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Odilei Lazaro
12 críticas
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2,0
Enviada em 12 de fevereiro de 2025
Gente, não pode misturar as coisas, quem filmes de narcotraficantes ou mafias, não vai curtir um filme extremamente musical, ainda mais com músicas que aparece do nada e cheios de redundâncias e variantes sem Nexus, poucos brasileiros gostam de filmes musicais e agora mistura musical com Narcotráfico, fica estranho, por fim não agrada nem grego e nem troianos, no caso aqui do Brasil
Aqueles diálogos que começavam com frases que prendem a atenção e acabavam com um número musical me incomodaram muito, mesmo eu sendo um adepto ao gênero. Trechos desconexos e, por muita das vezes, sem sentido. O roteiro é repleto de falhas pois deixa perguntas sem respostas e situações que não dão credibilidade ao que está sendo contado. Isso sem contar com a versão apresentada de um Mexico totalmente estereotipado.
Entre os filmes mais falados desta temporada de premiações, poucos conseguiram polarizar tanto o público e a crítica quanto Emilia Pérez. A produção de Jacques Audiard surgiu com grande destaque nos festivais, arrebatando prêmios importantes e garantindo sua vaga na corrida do Oscar. No entanto, a recepção se transformou drasticamente quando o filme finalmente alcançou um público mais amplo, gerando debates acalorados sobre sua qualidade narrativa e suas indicações. Embora Emilia Pérez não seja um dos piores filmes do ano, sua presença entre os indicados ao Oscar revela um claro descompasso entre a percepção da crítica especializada e o que a obra realmente entrega.
A premissa do filme, por si só, chama atenção: um chefe do tráfico mexicano decide mudar de gênero e recomeçar sua vida, contratando uma advogada para intermediar sua transição. A ideia, que poderia render um drama potente e significativo, acaba sendo diluída em uma estrutura confusa e superficial. Audiard parece ter pego elementos de diversas temáticas relevantes e os jogado juntos sem um fio condutor que os una de forma orgânica. O roteiro, um dos aspectos mais criticados da obra, carece de coesão narrativa, fazendo com que as decisões dos personagens frequentemente pareçam arbitrárias e desconectadas da lógica interna do filme.
O protagonista Manitas, interpretado por Karla Sofía Gascón, passa por uma transição de gênero que nunca é realmente explorada de maneira profunda. O filme menciona a questão identitária e a utiliza como pilar central da história, mas nunca se aprofunda nos conflitos internos da personagem ou nas implicações reais dessa mudança. A trama ainda apresenta inconsistências notáveis, como a decisão de Manitas de mudar de gênero para escapar do cartel, apenas para, anos depois, reaparecer publicamente e assumir um papel de destaque na mídia. Essas contradições fazem com que seja difícil se conectar com o drama proposto, já que a lógica da narrativa constantemente se desfaz.
O filme também enfrenta problemas significativos na representação da cultura mexicana. O fato de o roteiro ter sido originalmente escrito em francês e posteriormente traduzido para o espanhol resultou em diálogos que, em alguns momentos, soam artificiais e desconectados da realidade linguística local. O uso de Inteligência Artificial para adaptar sotaques apenas reforça essa sensação de distanciamento, criando momentos em que o idioma parece robotizado e desprovido de autenticidade. Essa falta de imersão também é sentida na construção dos personagens e de suas relações, que são pouco desenvolvidas ao longo da narrativa.
Porém, nem tudo em Emilia Pérez é um equívoco. A atuação de Zoe Saldaña é um dos pontos altos do filme, trazendo camadas e profundidade para sua personagem. Karla Sofía Gascón também entrega uma performance digna de reconhecimento, mesmo com um roteiro que pouco lhe oferece para trabalhar. O grande ponto fraco do elenco, no entanto, é Selena Gomez. Sua interpretação se destaca negativamente, com uma atuação exagerada e um espanhol pouco convincente, o que constantemente quebra a imersão da narrativa. Seu desempenho destoa do restante do elenco, tornando algumas cenas involuntariamente constrangedoras.
Outro aspecto que merece atenção é a estrutura musical do filme. Emilia Pérez é classificado como um musical, mas se distancia dos padrões tradicionais do gênero. As canções funcionam mais como diálogos musicados do que como momentos de expressão emocional ou de avanço narrativo. Inicialmente, essa escolha parece interessante, mas, com o passar do tempo, fica evidente que o filme usa esse recurso como uma tentativa de mascarar a superficialidade de seu roteiro. As relações entre os personagens são desenvolvidas de forma precária, e a conexão emocional que o público deveria sentir nunca se concretiza. A relação entre Manitas e a personagem de Selena Gomez, por exemplo, é praticamente inexistente, tornando-se ainda mais incoerente quando se torna um dos principais motores dramáticos do terceiro ato.
