Vitória
Média
4,0
236 notas

46 Críticas do usuário

5
22 críticas
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Maria Alice Félix
Maria Alice Félix

22 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 20 de março de 2025
Ótimas atuações, a Fernanda dispensa comentários, sempre impecável. O filme nos permite dar umas gargalhadas em meio a tensão vivida. Por ser um filme biográfico não há o que inventar se não existiu, no entanto minha crítica reside nesse aspecto. Achei o filme bem rápido, então foi uma trama sem muito mistério ou, em outras palavras, enrolação. Creio ter sentido falta de um pouco mais de informações para aprofundar a história de Vitória. Ademais, um comentário final que deveria ser questionado, mas que dificilmente irá, é o fato de alegarem ter escolhido uma atriz branca para interpretar uma pessoa negra. Mesmo diante das explicações já divulgadas, é um argumento que não se sustenta, principalmente se formos sinceros e pensarmos que o contrário não aconteceria e, se acontecesse, seria alvo de inúmeras críticas. No mais, um filme bom, não excelente.
Marcia Lopes
Marcia Lopes

2 seguidores 23 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 17 de março de 2025
É muito gratificante poder ver o cinema brasileiro caminhando e caminhando muito bem. Cada vez que eu vou assistir um filme nacional fico emocionada em ver como que mesmo sem incentivo adequado se consegue tanto.
Sobre a Fernanda Montenegro nem é preciso dizer nada. Ela é incrível, exuberante, uma delícia!!!
Que imenso prazer ser contemporânea dessa mulher.
Felipe Lima
Felipe Lima

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de março de 2025
Filme incrível, que tras a tona uma Copacabana sem o brilho e glamour do verao "Rio 40°". Tudo isso transmitido por meio da fotografia do filme. Sem contar na atuação de Fernanda Montenegro que faz a gente sentir todo o sentimento de indignação com a situação que estava ao seu redor. Terminei de assistir totalmente impactado
Edu Segundaria
Edu Segundaria

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de março de 2025
O filme em si é incrível, conta uma história de uma senhora forte e determinada que acaba com UMA QUADRILHA de criminosos. Saber que isso realmente aconteceu é mais incrível ainda, mostra como é a "favela" e a vida de quem muitas vezes vive nela. Acertaram em cheio a atriz pra fazer esse papel, Fernanda Montenegro é esplêndida, ela consegue fazer nós sentirmos a emoção da personagem, ao mesmo tempo a angústia, ela definitivamente parece viver a personagem e se entregar ao máximo. Esse filme merece o Oscar e a Fernanda também.
Welington S.
Welington S.

6 seguidores 17 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 16 de março de 2025
O filme aproveita bem tema e personagem para construir um retrato intimista de uma realidade bem carioca, agora comum a outras grandes cidades brasileiras. Baseado na história real de Joana da Paz, uma senhora de origem humilde que, após comprar o tão almejado apartamento em Copacabana, acaba cercada pelo crime e tráfico de drogras. Dona de uma personalidade forte e decidida, ela resolve denunciar essa realidade. O filme Vitória não inova, não tenta ser moderno - é um drama clássico, convencional, com toques de thriller policial. Acho que poderia ser um pouco mais ágil, principalmente na primeira metade. Andrucha preferiu um ritmo mais cadenciado. Bem realizado, com roteiro redondo e bem construído, excelentes atores, produção caprichada e boa reconstituição de época (a história se passa em 2005), Vitória toca em questões ainda atuais e urgentes, sem alarde. Tráfico de drogas, corrupção policial, aliciamento de menores, tudo isso está presente no filme. Fernandona, embora não tenha a energia de antes, dá conta do recado e carrega o filme nas costas. Não conhecia o ator Alan Rocha, que faz o delegado, grande revelação, uma presença forte na tela, sem contar o garoto Thawan Lucas, muito bem aproveitado. Vitória não é um Ainda Estou Aqui, não vai ganhar prêmios mundo afora, mas é cinema de primeira e merece ser visto e prestigiado.
adriana dias
adriana dias

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de março de 2025
o filme é perfeito, as atuações são magnificas. Apesar da idade Fernanda Montenegro esta absoluta na sua atuação, mostrando que, não importa a idade a cultura e a arte esta dentro de nós
Carlota Herchovicht
Carlota Herchovicht

18 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 16 de março de 2025
Fiquei com a nítida impressão, que no próximo ano...teremos outro filme, para disputar prêmios mundo a fora. Impressionante( não somente)pela atuação impactante/emocionante da Fernandona, ela não promete...ela, entrega TUDO Brasil!!! A veracidade da história narrada-simmm, o roteiro foi baseado, em uma história real. Como dói pensar, que... existem milhares de pessoas, sucumbindo diariamente a violência, que lhes roubam:a paz, saúde física/mental e principalmente as sepultam em vida.
⭐⭐⭐⭐⭐
soh beltrão. 𔓘
soh beltrão. 𔓘

4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de março de 2025
Me sinto honrada em poder assistir no cinema Fernanda Montenegro, com seus 95 anos dando um show de atuação, como sempre. Adorei o filme e tomei Nina como inspiração, obrigada Andrucha 凉
Giancarlo Fagundes
Giancarlo Fagundes

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de março de 2025
Filme maravilhoso, mostra a realidade que vem junto com uma má gestão do estado, da polícia. E que uma pessoa fez diferença, e deixou sua identidade, sua casa, sua vida para um bem maior. E a Fernanda sem comentários, impecável.
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 15 de março de 2025
Dirigido por Andrucha Waddington e com co-direção póstuma de Breno Silveira, Vitória é um filme de drama brasileiro que se baseia na história real de Joana Zeferino da Paz, uma mulher que, sob o pseudônimo de Dona Vitória, enfrentou o crime organizado em sua comunidade ao registrar atividades criminosas com uma câmera. O filme, estrelado por Fernanda Montenegro, é uma produção da Conspiração Filmes em parceria com o Globoplay, e foi lançado nos cinemas em março de 2025. A obra se destaca por sua narrativa inspiradora, mas também levanta questões sobre representação, ritmo e profundidade narrativa.

