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Ricardo L.
63.289 seguidores
3.227 críticas
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3,5
Enviada em 11 de outubro de 2024
A linda Zendaya protagoniza esse bom filme que mistura esporte com drama com boas atuações e uma boa direção, ressalvas para o roteiro que poderia ser mais enxuto!
Bom. A tensão sexual envolve o enredo inteiro de uma forma que a sensualidade exala dos personagens magnificamente. Apesar do final medíocre, temos um desenvolvimento muito bom da história que nos cativa e entretém. Os atores tem química.
Rivais foi um filme dirigido por Luca Guadagnino e contou com o roteiro de Justin Kuritzkes. O filme se prevalece num drama na qual o tema principal é a rivalidade e fica claro que o esporte no filme (Tênis), é apenas uma alegoria para demostrar tal rivalidade na questão sexual, afetiva e emocional entre os personagens. E isso foi um ponto a favor do filme, pois não precisamos saber quase nada a respeito desse esporte que não é tão praticado no Brasil. A trama conta a história de Art (Mike Faist) que é um tenista que após lesão precisa voltar a vencer torneios e conta com a sua atual esposa e treinadora Tashi (Zendaya), na qual teve que se aposentar cedo do esporte por conta de uma grave lesão no seu joelho. Por outro lado, seu ex-melhor amigo, que também é ex da sua esposa, Patrick (Josh O’Connor) está para enfrentar em uma partida final. O filme trabalha com várias linhas temporais, a partir da principal que é a partida final entre Art vs Patrick. As linhas servem para evitar flashbacks e contar o motivo de ser tornarem rivais e do triângulo amoroso vivenciado no filme. A medida em que a história vai sendo revelada, a partida final vai ficando cada vez mais tensa. Isso é puro mérito do roteiro. A direção soube usar bem e de forma adequada o jogo de câmeras durante as partidas. O filme pode desagradar em seu desfecho, pois não se tem um final “satisfatório” para alguns, e a intenção do filme não é mostrar quem ganhou ou quem perdeu e sim a rivalidade, a disputa.
A temática do esporte é interessante, mas confesso que só consegui me afeiçoar ao personagem do Art. A Tashi me irritou tanto! kkkkkk outra questão é o uso excessivo de slow motion e música eletrônica de funto (muito alta), muitas vezes não consegui ouvir direito as falas dos atores.
Vamos concordar que a cena da ventania ficou exagerada. Romance não é meu gênero favorito, mas eu dei uma chance. O final estava intrigante, mas acabou sem um desfecho. Não é ruim, mas também não é nada de outro mundo.
Achei esse novo filme do Luca Guadagnino gostosinho de assistir. É legal o fato dele se utilizar do contexto esportivo para contar uma história de romance, associando aspectos como poder, inveja, competitividade e controle ao triângulo amoroso entre os protagonistas. O ponto que me incomodou (nem tanto) foi o fato de que nas quebras de foco narrativo entre passado e presente, a personagem Tashi (Zendaya) parece não ter mostrado muito as marcas do tempo. Talvez pela atriz ainda ser jovem para representar o papel de uma mulher mais madura, o que não significa que ela não tenha sido competente neste caso. Também esperava que a relação entre o Art (Mike Faist) e Patrick (Josh O'Connor) fosse além da suavidade empregada. Poderiam ter tido mais cenas íntimas juntos, o que com certeza seria um deleite para os órfãos de produções essencialmente LGBTQIA+. No geral o filme se sai muito bem, com destaque para a evolução da Zendaya em um papel mais sério no cinema e a química entre os dois amigos/amantes tenistas. Arrisco a dizer que possui algumas chances de participar da próxima temporada de premiações, mas com pouco número de indicações devido a outros concorrentes de peso.
O filme peca pelo excesso de apelo à sexualidade (homoerotismo), que em todos os momentos ultrapassa o necessário para a narrativa. Além disso, em um esforço para seguir a tendência contemporânea de deixar interpretações abertas ao público, o roteiro acaba entregando um final que parece inacabado.
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