Conclave
Média
3,9
553 notas

111 Críticas do usuário

5
22 críticas
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Francisco Rüdiger
Francisco Rüdiger

2 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 3 de fevereiro de 2025
Surrar a Igreja Católica, cachorro morto em meio à intelectualidade "progressista", tem passe livre, não não põe em risco de "cancelamento" nenhum os responsáveis. Ainda mais se a narrativa se apresenta em termos criptofarsescos, de fácil apelo aos estereótipos e chichês sobre a "Santa Madre" que se cristalizaram nos últimos 50 anos. Quando a bomba explode junto à Capela Sistina, até se chega a pensar, por instante, que a sequência se revelará pesadelo do cardeal "sério" ... Que nada, o escracho simplório, feito para agradar o boçal amestrado, a partir de então, rola solto, sempre em chave "realista". O hermafrodita que engana o cardinalato com mensagem do bem e, na ótica dos criadores, aponta simbolicamente para o espírito que deve passar a ser o da Igreja, para a corrupção ser vencida, serve de apoteose para a canastrice empurrada boca adentro de um público infantilizado. Para ser o American Pie para gente que se acha crítica, politizada e "cult" só faltaram os ruídos de flatulências durante os momentos de silêncio do "Conclave".
Caio "Vasco"
Caio "Vasco"

7 seguidores 137 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2025
spoiler: Elegeram um homem trans pra ser papa.


Consegue ler o absurdo que é isso? O absurdo que é essa cultura de diversidade de genero? Filme estava indo tão bem, as sabotagens entre os irmãos para alcançar o topo, as revelações, traições, investigações, discursos de ódio de um representante, discurso de paz e amor vindo do outro, os ataques muçulmanos representando a hostilidade entre crenças, suspense, drama. Mas no final de tudo na ultima cena que é então revelado que o papa eleito é um homem trans, pra mim acabou com a qualidade do filme, NUNCA que a igreja católica iria aceitar um homem trans em seu grupo, muito menos assumir o cargo de maior poder. Mas no filme resolveram dar esse final, pra mim é uma ofensa ao catolicismo, ofensa aos papas, ofensa a tudo e todos esse pecado de se assumir a um sexo que não foi lhe dado no nascimento deveria ser crime, pois tenho certeza que é pecado.
Lamentável o final desse filme.
Vania Moreira
Vania Moreira

4 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 26 de março de 2025
Mais uma lacração de roliúdi, que se torna a cada ano mais engajadinha e mais inútil. Essa agenda progressista nos sendo imposta goela abaixo, aqui neste filme, chegou às raias do exagero e do ridículo. Além de totalmente inverossímil se tornou, também, risível. Ah, Ralph Fienes, do belíssimo filme "O Paciente Inglês", onde você foi amarrar o seu burro? Não tem excelente atuação da sua parte que sustente a sequência de pautinhas globalistas ao longo desse filme panfletário. Perdi meu tempo, mais uma vez, porém será a última.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de janeiro de 2025
Um espetáculo... de atuações, de figurino e cenários, de história... queria crer que as pessoas com poder terminassem tocadas por Deua igual aos cardeais do filme...
Lucas
Lucas

20 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 28 de dezembro de 2024
É um bom filme sobre o rito de passagem papal e aquilo que imaginamos que acontece nos bastidores para a eleição. Só que meteram essa no final mesmo...
Gabriel B.
Gabriel B.

