Paraíso
Média
3,4
102 notas

28 Críticas do usuário

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9 críticas
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Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de junho de 2024
Prende demais até o último ato... que premissa, que ideia, pena que a parte final fica muito rápida e simples.
Luis Anjos
Luis Anjos

4 seguidores 59 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de agosto de 2023
Gosto destes filmes que retratam o tempo como uma moeda onde quem tem dinheiro compra o tempo de quem não tem. Nada diferente do que já acontece hoje, não é mesmo ?

Vale co entretenimento.
Mariano Soltys
Mariano Soltys

2 seguidores 35 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de agosto de 2023
FILME “PARAÍSO” LEVA A DIVERSAS REFLEXÕES

Por Mariano Soltys, advogado e professor


Um casal – Max e Elena – trabalha em uma grande empresa chamada Aeon, e o valor ou moeda de troca em questão é a vida, ou a idade, pois pessoas podem transferir anos de suas vidas para outras. Assim as pessoas pobres ficam mais velhas, uma vez têm a necessidade de vender a sua juventude, e as pessoas ricas aproveitam ampliar sua vida, numa verdadeira fonte da juventude, alquimia antiga.

Sophie é a CEO da empresa, de modo que necessita alguém compatível, por DNA, para ver-se jovem novamente. A nossa sociedade líquida consome cada vez mis com estética, e é mais que com a alimentação. As pessoas gastam tudo que têm em plásticas, tratamentos estéticos, buscando serem mais jovens. Isso também leva-nos a pensar no filósofo Foucault, que dizia existirem várias formas de controlar o corpo, de prender as pessoas, na sociedade. Na obra “Vigiar e Punir” transparece essa troca do tempo pela aprovação social, também presente no filme “Paraíso”.

Incêndio – O drama acontece quando o casal que morava num apartamento de luxo descobre que este teve um incêndio, e que o seguro não cobriu. Fica para pagar a conta, a caução, esta sendo 40 anos da vida de Elena, que assim tem de cumprir o contrato, sem questionar. Max, revoltado e questionando a patroa, Sophie, busca inspiração em grupo terrorista Adam, de líder Lilith, para recuperar a vida e juventude de esposa, chegando assim a sequestrar o que acha ser sua patroa, mais jovem, mas que depois descobre ser a sua filha secreta, a Marie, que acaba gerando novos desafios, tentando fugir e ameaçando o plano de recuperar a vida perdida.

O filme leva a diversas reflexões, como ao capitalismo que retira a vida dos vulneráveis e as oferece aos burgueses, bem como a diversas formas de perda e prisão do corpo, como escola, trabalho, detenção, etc, a que se referia o pensador Michel Foucault.

Na hipermodernidade que nos cerca, nessa infocracia das redes sociais – e o corpo e a juventude são cobrados e usados como valor, resta que filmes como “Paraíso” critiquem nossa sociedade, como sua promessa de um além-túmulo, a que criticava Nietzsche, um mundo melhor e salvação espiritual, já garantidos aos ricos, que curtem a vida e a juventude, enquanto outros aprisionam corpo e juventude em trabalho pouco renda e numa dupla jornada, remunerada de modo quase escravagista.

Culto da idolatria – O corpo também se torna cultuado, em buscas de redes sociais adultas, fantasias de libido, fetiches e uma série de sortes poucos aconselháveis. Um culto de idolatria, o corpo se torna o templo da maioria, enquanto a alma acaba sendo esquecida.

Promessas mágicas ou religiosas, como a alquímica fonte da juventude, ou o paraíso judaico-cristão, levam a se questionar qual o valor da vida e quem realmente vive. O Paraíso dessa empresa, desse Aeon, palavra que lembra um intervalo de tempo, um ciclo ou mesmo eternidade, demonstram juntamente com o grupo Adão, ou mesmo outras coisas, os valores que inspiram nossa sociedade e os poucos que podem usufruir da juventude e do tempo, pois tudo exige dinheiro. O corpo acaba sendo um investimento de alto valor, e cada vez mais se gasta com procedimentos estéticos, cirurgias, dietas, academias, etc.
Fred Luz
Fred Luz

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de agosto de 2023
Vi aqui comparações com o filme com Justin Timberlake ( O preço do amanhã) e fui sem grandes espectativas, porque também criticaram o final aqui, mas este filme eu achei superior ao com Justin, e curti o final, recomendo pra quem tá em dúvida, filme bem construído e coerente, não é inovador, mesmo assim garante a diversão.
Pkdesouza
Pkdesouza

7 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de outubro de 2025
Filme muito bom, prende atenção do início ao fim. Pena que o final finalizar sem muitos esclarecimentos e sem profundidade. Excelente filme para assistir!!!
Assuero Breckinridge
Assuero Breckinridge

1 seguidor 37 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de abril de 2026
“Leve minha casa, leve o carro, leve as roupas, mas você não pode levar o espírito”. Essa música da banda The Cranberries, intitulada The End, do álbum de 2019 de mesmo nome, fala um pouco do sentimento da cantora sobre a vida, sobre as outras pessoas e sobre a arte. Em Paraíso, drama distópico da Netflix lançado em 2023, o capitalismo vence. Ele manda em tudo e convence as pessoas a entrar no sistema social que as engloba. As pessoas participam da ordem social vendendo o que lhes é precioso, como sempre. Você pode vender qualquer coisa a fim de conseguir dinheiro, mudar de vida e progredir. Em Paraíso, a distopia traz um limite à nossa busca constante por lucro: a juventude. Até por que, trocar a própria juventude por ganhos materiais parece tão extremo que se aproxima de uma loucura, um desvio grave de comportamento. Mas Paraíso está ciente disso e, em seu sólido roteiro, propõe que qualquer sociedade, mesmo uma futurista bem avançada, seria disfuncional e potencialmente destrutiva se a juventude de um cidadão virar moeda de barganha no sistema capitalista. Uma mensagem profunda e significativa, revelando o impacto de uma distopia na tentativa de elaborar uma percepção intrincada sobre até onde podemos ir em nossa sociedade e quando a sociedade perde a razão de ser, virando uma abominação lucrativa insustentável e perigosa.

Leve minha casa. Leve o carro. Leve as roupas. Mas você não pode levar a juventude.
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