Primitive War
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Ester Pereira
Ester Pereira

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5,0
Enviada em 18 de setembro de 2026
Muito bom esse filme, o enredo, os efeitos especiais sao muito bons.
É muito medo que os filmes de dinossauros lançados recentemente.
João Marcelo-RJ
João Marcelo-RJ

1 seguidor 5 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 24 de setembro de 2026
Primitive War - Quando a falta de lógica vira o verdadeiro monstro da selva (Minha resenha autoral, sem filtros, perfumaria ou IA)

Há filmes que a gente assiste para acreditar na história. Outros, para simplesmente se divertir. E existem aqueles que nos obrigam a fazer uma terceira coisa: parar a sessão de tempos em tempos para perguntar a nós mesmos: “Será que eu sou idiota, e perdi alguma coisa ou o filme simplesmente não explicou?”

Primitive War pertence, infelizmente, a essa terceira categoria.

Confesso que, passei quatro longos dias tentando assistir ao filme. Não porque ele seja particularmente longo (tem mais de duas horas de duração), mas porque, em determinado momento, comecei a interromper a sessão para voltar algumas cenas e tentar entender se havia deixado passar alguma informação importante.
Afinal, talvez o problema fosse comigo.
Talvez eu tivesse perdido algum diálogo, alguma pista ou alguma explicação que amarrasse aquela sequência de acontecimentos aparentemente desconexos.

Mas não foi isso. Em boa parte das vezes, a impressão era mesmo de que o próprio filme havia se perdido.

E é importante deixar uma coisa clara logo de início: Não tenho absolutamente nada contra a fantasia do cinema.
Muito pelo contrário. Cinema pode inventar praticamente qualquer coisa.
Dinossauros no Vietnã? Perfeito.
Um vale perdido onde criaturas pré-históricas sobreviveram por milhões de anos? Vamos nessa.
Dinossauros no Vietnã? Tudo bem. Mas e o resto?
Não é necessário que tudo seja cientificamente possível para que uma história funcione.
O problema começa quando o filme estabelece regras e depois parece esquecê-las.

A proposta inicial é até bastante interessante.
Estamos em 1968, durante a Guerra do Vietnã. Um esquadrão norte-americano de reconhecimento, conhecido como Esquadrão Abutre, recebe a missão de localizar um grupo de Boinas Verdes desaparecido em uma região isolada da selva.
Até aí, temos uma boa combinação de guerra, selva, mistério e sobrevivência.
Então aparecem os dinossauros.
E, novamente: Tudo bem!

Se o filme quer ser uma mistura de guerra do Vietnã com aventura jurássica, eu aceito o convite. O cinema já nos ensinou que não precisamos perguntar demais sobre certas coisas. King Kong, Jurassic Park, Kong: A Ilha da Caveira e tantos outros filmes já provaram que a imaginação pode funcionar muito bem quando existe uma lógica própria dentro daquele universo.
O problema de Primitive War é que, depois de estabelecer a premissa, ele parece acreditar que não precisa mais se preocupar com absolutamente mais nada.

A história começa a andar em uma direção, depois muda, apresenta alguma coisa, abandona, recupera outra muito tempo depois e, quando finalmente esperamos alguma explicação, recebemos outra situação absurda.
É como se o roteiro tivesse várias ideias interessantes, mas ninguém tivesse conseguido sentá-las à mesma mesa: O roteiro parece ter sido escrito em pedaços e por vários "criadores".
Uma das coisas que mais me incomodaram foi justamente essa sensação de desorganização.

Existem acontecimentos que parecem importantes, mas não recebem o desenvolvimento necessário.
Existem personagens que poderiam ter uma função relevante na trama, mas acabam parecendo peças colocadas ali apenas para preencher espaço.
E há momentos em que o espectador simplesmente precisa aceitar o que está acontecendo porque o roteiro não se dá ao trabalho de explicar.

Isso me lembrou muito aqueles filmes de aventura e terror dos anos 1970 e 1980 que tinham uma história relativamente simples, mas precisavam preencher uma determinada duração. Então surgiam perseguições, caminhadas pela floresta, personagens conversando sobre coisas que pouco acrescentavam, sustos previsíveis e mais uma criatura aparecendo.
Era como se fosse necessário “encher linguiça” até chegar ao próximo acontecimento importante.
Só que existe uma diferença fundamental entre fazer um filme simples e fazer um filme desleixado.

