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Rafael Sales
1 seguidor
48 críticas
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3,0
Enviada em 12 de setembro de 2024
O filme conta a história de uma mulher que quer ser reconhecida de qualquer maneira e para isso faz qualquer coisa, fazendo uma reflexão sobre o ego do ser humano, é um filme bom, porém, achei a ideia melhor que sua execução, já que em alguns momentos fica monótono.
Doente de mim mesma é um filme de drama/comédia da Noruega que contou com a direção e roteiro de Kristoffer Borgli. Na trama, acompanhamos Signe (Kristine Kujath Thorp) uma jovem mulher que trabalha como atendente em um padaria. Signe é casada com Thomas (Eirik Sæther) um artista que está em ascensão. Diante de uma competição dentro do relacionamento, Signe procura se esforçar para criar um status e chamar atenção para si. O longa norueguês explora o lado sombrio e doentio do narcisismo e egoísmo. Lógico que para isso elevou-se ao extremo com seu tons de comédia ácida com pitadas de terror psicologico e beirando o trash. O competente roteiro nos levar a navegar na vida e mente de Signe que nao quer ficar para trás diante do sucesso do marido e decide criar planos para de alguma forma chamar atenção. Nesse aspecto, o roteiro acerta ao nao mostrar logo o lado caótico do filme, pois isso vai acontecendo de forma gradual, pois a protagonista quer que de alguma forma ela fique doente ou aconteceu algo de ruim para ser notada entre os pais, amigos e principalmente o marido. O lado caótico começa quando ela resolve tomar uma droga russa que tem efeitos colaterais graves na pele dos usuários. Deu pra perceber que o narcisista pode ir além em mostrar que esta sofrendo de forma visível. O ápice do filme sao as situações constrangedoras que Signe vai passando. A narrativa ainda atualiza a situação do narcisista diante da era digital como exposição de fotos em redes sociais e matérias que podem ser lidas em um clique, mas que ao mesmo tempo nao ficam estampadas nas primeiras páginas por muito tempo como antes. O filme poderia explorar melhor a descoberta da farsa da protagonista e mostrar o seu fim diante do abandono dos seus pares. Entendo perfeitamente que o filme quis focar exclusivamente na questao narcisica enquanto prática e não consequência
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