"No espaço, ninguém pode ouvir você gritar"
Alien Romulus conta a trajetória de Rain (Cailee Spaeny) e Andy (David Jonsson), irmãos que precisam sobreviver em uma sociedade fundamentada em trabalhos análogos a escravidão, visando escapar dessa vida sem futuro, ambos aceitam explorar e buscar materiais e equipamentos de muito valor em uma antiga base de pesquisa abandonada no espaço, ao lado de uma equipe de amigos de longa data, o que era para ser um simples roubo de equipamentos antigos, se tornou um pesadelo completo, quando eles encontram uma nova espécie de vida. Acredito que o maior destaque do filme não seja apenas a utilização de efeitos práticos, o que fez com que todos os cenários e criaturas do filme fossem produzidos fisicamente, fazendo o filme ter uma atmosfera bem mais tensa e assustadora, além do fato dessa obra trazer o antigo sentimento que os dois primeiros filmes traziam, sendo bem perceptível a inspiração, tanto na história e na estética, mas sim seus personagens, que são muito bem apresentados e desenvolvidos, criado um grande afeto pelos personagens, algo bem difícil nesses tipos de filmes, algo que ficou bem claro como, por exemplo, em "Aliens - O Resgate", muitos personagens e pouco afeto, o que nesse filme o roteiro acerta precisamente, além dos protagonistas, Kay (Isabela Merced) e Tyler (Archie Renaux) também são ótimos destaque do filme.
Outro grande destaque é o estilo do filme, em diversos momentos, ele se assemelha ao primeiro (Alien - O oitavo passageiro) no quesito terror, cenários escuros repleto de segredos, a agonia de não saber onde a criatura está, o medo do silêncio. E em outros momentos, remete ao segundo (Aliens - O Resgate 1986) no sentido da ação, as cenas de perseguição e de ataque, sempre com aquele alarde de que alguém não pode sair vivo daquela situação.
Em suma, Alien Romulus é uma ótima surpresa para esse universo arcaico, tanto para os novos e velhos fãs. A mistura de horror e ação é um ótimo acerto, tanto os personagens que compõem essa narrativa.