4 seguidores 41 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de fevereiro de 2025
Que filme INCRÍVEL, uma obra de arte. A história se passa em Roma quando o papa João Paulo II morre. Antes de elegerem um novo papa todos os padres de todo canto do mundo se reúnem para escolher um sucessor.
A cerimônia dura dias, pois todos tem que votar em quem acham que seria uma escolha adequada para exercer o cargo máximo da igreja católica.
Mas há também vários atritos entre os padres pois assim como todo lugar há uma busca por poder.
Jackson A L
Jackson A L

13.704 seguidores 1.245 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 28 de abril de 2025
Um bom filme que eu classificaria no gênero Drama. A fotografia e todos os detalhes de cenários foram minunciosamente trabalhados de forma incrível. Na obra, é explicado como funciona o processo burocrático da escolha de um novo papa. Percebemos que tudo se trata de um jogo de poder entre os candidatos.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 893 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de março de 2025
Conclave foi dirigido por Edward Berger e contou com o roteiro de Peter Straughan.A trama foi baseada no livro com mesmo nome, lançado em 2016 pelo britânico Robert Jarris O filme recebeu 7 indicações para o oscar de 2025: melhor filme, melhor ator (Ralph Fiennes), melhor atriz coadjuvante (Isabella Rossellini), melhor roteiro adaptado, melhor trilha sonora, melhor direção de arte, melhor montagem e melhor figurino. A trama gira em torno do falecimento do papa e a escolha de um novo. Para isso, o cardeal Lawrence (Ralph Fiennes) deve ser o responsável por organizar o conclave, reunindo todos os sacerdotes. Em um verdadeiro jogo político de ambição, a escolha de um novo papa vai ficando difícil. O filme tem uma temática diferente, pois ao pensarmos em um conclave, não um dos assuntos que enchem os olhos. E adicionar a algo tão sem graça as jogadas políticas e de ambições dos principais candidatos faz o filme ganha um entorno muito interessante. O filme nos coloca em um verdadeiro jogo de trono, de um lado temos a escolha de um membro da situação Cardeal Tremblay ( John Lihgow) e outro da oposição e puramente conservador com falar preconceituosas, Cardeal Tedesco (Sergio Castellitto). Ainda temos um candidato africano (o que seria o primeiro papa negro e da África). Para não perder completamente o foco, o roteiro agiu bem em focar praticamente toda a ação em seu personagem principal, Lawrence, pois o mesmo parecia ser o mais justo entre todos, mesmo estando descontente e não querendo ser eleito papa. Mas isso não quer dizer que os personagens coadjuvantes não brilharam, destacamos ainda Isabella Rossellini como Irmã Agnes. Talvez o único pecado do filme seja a aparição de um cardeal secreto, que é o Vicent (Carlos Diehz), não pela falta de explicação, mas que apareceu para ser um elemento final da trama e isso estava na cara desde sua primeira aparição.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 6 de março de 2025
Conclave mergulha no cerne da política eclesiástica ao retratar o conclave para eleger um novo papa após uma morte inesperada. O roteiro, adaptado do romance de Robert Harris, estrutura-se em três dias de tensão, revelando segredos que desafiam a moralidade dos cardeais. A trama é habilmente construída, com reviravoltas como a acusação de simonia contra Tremblay e o passado de Adeyemi com uma freira, sustentando o suspense. No entanto, críticos como Katie Walsh (Los Angeles Times) apontam que o enredo, embora envolvente, é "um mistério muito fino", dependente de convenções do gênero. A explosão terrorista no terceiro ato, embora impactante visualmente, parece um recurso abrupto para acelerar o clímax, levantando questões sobre coerência narrativa. Ainda assim, a exploração de temas como hipocrisia e poder mantém o espectador engajado, mesmo que a profundidade filosófica seja, por vezes, sacrificada em prol do ritmo.

O elenco de Conclave é seu maior trunfo. Ralph Fiennes, como o cardeal Lawrence, equilibra gravidade e vulnerabilidade, personificando um homem dividido entre dever e dúvida. Stanley Tucci (Bellini) e John Lithgow (Tedesco) entregam nuances que transcendem caricaturas, embora Sergio Castellitto (Tremblay) roube cenas com sua ambiguidade moral. Isabella Rossellini, como a irmã Agnes, adiciona camadas de mistério com poucas falas. Contudo, a representação do cardeal nigeriano Adeyemi (interpretado por um ator não nomeado no material) gera controvérsia: Otosirieze Obi-Young (Open Country Mag) critica a associação do único candidato africano a um escândalo sexual, reforçando estereótipos coloniais. Apesar disso, as performances geralmente elevam o roteiro, oferecendo complexidade onde o texto poderia ser raso.