Um filme pode ser exagerado, absurdo, trash, divertido e até completamente impossível. Mas precisa respeitar a inteligência de quem está assistindo.

O problema não são os clichês. É a falta de criatividade por trás deles.
Filmes de dinossauros têm clichês.
Filmes de guerra têm clichês.
Filmes de monstros têm clichês.
Filmes de terror têm clichês.
Não há nada de errado nisso. O gênero cinematográfico é construído justamente sobre determinados códigos que o público reconhece.
O problema aparece quando o filme simplesmente reproduz esses códigos esperando que o espectador fique satisfeito.

Aqui temos sustos que podem ser antecipados com bastante antecedência. Personagens entrando exatamente onde sabemos que não deveriam entrar. Criaturas aparecendo de maneiras que já vimos dezenas de vezes. Situações que parecem construídas não porque fazem sentido para os personagens, mas porque o diretor precisava provocar uma reação naquele momento.
Depois de algum tempo, o espectador deixa de sentir tensão e começa a pensar:
Tá. Agora vai aparecer alguma coisa atrás deles.
E, quando aparece, a reação não é de medo.
É quase de confirmação.

E o Vietnã?
Aqui existe outro problema que me incomodou bastante.
Estamos falando de 1968, no meio da Guerra do Vietnã.
Um dos elementos históricos mais importantes daquele conflito foi justamente a presença dos vietcongues e a guerra de guerrilha. A selva, os túneis, as emboscadas, o conhecimento do terreno e a dificuldade de identificar o inimigo faziam parte fundamental daquele cenário.
Por isso, achei particularmente estranho que a ambientação humana do filme pareça tão pouco interessada em transmitir a sensação daquele conflito.
Em determinados momentos, tive a impressão de estar diante de um grupo de soldados americanos de uma produção contemporânea que simplesmente foi colocado dentro de uma floresta, mas nunca no Vietnam de 1968.

E isso fica ainda mais estranho quando pensamos na representação dos próprios soldados.
Não estou esperando um documentário histórico. Mas, se você vai colocar a história em 1968, pelo menos a ambientação deveria trabalhar a favor dessa escolha.
Há uma artificialidade na aparência, nos figurinos, na caracterização e na própria dinâmica dos personagens que me tirou várias vezes da história.
E aí vem outra questão: onde está a guerra?
Onde está a presença humana do conflito?
Onde está aquela atmosfera de um país dividido, ocupado militarmente, repleto de combatentes, civis, guerrilheiros e tensão?
Em vários momentos, parece que os personagens foram transportados para um parque de diversões pré-histórico e esqueceram de avisar que estavam no meio de uma guerra.

Me lembrei de uma música antiga que falava assim... “Era um garoto, que como eu, amavam os Beatles e os Rolling Stones”. Aí, me lembro que também preciso falar da trilha sonora.
Eu gosto de rock clássico. Muito!
E justamente por isso me incomodou a maneira como algumas músicas são utilizadas.

O Senhor dos Anéis pode colocar uma música contemporânea em um momento inesperado e criar uma sensação específica.
Guardiões da Galáxia transformou músicas antigas em parte fundamental da identidade de seus personagens.
Kong: A Ilha da Caveira, também utilizou muito bem a música para construir a atmosfera de sua época.
Mas existe uma diferença entre usar música como linguagem narrativa e simplesmente colocar músicas antigas porque elas são legais.

E em Primitive War, algumas dessas escolhas parecem aleatórias.
Não sinto que a música esteja necessariamente contando alguma coisa sobre aqueles personagens ou ajudando a construir aquele momento histórico. Em determinadas cenas, parece apenas uma playlist de rock clássico colocada sobre as imagens.
E isso acaba contribuindo para a sensação de artificialidade.
É quase como se o filme dissesse: “Olha só, estamos nos anos 60! Temos rock antigo!”

