Movido pelo barulho excessivo que Saltburn gerou, resolvi assistir ao filme esperando ao menos alguma provocação à altura de sua fama. O que encontrei foi uma obra que confunde choque com profundidade e estética com conteúdo. A suposta crítica social, frequentemente exaltada por seus defensores, é rasa, previsível e entregue sem qualquer refinamento narrativo. Com duas horas de duração, o filme se arrasta em cenas que parecem existir mais para causar desconforto ou viralizar do que para construir personagens ou conflitos consistentes. A direção insiste em uma atmosfera de pretensão constante, mas o roteiro não sustenta o peso da própria ambição. Tudo soa derivativo: ideias recicladas de filmes que já exploraram os mesmos temas com muito mais inteligência e coragem. No fim, Saltburn se revela menos um filme e mais um exercício de pose cinematográfica, sustentado pelo burburinho e não pela qualidade. É uma experiência cansativa, que dificilmente recompensa o tempo investido, a menos que o espectador confunda estranheza com genialidade
Um filme que irei levar para a vida toda e se tornou um dos meus favoritos, sinceramente,gostei como a trama se desenrolou ao passar do filme e o grande final surpreendente que me deixou totalmente sem palavras, atuações prefeitas, roteiro bem inscrito,e lhe deixa envolvido por muio tempo.
Vi o filme pelo Amazon Prime, o tempo todo achava que haveria um romance explícito entre os protagonistas, o que não aconteceu. Faltou uma atmosfera de tensão, de drama que justificasse o final. E o final foi o que realmente eu não gostei.
Assisti “Saltburn” sem grandes expectativas e sem saber muito bem do que se tratava… e que surpresa, meus amigos, que obra! O filme é excêntrico, ousado e prende a atenção do início ao fim. Acompanhamos a trajetória de Oliver Quick (sim, o sobrenome “Quick” não é por acaso), um jovem aparentemente inocente que rapidamente se envolve com Felix, um aristocrata carismático e sedutor. A partir daí, somos levados a mergulhar na vida íntima da excêntrica família de Felix, dentro da opulenta e enigmática casa chamada Saltburn.
O longa se destaca pelo contraste entre o luxo e o desconforto. É intenso, com cenas impactantes, muitas vezes desconcertantes e é justamente aí que o filme mostra sua força. A direção ousada, o roteiro provocador, a fotografia sofisticada e atuações impecáveis constroem uma atmosfera ao mesmo tempo sedutora e perturbadora. Algumas sequências beiram a repulsa, mas são artisticamente bem elaboradas e cumprem seu papel dentro da proposta do filme.
Se você busca um filme surpreendente, visualmente marcante e que foge do convencional, Saltburn é uma excelente pedida. Ele não exige envolvimento emocional profundo, mas entrega uma experiência intensa, intrigante e, com certeza, memorável.
É um filme bem chatinho. A história não é tão bem elaborada. Na minha visão é um filme feito para garotas adolescentes que gostam de fãfic. Mas não é um filme péssimo, da pra ve-lo, mas não espere muito.
O filme funciona como uma sátira macabra das diferenças de classe, da obsessão e dos excessos. Com um elenco de peso e uma ótima condução de fotografia, ambientação e figurinos, ainda conta com cenas polêmicas e um final surpreendente e chocante. Não é um filme para quem fica enojado ou ofendido facilmente, pode causar incômodo.
"Corajoso e visualmente impecável, com atuações marcantes. Porém, o excesso e a bizarrice torna pretensioso" Emerald Fennell constrói em "Saltburn" uma sátira visceral que expõe as dinâmicas de privilégio e vaidade de uma elite desconectada. Barry Keoghan entrega uma atuação complexa, oscilando entre vulnerabilidade e monstruosidade, enquanto Jacob Elordi brilha como o magnético Felix. A direção arrojada e o humor ácido da cineasta desafiam convenções, mas podem desagradar por sua audácia e cenas grotescas. Ainda assim, o filme é visualmente deslumbrante e cheio de reviravoltas imprevisíveis. É provocativo, polarizador e inesquecível, com um desfecho que beira o exagero, mas não deixa de impressionar.
Sinopse: Felix Catton convida seu amigo Oliver Quick para passar as férias de verão na mansão de sua família, na região de Saltburn. Com a chegada do garoto, uma série de eventos perturbadores atinge os Cattons.
Crítica: "Saltburn", sob a direção de Emerald Fennell, é um filme que se destaca por sua atmosfera hipnotizante e uma crítica social incisiva. A obra se passa em um verão marcado por excessos e a exploração da elite, tendo como pano de fundo a mansão da intrigante família Catton. A narrativa gira em torno de Felix Catton e seu amigo Oliver Quick, cujas férias descortinam um mundo de glamour e mistério, revelando os segredos obscuros que permeiam a vida aristocrática.
Fennell habilmente constrói um enredo que oscila entre o encantamento e o horror, fazendo uma analogia ao convite sedutor que a riqueza e o status social podem representar. A relação entre Felix e Oliver é central para o desenvolvimento da trama, com Oliver servindo como um espelho para os excessos da família Catton. Através de sua perspectiva externa, somos conduzidos a questionar as dinâmicas de poder e os jogos psicológicos que se desenrolam nas interações sociais.
A cinematografia é um dos pontos altos do filme. A beleza estética das cenas contrasta com a sensação crescente de desconforto, criando uma eletricidade palpável que permeia a narrativa. As atuações, especialmente as de Felix e Oliver, são profundas e provocativas, trazendo à tona uma complexidade emocional que enriquece a trama.
Além disso, Fennell insere comentários sutis sobre a moralidade da aristocracia contemporânea, refletindo sobre a superficialidade das relações e a busca por pertencimento. O filme se torna uma meditação sobre o que é realmente desejável na vida: fama, fortuna ou a busca por autenticidade.
Por outro lado, "Saltburn" não é apenas uma história de verão; é uma investigação intensa que mergulha nas profundezas da psicologia humana. Ao final, somos deixados com uma sensação ambígua, questionando não apenas os personagens, mas também nossos próprios desejos e valores.
Em suma, "Saltburn" se firma como uma peça essencial do cinema contemporâneo, combinando entretenimento e reflexão crítica de maneira brilhante. A direção de Fennell demonstra um domínio do gênero.
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