Emilia Pérez
Média
2,2
209 notas

52 Críticas do usuário

5
4 críticas
4
13 críticas
3
1 crítica
2
10 críticas
1
8 críticas
0
16 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 498 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 31 de agosto de 2025
"Quanto tempo mais vou desperdiçar meu talento? Quanto tempo mais vou trabalhar duro por nada? ⁠Não tem mais volta, menina. Nem pra você, nem pra mim."

Sinopse:
Rita trabalha em um escritório de advocacia mais interessado em lavar dinheiro do que em servir a lei. Para sobreviver, ela ajuda um chefe do cartel a sair do negócio para que ela possa finalmente se tornar a mulher que sempre sonhou ser.

Crítica:
"Emilia Pérez", dirigido por Jacques Audiard, é uma proposta ousada que busca misturar comédia, crime e musical. A trama, que envolve uma advogada insatisfeita ajudando um chefe do cartel em sua jornada de transformação, oferece uma premissa interessante, mas acaba errando em alguns estereótipos.

Um dos principais pontos fracos do filme reside nas canções. Apesar de serem composições originais de Camille, muitas delas carecem de impacto e emoção, tornando-se rapidamente forgetáveis. A intenção de intercalar números musicais com a narrativa parece falhar na maioria das vezes, resultando em sequências que se sentem forçadas e desnecessárias. A falta de conexão entre a música e a história tira o ritmo e a fluidez do filme.

A música "El Amor", interpretada por Karla Sofía Gascón e Adriana Paz em "Emilia Pérez", traz uma leveza encantadora. Embora a melodia seja agradável, o uso de inteligência artificial no longa levanta dúvidas sobre a autenticidade das canções. Essa tecnologia, ao criar notas e arranjos, pode conferir uma sensação de artificialidade, fazendo a música parecer menos emocional e memorável.

Além disso, a caracterização dos personagens sofre alguns estereótipos exagerados. O retrato do mexicano como um líder de cartel é uma escolha arriscada e, em muitos momentos, contribuindo para uma visão distorcida e superficial da cultura mexicana. O enredo, ao invés de desafiar preconceitos, acaba reforçando clichês que poderiam ter sido evitados.

As atuações do elenco com destaque para Zoë Saldaña e Selena Gomez prometem, mas ficam pendentes em um material que não permite que o talento delas brilhe plenamente. Karla Sofía Gascón, na pele da protagonista (Emilia), apresenta momentos emocionais, mas é cercada por um enredo que não a favorece. O desenvolvimento da personagem de Rita parece apressado, deixando diversas questões não resolvidas que poderiam enriquecer a narrativa.

Por fim, "Emilia Pérez" se perde as vezes em suas boas e a sua execução. A combinação de música, comédia e questões sociais poderia ter gerado um filme impactante e provocador, mas acaba se tornando uma experiência que carece de nuance e autenticidade.
DUDU SILVA
DUDU SILVA

78 seguidores 335 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2025
Com numero musicais entediante, alem de entrarem as musicais algumas vezes do nada. Ele ate em uma boa "coadjuvante", mas o restante é bem fraco
Cid V
Cid V

271 seguidores 660 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 28 de outubro de 2025
O traficante Manitas (Gascón) sequestra a advogada Rita (Saldaña) para que ela organize a sua cirurgia de transição de gênero, com o intuito de viver tranquilamente na Suíça, já que no México lhe esperam a prisão ou a morte. Tudo acontece como planejado e sua esposa, Jessi (Gomez), chora ao ver a notícia de sua execução na TV.

