Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Cleibsom Carlos
20 seguidores
229 críticas
Seguir usuário
2,5
Enviada em 20 de fevereiro de 2024
É complicado analisar um filme como esse...Se você se imaginar vendo uma cinebiografia de um vilão malvadão como, digamos, um LOKI da vida, não há maiores problemas, porque o negócio, e isso não há como negar, é muito bem feito. Agora, se formos analisá-lo de forma mais profunda, seus grandes defeitos, sem trocadilhos, abundam. O CONDE, até pelo personagem que retrata, é um filme político, quer queira quer não, e, ao tratar esse mesmo personagem de forma caricata, sem camadas e unidimensional, despolitiza a política e faz o jogo do status quo. O golpe no Chile e a carnificina que se seguiu aconteceram apenas pela vontade do carrasco Pinochet, e somente dele, de acabar com os "malditos" comunistas que estavam querendo implantar o comunismo no Chile, o filme parece dizer nas entrelinhas. A complexidade e as nuances da situação, e mesmo personagens tão importantes, talvez até mais, para a derrubada e posterior suicídio de Allende, como Nixon e o nefasto, que põe Pinochet no chinelo em termos de maldade, Henry Kissinger, desaparecem da narrativa. E dou um doce à quem adivinhar o motivo!!! Se até Thatcher deu às caras como mãe em uma licença poética, por que Reagan não nos deu a honra de sua desagradável presença como pai? Já que estamos no terreno da fantasia, tudo é possível, não? Novamente, dou um doce à quem adivinhar o motivo!! Tenho certeza absoluta que a NETFLIX correria do projeto se algo próximo disso estivesse sugerido no roteiro. Então, depois dessa conversa toda, a conclusão que chego só pode ser uma: O CONDE, apesar de bonitinho, é muito ordinário!
Augusto Pinochet vampiro – taí uma ideia que só poderia ter vindo de um chileno! Uma sátira ao terror imposto pelo ditador e com tiradas hilárias que lembram um Pasolini light.
O que se destaca é a bela estética da obra, seja através da cinematografia com planos mais extensos ou da opção pelo preto e branco. Há uma sutil influência dos filmes de Wes Anderson, tanto na abordagem satírica quanto na estética.
O reconhecimento do prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza foi totalmente merecido, pois o filme apresenta um enredo coeso e conclusivo. O roteiro confere profundidade aos personagens e às suas interações por meio de diálogos breves, o que é uma tarefa desafiadora. Por fim, a trama evita ser excessivamente complexa e oferece um desfecho satisfatório que se desenvolve de forma consistente do início ao fim.
Nossa introdução é sombria e explicativa, e a violência é de tirar o fôlego. A forma como apresentam o personagem principal da nossa história é bastante elegante e cativante, e estou achando a narrativa muito divertida. As imagens são interessantes e ainda assim relevantes para a nossa história, embora às vezes sejam um pouco bobas. Há comportamentos traiçoeiros acontecendo, e espero que isso tenha alguma relevância para a história à medida que ela avança. A cinematografia é feita de tal forma que parece que estamos assistindo a uma obra de arte em tempo real, e estou achando difícil desviar o olhar. A franqueza dos diálogos é, na verdade, cômica e revigorante, e suficientemente engraçada para ser divertida.
Uma história maravilhosamente contada e uma representação de um antigo conto de amor e desejos, paixão e solidão eterna, de uma forma que você sente e aprecia visualmente.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade