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boquinhademel
1 crítica
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4,0
Enviada em 30 de junho de 2026
Eu acho incrível que 90% que crítica esse filme é só mentalmente incapaz de entender, e ao invés de entender isso, rever ou calar a boca escolhe apontar o dedo achando que vai melhorar sua interpretação deprimente. O filme cumpre sim muito bem a sua proposta, não é o melhor de todos, mas tá longe de ser ruim
O filme não é ruim, mas a história é bem difícil de acompanhar. O fim foi muito mal desenvolvido, mas gostei bastante do filme. Queria que a história fosse mais clara. Edit 26/08/15: lembrei que outra coisa que me incomodou bastante no filme foram as transições de, por exemplo, “x anos depois”. A estética e música dessas cenas não têm nada a ver com terror. Sério, essas partes estragaram muito o filme.
Sinopse: Owen começa a assistir a um programa misterioso por influência de sua amiga Maddy. Mas o que parecia apenas uma série, revela os horrores do mundo sobrenatural. Diante do brilho fraco da TV, o vínculo de Owen com a realidade começa a se romper.
Crítica: "Eu Vi o Brilho da TV" apresenta uma proposta intrigante ao unir elementos de terror psicológico com a jornada de autodescoberta de dois estudantes problemáticos, desempenhados por Justice Smith e Brigette Lundy-Paine. A narrativa começa de forma promissora, com a interação entre Owen e Maddy, que traz um frescor juvenil e uma representação honesta das inseguranças típicas da adolescência.
O filme se destaca pela sua atmosfera envolvente e pela habilidade da diretora Jane Schoenbrun em criar um senso de tensão a partir da relação dos personagens com seu programa de TV. A construção de um mundo onde o sobrenatural começa a invadir a realidade cotidiana é, sem dúvida, um ponto forte da obra. Os primeiros momentos em que a série começa a influenciar a vida de Owen são particularmente eficazes, evocando uma sensação de inquietação que permeia o filme.
Entretanto, à medida que a trama se desenvolve, a abordagem narrativa parece se perder em uma tentativa de sobrecarregar o espectador com simbolismos e reviravoltas. O ritmo do filme, que começa de forma fluida, acaba se tornando irregular, fazendo com que alguns momentos cruciais pareçam apressados ou mal elaborados. A exploração das identidades e realidades dos personagens, que poderia ser um ponto alto, é muitas vezes ofuscada pela complexidade excessiva da trama.
Os desempenhos da dupla principal são sólidos, mas a profundidade emocional que esperávamos em seus personagens não é totalmente realizada. O potencial dramático da relação entre Owen e Maddy fica aquém, talvez devido ao foco excessivo nas reviravoltas sobrenaturais, que acabam por tirar o centro emocional da história.
Os coadjuvantes, que incluem nomes de destaque como Danielle Deadwyler e Fred Durst, também têm pouco tempo de tela para deixar uma impressão significativa. Embora cada um deles traga um toque interessante, as suas histórias não são suficientemente exploradas, o que prejudica a compreensão global da dinâmica do grupo.
Finalmente, o filme conclui de forma que pode gerar mais confusão do que clareza, deixando muitas perguntas sem resposta. Embora isso possa ser intencional, servindo ao propósito de um terror psicológico, também pode deixar o público se sentindo insatisfeito ao invés de intrigado.
"Eu Vi o Brilho da TV" é um experimento que, apesar das suas falhas, oferece momentos de reflexão e um conceito cativante. A ambição da diretora e o talento do elenco prometem mais do que o filme entrega, resultando em uma experiência que, embora envolvente, acaba por não atingir todo seu potencial criativo. Não deixa de ser uma curiosidade para fãs do gênero, mas pode não agradar a todos os paladares.
Eu vi brilho da TV é dirigido e roteirizado por Jane Schoenbrun e ao ser ambientado entre as décadas de 1990 e 2000, busca uma associação da tecnologia da época (TV) com o terror (suave). A história gira em torno de um adolescente chamado Owen (Justice Smith) que conhece outra adolescente Maddy (Brigette Lundy-Paine) na qual o faz assistir uma série de horror com o nome "The Pink Opaque". O que parecia ser uma simples série acaba sendo uma metáfora para vida de ambos. Primeiramente é preciso elogiar a rica e boa trilha sonora do filme, a ambientação da direção de arte e a fotografia impecável. Além das atuações boas de ambos os protagonistas. Porém, o ponto principal abordado no filme são vários e o principal é "quem é você no mundo?" "Você realmente se conhece?". Evidentemente que ao longo do filme percebemos que tais questões são associados a questão de gênero, as lutas pelo desejo, seu lugar na sociedade etc. A narrativa é bastante lenta, e até o primeiro ato aceitamos isso, pois estava sendo desenvolvida a relação entre os protagonistas e diálogos interessantes. Porém, tudo isso torna-se exaustivo a partir do segundo ato, pois o roteiro cria muitas metáforas que deixa o filme muito cansado e ao perder o fio conduto dessa narrativa, a trama vai perdendo o sentido. Uma forma da narrativa ser mais rápida seria as metáforas serem mais diretas ou que não existissem tantas.
Tema relevante e visual interessante, mas narrativa confusa e de difícil acesso. "Eu Vi o Brilho da Tv" ou "I saw the tv glow" (2024), de Jane Schoenbrun, mistura terror e realismo fantástico para abordar a transição de gênero. A história segue Owen, obcecado por uma série dos anos 90, "The Pink Opaque", que funciona como metáfora para o desejo de aceitação e transformação. A obra, produzida pela A24, tem uma atmosfera envolvente, mas o roteiro complexo e a narrativa confusa podem dificultar a compreensão. Apesar de sua proposta interessante, a falta de clareza limita o impacto do filme.
Acho que simplesmente não compreendi o objetivo ou a mensagem do filme. Para mim, ele era um filme de horror e suspense com uma pegada nonsense, talvez tendo um pano de fundo mais profundo, mas, no fim, o filme têm poucas cenas de terror legais, apesar de o clima de nostalgia ser extremamente promissor no desenvolvimento de um bom terror psicológico ou até de body horror, ao estilo David Fincher, contudo não é preciso dizer que o filme seguiu por outro caminho. Nada contra, mas achei tedioso. Vale pela curiosidade.
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