mais em:
Isabelle
Isabelle

15 seguidores 67 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 7 de fevereiro de 2025
Ao contrário da crítica do Adoro Cinema, impossível pensar que o filme é de Selena: além da criticada falta de domínio do idioma espanhol, que me passou despercebido, a jovem tem um único número com algum impacto visual. Por outro lado, a interpretação de Sofia é plana como um tampo de mesa, sem modulações e, sendo justa, a personagem não permite grandes coisas além do melodrama. Mesmo a melhor cena coreografada (Zoe, de vermelho) se perde no enredo pouco criativo e fica-se pensando porque o filme falha tanto em ser o que pretende ser - um musical! Na verdade, é uma programação tolerável, trazendo até algumas expectativa quanto ao desfecho. Eu não exigiria que fugisse de estereótipos - o cinema se constrói com muitos deles. Muito menos esperaria aprofundamento ao tratar da redesignação de gênero, isso é apenas um detalhe no filme e na vida de Manitos, que poderia apenas ter feito plástica e mudado sua aparência de qualquer forma. Esperaria mais originalidade de roteiro e na direção e melhor abordagem como musical. Não rolou...
NerdCall
NerdCall

59 seguidores 474 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 10 de fevereiro de 2025
Entre os filmes mais falados desta temporada de premiações, poucos conseguiram polarizar tanto o público e a crítica quanto Emilia Pérez. A produção de Jacques Audiard surgiu com grande destaque nos festivais, arrebatando prêmios importantes e garantindo sua vaga na corrida do Oscar. No entanto, a recepção se transformou drasticamente quando o filme finalmente alcançou um público mais amplo, gerando debates acalorados sobre sua qualidade narrativa e suas indicações. Embora Emilia Pérez não seja um dos piores filmes do ano, sua presença entre os indicados ao Oscar revela um claro descompasso entre a percepção da crítica especializada e o que a obra realmente entrega.

A premissa do filme, por si só, chama atenção: um chefe do tráfico mexicano decide mudar de gênero e recomeçar sua vida, contratando uma advogada para intermediar sua transição. A ideia, que poderia render um drama potente e significativo, acaba sendo diluída em uma estrutura confusa e superficial. Audiard parece ter pego elementos de diversas temáticas relevantes e os jogado juntos sem um fio condutor que os una de forma orgânica. O roteiro, um dos aspectos mais criticados da obra, carece de coesão narrativa, fazendo com que as decisões dos personagens frequentemente pareçam arbitrárias e desconectadas da lógica interna do filme.

O protagonista Manitas, interpretado por Karla Sofía Gascón, passa por uma transição de gênero que nunca é realmente explorada de maneira profunda. O filme menciona a questão identitária e a utiliza como pilar central da história, mas nunca se aprofunda nos conflitos internos da personagem ou nas implicações reais dessa mudança. A trama ainda apresenta inconsistências notáveis, como a decisão de Manitas de mudar de gênero para escapar do cartel, apenas para, anos depois, reaparecer publicamente e assumir um papel de destaque na mídia. Essas contradições fazem com que seja difícil se conectar com o drama proposto, já que a lógica da narrativa constantemente se desfaz.

O filme também enfrenta problemas significativos na representação da cultura mexicana. O fato de o roteiro ter sido originalmente escrito em francês e posteriormente traduzido para o espanhol resultou em diálogos que, em alguns momentos, soam artificiais e desconectados da realidade linguística local. O uso de Inteligência Artificial para adaptar sotaques apenas reforça essa sensação de distanciamento, criando momentos em que o idioma parece robotizado e desprovido de autenticidade. Essa falta de imersão também é sentida na construção dos personagens e de suas relações, que são pouco desenvolvidas ao longo da narrativa.

Porém, nem tudo em Emilia Pérez é um equívoco. A atuação de Zoe Saldaña é um dos pontos altos do filme, trazendo camadas e profundidade para sua personagem. Karla Sofía Gascón também entrega uma performance digna de reconhecimento, mesmo com um roteiro que pouco lhe oferece para trabalhar. O grande ponto fraco do elenco, no entanto, é Selena Gomez. Sua interpretação se destaca negativamente, com uma atuação exagerada e um espanhol pouco convincente, o que constantemente quebra a imersão da narrativa. Seu desempenho destoa do restante do elenco, tornando algumas cenas involuntariamente constrangedoras.

Outro aspecto que merece atenção é a estrutura musical do filme. Emilia Pérez é classificado como um musical, mas se distancia dos padrões tradicionais do gênero. As canções funcionam mais como diálogos musicados do que como momentos de expressão emocional ou de avanço narrativo. Inicialmente, essa escolha parece interessante, mas, com o passar do tempo, fica evidente que o filme usa esse recurso como uma tentativa de mascarar a superficialidade de seu roteiro. As relações entre os personagens são desenvolvidas de forma precária, e a conexão emocional que o público deveria sentir nunca se concretiza. A relação entre Manitas e a personagem de Selena Gomez, por exemplo, é praticamente inexistente, tornando-se ainda mais incoerente quando se torna um dos principais motores dramáticos do terceiro ato.

No final das contas, Emilia Pérez é um filme que almeja muito, mas entrega pouco. Seu roteiro fragmentado, a falta de coerência na jornada dos personagens e as falhas na representação cultural fazem com que sua presença no Oscar pareça mais um reflexo de um entusiasmo inicial da crítica do que do real impacto da obra. As indicações para Atriz Coadjuvante e Canção Original são compreensíveis, mas a inclusão do filme em categorias como Melhor Filme e Roteiro Adaptado é, no mínimo, questionável.

Diante de tantas lacunas narrativas e de uma abordagem que falha em aprofundar os temas que propõe, Emilia Pérez se torna uma experiência frustrante. Seu potencial existia, mas a execução transformou a obra em um dos títulos mais contestáveis da atual temporada de premiações.
WagnerSantos
WagnerSantos

6 seguidores 109 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 10 de fevereiro de 2025
Aqueles diálogos que começavam com frases que prendem a atenção e acabavam com um número musical me incomodaram muito, mesmo eu sendo um adepto ao gênero. Trechos desconexos e, por muita das vezes, sem sentido. O roteiro é repleto de falhas pois deixa perguntas sem respostas e situações que não dão credibilidade ao que está sendo contado. Isso sem contar com a versão apresentada de um Mexico totalmente estereotipado.
luiz O
luiz O

4 seguidores 10 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de janeiro de 2025
filme musical não é meu estilo, porisso não gostei. não consegui assistir nem até a metade. ---‐------
anônimo
Um visitante
2,0
Enviada em 3 de fevereiro de 2025
*Apresentação*

Em vez de um comentário simples e minha classificação, terei que fazer uma crítica — mesmo não tendo experiência e sendo leigo sobre o universo do cinema.

Em meio a tantas polêmicas e burburinhos, tive a oportunidade de assistir ao filme via Stremio. Emilia Pérez, dirigido e escrito por Jacques Audiard e companhia, nos joga ao México, mesmo sendo gravado em grande parte na França e com nomes na produção majoritariamente franceses (Além disso, adiciona-se a fotografia amarelada-alaranjada de praxe de grande prazer para o corpo Hollywoodiano).

Nas premiações cinematográficas, Emilia Pérez, comprado pela Netflix, saiu arrastando vários prêmios e indicações para si, como agora no Oscar de 2025. Além de ser um drama, ele decide ser um musical, que promete suposta ousadia.

*Trama e análise rápida*

Sua premissa é a seguinte: A inescrupulosa advogada criminal Rita, bem composta por Zoë Saldaña, é requisitada para um trabalho diferenciado que é ajudar na cirurgia de redesignação sexual de um dos maiores nomes dos cartéis mexicanos, Manitas — interpretado por Karla Sofía Gascón. Indo a Bangkok e por último à Tel Aviv, Rita consegue cumprir seu trabalho e conhece outra pessoa, a esposa de Manitas, Jessica, atuada pela Selena Gomez.

Após isso, Manitas forja sua morte e manda sua família à Suíça com o auxílio de Rita. Em Londres, a advogada reencontra esse alguém conhecido, que agora se chama Emilia Pérez. Ela recebe outro pedido, levar a família de Pérez de volta ao México. Tendo o feito, Jessica e seus dois filhos ficam na casa de Emilia, que se apresenta como uma suposta prima de Manitas — algo rapidamente aceitado por sua esposa?