Peter Straughan, vencedor do Oscar por Melhor Roteiro Adaptado, constrói diálogos afiados que refletem as fissuras ideológicas da Igreja. A tensão entre progressistas e tradicionalistas é articulada com inteligência, evitando maniqueísmos fáceis. No entanto, o discurso final de Benitez (arcebispo intersex), embora poderoso em sua mensagem de inclusão, é criticado por seu tom genérico. A revista Angelus compara-o a "um texto do ChatGPT", acusando-o de superficialidade. Além disso, a revelação da condição intersexo de Benitez, embora inovadora, é introduzida tardiamente, deixando pouco espaço para desenvolvimento. Ainda assim, o roteiro brilha ao humanizar figuras hierárquicas, mostrando cardeais como seres falíveis, não apenas símbolos institucionais.

Edward Berger e o diretor de fotografia (não citado) transformam o Vaticano em um personagem silencioso. A Capela Sistina é filmada com ângulos claustrofóbicos, enfatizando o peso da tradição. A paleta de cores, dominada por tons terrosos e dourados, contrasta com a frieza dos corredores administrativos, simbolizando a dicotomia entre espiritualidade e burocracia. Cenas como a explosão na capela são coreografadas com precisão, usando luz e sombra para amplificar o caos. A crítica Manohla Dargis (The New York Times) observa que a estética reflete a autoimagem da Igreja — grandiosa, porém envelhecida. A fotografia, portanto, não apenas embeleza, mas também critica.

Embora detalhes específicos sobre a trilha sonora sejam escassos, a música em Conclave cumpre seu papel ao sublinhar a tensão sem dominar as cenas. Acordes graves de órgão ecoam durante votações, lembrando a solenidade do ritual, enquanto cordas discretas acompanham investigações secretas. A ausência de uma trilha marcante pode ser vista como uma falha para alguns, mas funciona como uma escolha estilística, permitindo que o silêncio — tão crucial em ambientes monásticos — fale por si.

O desfecho, com a eleição do cardeal Benitez (intersex), é tanto provocativo quanto polarizador. Para Peter Debruge (Variety), trata-se de "uma reviravolta satisfatória", enquanto Richard Lawson (Vanity Fair) a considera "imprudente". A revelação da condição de Benitez desafia noções de identidade e divindade, mas sua rápida resolução — ele aceita o papado sem confrontar publicamente seu segredo — dilui o impacto potencial. A cena final, com Lawrence contemplando freiras no pátio, sugere uma ambiguidade deliberada: é uma metáfora de esperança ou resignação? O bispo Robert Barron critica o final como "previsivelmente progressista", mas é inegável que ele instiga debate, algo raro em filmes de suspense.

Conclave é uma obra paradoxal: tecnicamente impecável, com direção segura e atuações memoráveis, mas dividida entre ambição intelectual e convenções comerciais. Seu maior mérito está em humanizar um processo históricomente mitificado, mostrando a Igreja como um espelho das contradições humanas. No entanto, falha ao aprofundar questões como colonialismo (na representação de Adeyemi) e intersexualidade, optando por gestos simbólicos em vez de análise substantiva. Culturalmente, o filme ressoou além das telas, viralizando em memes que ironizavam sua seriedade — um testemunho de sua relevância, ainda que involuntária.

Em síntese, Conclave é um triunfo como entretenimento sofisticado, mas sua busca por equilíbrio entre crítica social e suspense o impede de atingir grandeza. Como observou Alexander Payne, é "fascinante e engraçado", porém, como arte, deixa a sensação de que poderia ter sido mais corajoso — um pecado de omissão em um filme sobre escolhas morais.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.292 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de março de 2025
O melhor filme entre os indicados a melhor filme no oscar 2025! Grande roteiro, elenco formidável e uma trilha sonora pesada e imponente! Filmaço!
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