No final das contas, Emilia Pérez é um filme que almeja muito, mas entrega pouco. Seu roteiro fragmentado, a falta de coerência na jornada dos personagens e as falhas na representação cultural fazem com que sua presença no Oscar pareça mais um reflexo de um entusiasmo inicial da crítica do que do real impacto da obra. As indicações para Atriz Coadjuvante e Canção Original são compreensíveis, mas a inclusão do filme em categorias como Melhor Filme e Roteiro Adaptado é, no mínimo, questionável.
Diante de tantas lacunas narrativas e de uma abordagem que falha em aprofundar os temas que propõe, Emilia Pérez se torna uma experiência frustrante. Seu potencial existia, mas a execução transformou a obra em um dos títulos mais contestáveis da atual temporada de premiações.
o filme é realmente muito bom, isolando as polêmicas, é um filme bom mesmo, vale a pena ver. Sim o espanhol da Celena não está nada bom, dos demais sim tudo ok.
Já de começo o filme é dirigido por um francês por atores estadunidenses e se passa no México , resumindo um filme totalmente eurocêntrico e estadunidense
Sintetizar o filme a apenas um fetichista olhar estrangeiro (europeu, nesse caso) para o México como nação e consequentemente seu povo é de um reducionismo tão burro quanto o do longa ao abordar seus tópicos. O problema não é só temático e escapa à etnia de quem o idealizou, porque é na feitura que a catástrofe se encontra. Logo, se obtém um total esvaziamento de pautas como violência doméstica, tráfico humano, abuso infantil, emponderamento feminino e principalmente: transsexualidade. Enquanto um musical possui todos os defeitos imagináveis que um projeto do tipo poderia ter: melodicamente esquecível; liricamente constrangedor e coreograficamente simplório.
A escolha de filmar sob um ar documentarista/cru na investigação acerca do mundo do narcotráfico presente no primeiro terço, destoa absolutamente dos momentos musicais, tal qual de toda a magia que poderia estar contida nesse ato de transformação, já que o realismo fantástico, gênero notoriamente latino, vira aqui uma paródia mal encenada que não sabe balancear violência e graciosidade, além de nunca ser completamente assumido como teatral. A dramaticidade do arco narrativo das protagonistas em se descobrirem e buscarem ser quem sempre sonharam é não só mal atuado, como verbalizada com frases de efeito genéricas seus desejos e diálogos superficiais pontuam suas angústias, embrulhados numa saturação de cores gratuita e uma iluminação marcada de luz e sombra para evidenciar uma dicotomia que nada comunica, ainda mais quando envereda para um panfletarismo de justiça social que divide bem e mal.
Para completar a bagunça, em momentos em que a obra está se levando absurdamente a sério como uma suposta ode à transformação humana, cria involuntariamente um humor oriundo de vergonha alheia tão profundo que beira o inacreditável à aclamação de ser cinematograficamente transgressor. Acima de tudo, fracassa retumbantemente ao tentar efetuar um melodrama sobre dores que o mal entende, quiçá se interessa nas nuances. Mudar as almas não muda a sociedade conforme declamado em canção dentro do filme, pois é na raiz onde se encontra o problema e não no fruto, seja ele adoecido ou maduro, e a revolução é bem mais complexa e menos caricatural...
Estou escrevendo esta crítica depois de acabar de ter visto o filme e só posso dizer uma coisa: o negócio é uma aberração!!Me segurei muito para não sair do cinema chutando cadeiras...Pouco me interessa o que alguém que trabalhou no filme disse ou deixou de dizer ou se o México foi "desrespeitado", se fosse assim teríamos de descer o sarrafo no Bunuel e em quase toda a sua fase mexicana também, e me prendi apenas ao que vi em tela. Emilia Pérez é ruim demais, kitsch, trash, bufante, com músicas péssimas e mal cantadas, interpretações pouco inspiradas e que abusa da inverossimilhança em sua trama como se fosse um filme do 007 ou, quem sabe, um Tootsie ou Uma Babá Quase Perfeita da vida, sem contar sua direção, pretensiosa e esnobe, que, com o rei na barriga, pensa que pode colocar qualquer merda na tela que a plateia obrigatoriamente terá de aplaudir. Parece que quem cuidou dos figurinos desse troço foi o Joãozinho Trinta e quem escreveu o roteiro foi o Clovis Bornay, mas estamos falando de cinema e não de desfiles carnavalescos, não é mesmo? Me senti assistindo à uma sátira de um filme dos Trapalhões que em si mesmo já era uma sátira, entende? E, analisando bem, a Selena Gomes está a cara do Zacarias nessa porcaria, então a lembrança vem bem a calhar...
Um dos grandes problemas do filme foram as cenas que não eram continuadas e pareciam aleatórias. Outro problema eram as músicas que não davam para levar a sério
Com o pouco que eu vi desse filme já deu para perceber que ele é uma aberração,uma escória,o vômito de um jumento radioativo que eu nem me sujeito a ver pois eu sei que vai ser uma tortura física e mental que me deixará em estado vegetativo.
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