Sim, diretor. Nós entendemos sua estorinha.
Tive sim, a sensação de estar assistindo a vários filmes ao mesmo tempo; e talvez essa seja a melhor maneira de explicar minha experiência com Primitive War.
Ele parece querer ser muitas coisas simultaneamente:
filme de guerra;
filme de dinossauro;
filme de sobrevivência;
filme de terror;
filme de aventura;
filme de monstros;
filme de mistério.
O problema é que essas propostas não conseguiram se encaixar satisfatoriamente.
Quando estou começando a entrar no clima de guerra, aparece uma situação de dinossauro.
Quando começo a aceitar o filme como aventura de criaturas pré-históricas, surge alguma situação que parece pertencer a outro gênero.
Quando espero uma explicação para determinada situação, o filme simplesmente segue adiante.
E quando finalmente penso que alguma peça começou a se encaixar, outra é colocada no tabuleiro sem que saibamos exatamente qual é a função dela.
E talvez o maior problema seja justamente esse, em que o filme parece acreditar que basta colocar coisas interessantes juntas para criar uma história interessante.
Não basta!

Dinossauros são interessantes.
Guerra do Vietnã é um cenário historicamente rico.
Selva é um excelente ambiente para suspense.
Militares perseguidos por criaturas gigantes oferecem inúmeras possibilidades.
Rock dos anos 60 é excelente.
Mas juntar tudo isso não produz automaticamente um bom filme.

É preciso roteiro.
É preciso ritmo.
É preciso coerência interna.
É preciso desenvolver personagens.
É preciso estabelecer regras e respeitá-las.
E, principalmente, é preciso saber o que deixar de fora.
Ainda assim, existe um mérito

Seria injusto, eu dizer que Primitive War não tem nenhuma qualidade.
A ideia central é divertida. Há momentos visualmente interessantes e algumas criaturas são capazes de despertar aquele fascínio infantil que todos nós temos diante de um dinossauro gigantesco aparecendo na tela.
Também existe uma certa coragem em abraçar uma ideia tão absurda.
O problema é que o filme parece ter mais entusiasmo pela própria ideia do que pelo trabalho de transformá-la em uma narrativa consistente. E é aí que a coisa desanda.

Posso dizer que a minha relação com o filme seja que, talvez Primitive War funcione melhor para quem esteja disposto a simplesmente desligar o cérebro e aceitar qualquer coisa que apareça na tela enquanto mexe no seu celular.

Eu tentei.
Juro que tentei.
Mas existe um limite entre “não vou questionar a ciência disso” e “não estou entendendo por que isso está acontecendo”.

A primeira situação faz parte da fantasia.
A segunda é problema de roteiro.

E foi justamente nessa segunda situação que me encontrei várias vezes durante o filme.
No final, não fiquei incomodado porque existem dinossauros no Vietnã.
Fiquei incomodado porque, depois de aceitar os dinossauros, o filme aparentemente esperava que eu também aceitasse qualquer outra coisa sem explicação.

E aí fica difícil.

Porque o espectador pode aceitar um T-Rex sobrevivendo milhões de anos em um vale perdido.
Pode aceitar uma guerra contra criaturas pré-históricas.
Pode aceitar praticamente qualquer absurdo.
O que ele não deveria precisar aceitar é a ausência de uma história que faça sentido dentro do próprio absurdo.

Primitive War criou uma espectativa, que poderia render uma aventura de guerra e dinossauros muito divertida, brutal e até memorável.
Mas, para mim, acabou sendo uma sucessão de ideias interessantes, clichês conhecidos, sustos previsíveis, decisões inexplicadas e situações que me fizeram pausar o filme mais vezes do que gostaria.

E quando o espectador precisa interromper um filme de ação para voltar alguns minutos e descobrir se foi ele quem não entendeu...
...e percebe que, na verdade, o filme é que não explicou direito, talvez o verdadeiro predador escondido naquela selva não seja um dinossauro... É o roteiro.
GoTyK
GoTyK

49 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 20 de setembro de 2026
Não assista dublado. A dublagem é péssima. Tira todo o contexto das interpretações. Parece outro filme.
Os efeitos digitais, dos dinossauros, são muito bons.
O que peca é o roteiro e a direção. Câmeras confusas e com tremedeiras.
ISMAEL VITÓRIO
ISMAEL VITÓRIO

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de junho de 2026
O filme é incrível mesmo que eu tinha que assistir inglês o e muito bom o trilha sonora e o terror e muito bom
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