O enredo de Vitória é poderoso e emocionante, centrado na luta de Nina (Fernanda Montenegro), uma idosa que decide filmar as atividades criminosas em seu bairro após se sentir impotente diante da violência crescente. A história, inspirada na vida de Joana Zeferino da Paz, é uma ode à coragem e à resistência, mas também uma crítica contundente à omissão das autoridades e à passividade da sociedade. A trama se desenvolve de forma gradual, começando como uma dramédia de costumes e evoluindo para um thriller policial, com momentos de tensão e drama que mantêm o espectador engajado.

No entanto, o roteiro, escrito por Paula Fiúza, peca em alguns aspectos. A transição entre os gêneros nem sempre é fluida, e certos arcos narrativos, como o do major corrupto, parecem subdesenvolvidos. A relação de Nina com Marcinho (Thawan Lucas), um garoto da comunidade, é tocante, mas poderia ter sido mais explorada para evitar clichês, como a ideia do "salvador branco", que surge no final. Apesar dessas falhas, a história consegue transmitir uma mensagem forte sobre justiça e resistência, especialmente em um contexto social tão relevante quanto o do Brasil.

Fernanda Montenegro é, sem dúvida, o grande destaque do filme. Aos 93 anos, a atriz entrega uma performance multifacetada, alternando entre humor, drama e tensão com maestria. Sua interpretação de Nina é carregada de nuances: ela consegue transmitir a solidão, o medo e a determinação da personagem com uma naturalidade impressionante. A cena em que ela tenta consertar uma xícara quebrada, por exemplo, é uma metáfora poderosa para sua luta interna e externa, e Montenegro a executa com uma sensibilidade que arrebata o público.

O restante do elenco, embora competente, não consegue acompanhar o brilho de Montenegro. Linn da Quebrada, como a vizinha Bibiana, e Alan Rocha, como o jornalista Flávio, entregam boas atuações, mas seus personagens são pouco desenvolvidos, servindo mais como apoios narrativos do que como figuras complexas. Thawan Lucas, como Marcinho, tem momentos tocantes, mas seu arco é prejudicado por uma falta de profundidade no roteiro.

O roteiro de Paula Fiúza tem méritos inegáveis, especialmente na construção da protagonista e na forma como aborda temas como violência urbana, corrupção e solidão. A narrativa é envolvente e emocional, mas sofre com algumas inconsistências. A transição entre os gêneros (dramédia, drama, thriller) nem sempre é suave, e alguns personagens secundários parecem caricatos, como o condômino conservador ou o jovem esquentado. Além disso, o final, embora satisfatório, poderia ter sido mais impactante se explorasse melhor as relações entre Nina e os moradores da comunidade.

A escolha de Fernanda Montenegro para o papel principal, embora justificada pelo peso dramático da atriz, levanta questões sobre representação racial, já que Joana Zeferino da Paz era uma mulher negra. Esse aspecto, no entanto, foi além do controle da produção, já que a identidade real de Joana só foi revelada após o término das filmagens.

A fotografia de Vitória é um dos pontos altos do filme. A direção de fotografia captura com maestria a atmosfera cinzenta e melancólica do Rio de Janeiro, refletindo a dureza do cotidiano da protagonista. O apartamento de Nina, inicialmente aconchegante, torna-se um espaço claustrofóbico e tenso à medida que a trama avança, e a câmera trabalha bem essa transformação. As cenas externas, que mostram a violência e o caos da comunidade, são filmadas com um realismo cru que reforça o tom neorrealista da obra.

No entanto, há falhas pontuais, como o tratamento desigual da iluminação em cenas com personagens negros, o que pode distrair o espectador mais atento.

A trilha sonora de Vitória é discreta, mas eficaz. Ela complementa a narrativa sem roubar a cena, reforçando os momentos de tensão e os de introspecção. A escolha de músicas regionais e instrumentais ajuda a imergir o espectador no contexto do filme, embora não haja nenhum tema memorável que se destaque após o término da exibição.

O final de Vitória é emocionante e satisfatório, mas não surpreende. A analogia da xícara quebrada, que percorre todo o filme, ganha um significado especial no desfecho, simbolizando as cicatrizes e as conquistas de Nina. A protagonista consegue expor a corrupção e o tráfico, mas a um custo pessoal alto, o que reforça o tema central do filme: a luta pela justiça em um sistema falido. No entanto, o final poderia ter sido mais impactante se explorasse melhor as consequências das ações de Nina na comunidade e em sua própria vida.

Vitória é um filme que se sustenta principalmente pela força de sua história real e pela atuação magistral de Fernanda Montenegro. A direção de Andrucha Waddington é competente, mas não inovadora, e o roteiro, embora envolvente, peca em alguns aspectos, como o desenvolvimento de personagens secundários e a transição entre gêneros. A fotografia e a trilha sonora contribuem para a atmosfera do filme, mas não são memoráveis.

Apesar de suas falhas, Vitória é uma obra importante e emocionante, que resgata a história de uma mulher corajosa e a transforma em um símbolo de resistência. O filme pode não revolucionar o cinema brasileiro, mas certamente deixa uma marca, especialmente pela atuação de Fernanda Montenegro, que mais uma vez prova por que é uma das maiores atrizes do país. Para os fãs de cinema e para aqueles que buscam histórias inspiradoras, Vitória é uma experiência que vale a pena.
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