais, ou do farto uso de clichês a respeito dos homossexuais e da homossexualidade (vida social intensa, amigos que substituem a família, relacionamentos abertos, por exemplo), mas o fato é que o filme banaliza uma série de situações e sentimentos, que poderiam perfeitamente ser melhor trabalhados, deixando tudo raso como uma poça d'água.
Simplesmente não conseguimos nos envolver com o drama porque tudo "soa falso", ou seja, além das atuações não serem convincentes, a "amizade" entre Marc, Thomas e Sophie parece "forçada", ou seja, absurdamente inflada pelo enredo. Os três tem uma relação quase simbiótica e, especialmente no caso de Marc e Thomas, parece que os personagens se fundem em alguns momentos, ou seja, que há dois atores em cena interpretando o mesmo papel!
A única personagem que possui alguma dose de "verdade" e de "coerência" é uma personagem secundária, a advogada Imelda, interpretada por Celia Imrie. Suas poucas e rápidas aparições são a âncora que impede que o filme naufrague fragorosamente.
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