Em outros desenrolares a mais, Emilia convence de Rita de continuar no México e as duas entram em um plano. Elas planejam a criação de uma ONG, cuja proposta é ajudar as vítimas e suas respectivas famílias do crime organizado (como o outrora chefiado pela protagonista ironicamente), nomeada La Lucecita.

Também no segundo ato, encontramos uma dinâmica entre Emilia e Jessica. Ambas se direcionam a outros caminhos do amor, a primeira com a mãe de uma vítima amparada pela ONG, Epifanía, feita por Adriana Paz, e a segunda com Gustavo, feito por Édgar Ramírez. Ao Emilia descobrir o relacionamento da Jessi com Gustavo, contraditoriamente, se irrita e elas entram em uma desavença esquisita.

Dentro disso, Emilia é sequestrada e torturada. A quantia para o resgate é falada à Rita e, em seu terceiro ato, o filme nos puxa para advogada lutando pela vida da sua amiga e descobrimos que a mandante do sequestro foi Jessica.

Em um emaranhado de tiros, a mesma descobre que Emilia é seu antigo marido. Tentando se desvencilhar do que fez, Jessi entra em um conflito com Gustavo com o carro se movimentando e sua esposa no porta-malas. No final, todos morrem. Rita lida com seu luto e o México decide fazer de Emilia uma santa.

*Minha impressão*

Não faço parte de nenhuma imprensa ou comunidade de escrita, e sou apenas um adolescente. Mas vejamos minha opinião acerca da obra. Já declaro ela estar completamente influenciada por discursos e histórias polêmicas que se adicionam à mise en scene do filme e com camadas profundamente errôneas encontradas no longa.

Tendo uma proposta de ser um musical, já alego, que ao meu ver, obteve uma queda galopante e apenas pequenas partes se salvam (como o sonhado experimentalismo musical), apesar de ter sido possível resultados bons. Ou vemos as personagens sussurrando muito nas músicas ou uma letra penosa e vergonhosa como em La Vaginoplastia ou uma contenção forçada do que poderia se explodir e se transformar em algo escutável.

Sua trama, que tem uma base interessante, se desmancha na superficialidade e na escassez de qualidade, desperdiçando o talento de Zoë, a solidez de Karla e os talentos musicais de Selena que deveriam ser mostrados.

Aqui a transexualidade se torna um escape, não uma identidade humana. Tenta-se nos enfiar goela abaixo uma mudança divina no comportamento de Emilia, e ainda somos expostos a uma das músicas, que reafirma a cosmovisão de que Emilia ainda é um homem, que uma cirurgia que nem essa feita é uma recreação aos homens.

Acrescenta-se nesse ambiente o México que é deixado de lado, que agora é na França, e sua cultura e língua são inferiores e horríveis de acordo com Jacques. Se é representatividade que se espera, prometo que vai ser difícil achá-la, como a presença de Adriana Paz mal executada pelo roteiro.

Só se vê uma história sendo traçada rapidamente, sem preocupação, com um musical que finge ser ousado e diferenciado, mas é fraco. Não é inovador, nem revolucionário como poderia ser e ainda insisto nessa afirmação. O Oscar o nutre estupidamente.

Gostaria de falar mais sobre as polêmicas e como negativo mais fica esse filme com isso, porém paro esse texto com um ponto de vista ligeiro e de um jovem ocioso.
Odilei Lazaro
Odilei Lazaro

12 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 12 de fevereiro de 2025
Gente, não pode misturar as coisas, quem filmes de narcotraficantes ou mafias, não vai curtir um filme extremamente musical, ainda mais com músicas que aparece do nada e cheios de redundâncias e variantes sem Nexus, poucos brasileiros gostam de filmes musicais e agora mistura musical com Narcotráfico, fica estranho, por fim não agrada nem grego e nem troianos, no caso aqui do Brasil
Mariane Guedes
Mariane Guedes

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2025
O filme é ruim, as atuações são ruins, as músicas são ruins. Tudo nesse filme decepciona ou não leva a nada. Péssimo. Não sei quanto pagaram pra ele estar nas premiações, mas o filme não engana nem convence ninguém.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa