A Substância
Média
3,0
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466 Críticas do usuário

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Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.170 seguidores 969 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de setembro de 2024
Uau! Um crítica social contemporânea perfeita! Até onde vamos pela perfeição corporal? Qual o preço a pagar pela aceitação? Atuação e caracterização impecáveis. Demi esta magnífica. O final é um pouco trash, mas nem por isso desmerece todo o enredo. Um dos melhores e mais originais dos últimos tempos.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de outubro de 2024
Pena que não soube a hora de parar... o final poderia ser mais "realístico" dentro da proposta, mais dark e menos gore. Mas é top.
NerdCall
NerdCall

59 seguidores 474 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de setembro de 2024
"A Substância" é um filme que mergulha o espectador em uma montanha-russa emocional rara, onde a diretora Coralie Fargeat demonstra uma habilidade singular de misturar uma narrativa aparentemente simples com críticas sociais profundas. O longa não apenas cativa pela sua trama, mas, sobretudo, pela maneira como explora temas contemporâneos de forma visceral, abordando questões de perfeição, envelhecimento e autoimagem com uma brutalidade crua.

A história segue a busca obsessiva de uma mulher pela perfeição física, impulsionada por um mundo que a todo momento impõe padrões inalcançáveis. O roteiro de Fargeat, embora simples em sua estrutura, é brilhante na forma como utiliza essas pressões sociais como motor para as decisões das protagonistas. A cada passo, o espectador é levado mais fundo em um universo onde a busca pela aceitação, alimentada pelas redes sociais e pela necessidade de validação externa, consome seus personagens de maneira implacável.

A narrativa é habilmente construída, escalonando o desconforto e a tensão ao longo de suas 2h20 de duração, sem nunca quebrar o ritmo. O filme gradualmente aumenta a brutalidade e o desconforto, mantendo a atenção do público até o último minuto. O choque e a perplexidade que permeiam o final são tão intensos que é impossível terminar o filme sem ficar profundamente impactado.

O longa também se destaca por suas reflexões sociais. As metáforas que tratam da obsessão pelo corpo perfeito e da constante comparação nas redes sociais são desconcertantes. As discussões sobre o envelhecimento e as pressões para aparentar uma vida ideal são temas delicadamente tecidos no subtexto, criando uma obra que não apenas entretém, mas também provoca reflexões profundas.

As performances são outro ponto alto do filme. Dennis Quaid traz um papel que evoca repulsa e desconforto com maestria, enquanto Margaret Qualley reafirma sua versatilidade ao brilhar em um gênero diferente, mostrando a tensão e o terror físico em sua interpretação. Entretanto, é Demi Moore quem rouba a cena, oferecendo uma das performances mais marcantes de sua carreira. Sua atuação, cheia de sutilezas e silêncios, é avassaladora, transmitindo a dor e o desespero de sua personagem de forma intensa e comovente.

A direção de Fargeat brilha também pela escolha estética. A fotografia, repleta de contrastes entre tomadas fechadas e abertas, reflete os sentimentos internos dos personagens, com Moore frequentemente filmada em planos que reforçam sua vulnerabilidade e isolamento, enquanto Qualley é filmada em close-ups que enfatizam o obsessivo foco em sua perfeição corporal.

Em resumo, "A Substância" não é apenas um filme, mas uma experiência que te deixa desconfortável e reflexivo. Sua narrativa brutal, as atuações impressionantes e as críticas sociais presentes em cada camada do roteiro tornam-no uma obra essencial. Este é um filme que, com certeza, vai deixar uma marca e será lembrado como um dos grandes destaques do ano, tanto nas premiações quanto nas discussões cinematográficas.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 23 de dezembro de 2024
Coralie Fargeat, conhecida por sua abordagem visceral ao cinema, entrega em The Substance uma obra que não apenas reforça sua assinatura criativa, mas também eleva o gênero de terror corporal a novos patamares de grotesco e relevância temática. Estrelado por Demi Moore, Margaret Qualley e Dennis Quaid, o filme combina uma narrativa perturbadora com uma crítica mordaz às obsessões contemporâneas com juventude, fama e perfeição estética. A seguir, exploraremos como o filme constrói sua mensagem, analisando seus méritos, escolhas estéticas e implicações culturais.

O enredo acompanha Elisabeth Sparkle, uma celebridade decadente que, ao sucumbir à pressão da indústria e à obsessão com a juventude, recorre a uma substância ilícita que cria uma versão mais jovem de si mesma, Sue. Essa premissa, aparentemente simples, desdobra-se em uma espiral de horror psicológico e físico, com ambas as versões de Elisabeth entrando em conflito. A transformação literal do corpo e a deterioração progressiva servem como uma metáfora potente para a luta interna de Elisabeth com sua identidade e o desespero por relevância.

Fargeat constrói um retrato angustiante do culto à juventude. O relacionamento simbiótico e, posteriormente, antagônico entre Elisabeth e Sue expõe como a busca pela perfeição pode se transformar em autossabotagem. A narrativa explora o vazio existencial que acompanha a superficialidade da fama, demonstrando que a obsessão com a aparência pode corroer tanto o corpo quanto a alma.

O uso extensivo de maquiagem protética e efeitos práticos é um dos pontos altos do filme. Projetado por Pierre-Olivier Persin, o visual grotesco e hiper-realista das transformações corporais de Elisabeth e Sue encapsula perfeitamente o terror corporal. A escolha de empregar 21.000 litros de sangue falso e uma variedade de marionetes e manequins enfatiza a visceralidade do filme, criando um espetáculo visual que perturba e fascina.

A sequência final, onde a fusão grotesca de Elisabeth e Sue resulta no “Monstro Elisasue”, é um marco do gênero. O caos que essa criatura desencadeia em um estúdio de TV lotado simboliza a falência completa de um sistema que glorifica a juventude e descarta o envelhecimento. As imagens, ao mesmo tempo absurdas e aterrorizantes, são um lembrete brutal da inutilidade de lutar contra a passagem do tempo.

Fargeat opta por uma abordagem de roteiro que minimiza os diálogos em favor de descrições visuais detalhadas, permitindo que os atores transmitam a narrativa principalmente por meio de suas performances físicas. Demi Moore oferece uma interpretação comovente e multifacetada, capturando a fragilidade e o desespero de Elisabeth. Margaret Qualley, por sua vez, encarna Sue com um hedonismo arrogante que contrasta de forma contundente com a autodepreciação de Elisabeth.

Essa escolha narrativa, embora arriscada, reforça o impacto emocional do filme, pois obriga o espectador a imergir no mundo psicológico e físico das protagonistas. O silêncio, pontuado pela trilha sonora sombria de Raffertie, intensifica a sensação de isolamento e decadência.

A força de The Substance reside na sua capacidade de operar simultaneamente como um filme de terror e uma crítica social. A obra desmascara a cultura de consumo que explora inseguranças individuais, particularmente no que diz respeito à aparência e ao envelhecimento. Ao transformar Elisabeth em um monstro literal, o filme ressalta como a sociedade trata o envelhecimento feminino como algo abjeto e descartável.

Além disso, o retrato de Harvey, o produtor manipulador, serve como uma crítica à misoginia sistêmica de Hollywood, onde mulheres maduras frequentemente enfrentam rejeição e substituição por versões mais jovens de si mesmas. Essa dinâmica é exacerbada pela própria Sue, que, mesmo sendo uma criação de Elisabeth, representa a juventude idealizada que contribui para a ruína de sua criadora.

Embora The Substance seja amplamente bem-sucedido, alguns espectadores podem encontrar dificuldades na sua estrutura narrativa não convencional e no final ambíguo. O filme exige um envolvimento ativo do público, o que pode alienar aqueles que esperam um terror mais tradicional. Além disso, a dependência de imagens grotescas pode ofuscar, para alguns, a profundidade da mensagem social.

No entanto, essas escolhas são coerentes com a visão de Fargeat, que utiliza o choque visual e emocional para transmitir seu ponto. Em vez de oferecer respostas fáceis, o filme desafia o público a confrontar suas próprias ansiedades e preconceitos sobre envelhecimento, identidade e beleza.

The Substance não é apenas um filme de terror; é uma experiência visceral que combina narrativa, estética e crítica social em uma obra singular. Coralie Fargeat entrega um trabalho ousado que desafia convenções de gênero e convida o espectador a refletir sobre os horrores do culto à juventude e da superficialidade. Com performances notáveis, efeitos visuais impressionantes e uma mensagem poderosa, o filme se consolida como uma obra-prima do terror corporal e uma das críticas mais incisivas à indústria do entretenimento contemporâneo.
Louis
Louis

10 seguidores 129 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de novembro de 2024
O filme A substância tem a mensagem da juventude eterna e a objetificação da mulher, a mensagem está bem presente no filme, As personagens Elizabeth interpretada por Demi Moore e Sue interpretada por Margaret Qualley são personagens muito boas e desenvolvidas, a atuação das atrizes está muito competente, a história do filme está muito bem feita e interessante, com cenas de Body Horror, o começo do meio do filme estava muito bem feito e interessante e te prende muito na história,mais já o final foi mediano, foi meio tosco mais foi bom, pois mostra que para ter juventude eterna custa um preço grave, a direção está muito competente. Em geral A substância é um filme que entrega em esquisitice, atuação, mensagem do filme e direção. Vale a Pena conferir!!!
Ricardo L.
Ricardo L.

63.287 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de dezembro de 2024
Um dos grandes filmes de 2024! Um terror de qualidade com ótimas performances e um roteiro simples e de fácil entendimento.
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de novembro de 2024
Enquanto eu assistia “A Substância”, filme dirigido e escrito por Coralie Fargeat, me lembrei muito do conceito de grotesco. Normalmente, esta é uma palavra ligada ao sentido do que é bizarro e/ou extravagante. Porém, na realidade, este é um termo que, principalmente durante a era Renascentista, encontrou seu cerne no retrato da natureza mutante dos corpos, admitindo as formas consideradas monstruosas como manifestações exuberantes da força criadora.

Ou seja, existe muito do grotesco no relato da história da atriz Elizabeth Sparkle (Demi Moore), uma figura pública da televisão norte-americana, popularizada em um programa que retrata sua rotina de exercícios. Assim como muitas outras personalidades do mundo do entretenimento, Elizabeth sofreu com a passagem do tempo, com o fato de ser considerada “velha” e é uma questão de tempo até ela ser demitida e substituída por alguém mais jovem, que possa atrair uma nova audiência.

É aqui que entra “A Substância” que o título do filme se refere. Ela é um tratamento médico experimental que promete uma versão melhor de você mesma. É assim que Elizabeth dá vida a Sue (Margaret Qualley). As duas são uma extensão da outra e existe um equilíbrio entre elas que deve ser respeitado.

Como respeitar esse equilíbrio num mundo de vaidades, de ambição, de ciúme, de invejae de competição excessiva? Por meio do retrato da relação “médico x monstro” que se estabelece entre Elizabeth e Sue, “A Experiência” destila a sua crítica a um mundo que exige de nós a perfeição em todos os nossos campos de atuação.

O grotesco, em “A Substância”, está na forma como o corpo feminino é retratado, na maneira como a comida é mostrada, em como essas mulheres se submetem aos maiores absurdos devido a um ponto de vista e a um mundo dominado por homens, no banho de sangue que escancara a hipocrisia de uma sociedade preocupada com as aparências, e, principalmente, na compreensão definitiva de que a sua melhor versão, no caso de Elizabeth, na verdade, é uma aberração sem controle!

No final, uma pergunta deixa a reflexão: vale a pena se sujeitar a tudo isso para prolongar os seus cinco minutos de fama?
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de dezembro de 2024
A Substância marca o retorno do body horror, um gênero quase esquecido que agora ressurge com força no mainstream. O filme é bom, cinematograficamente acima da média atual, e se destaca por não ceder à bunda-molice: é asqueroso e entrega um gore de qualidade. A diretora francesa — só podia ser europeia — bebe de várias fontes para compor sua obra, como Cisne Negro, O Iluminado, Possessão e, principalmente, os clássicos de David Cronenberg, que certamente curtiu demais este longa.
O início é hipercriativo. As duas introduções, primeiro da substância e depois da protagonista, são curtas e inteligentes. A cena inicial, estrelando o "produto", é brilhante e já dá o tom do que está por vir: uma direção centralizadora, muita luz artificial, planos abertos e uma trilha sonora que mescla eletrônica com música clássica criam a atmosfera de desconforto perfeita. Cenários e elenco de apoio caricatos reforçam a ideia de que estamos diante de uma ficção científica.
Demi Moore entrega uma atuação de primeira linha, especialmente no trabalho corporal, enquanto Margaret Qualley, interpretando o "outro lado" de sua personagem, mantém o nível alto. A agressividade do filme é um dos pontos mais marcantes: close-ups de injeções, feridas expostas, corpos em decomposição e pele caindo culminam em um ápice tragicômico que realça o lirismo grotesco da obra.
Embora não seja perturbador a ponto de traumatizar, o filme incomoda em algumas cenas. Ele é longo e repetitivo, dividido em quatro atos extensos que prolongam sua conclusão. Algumas sequências parecem ter sido adicionadas posteriormente, como ideias surgidas na pós-produção. Isso não chega a estragar a experiência, mas a torna mais cansativa do que o necessário.
Um dos grandes méritos do longa é seu lado crítico, abordando questões como etarismo, sexualização e renovação. A diretora explora essas temáticas através do horror, sem chatice de sem forçar diálogos ou cenas expositivas. Há um pouco disso, mas nada que prejudique o ritmo. A obra pode ser apreciada tanto como um filme de terror, que funciona muito bem, quanto como uma ficção científica que, apesar de às vezes parecer uma colcha de retalhos, se sustenta como uma expressão de arte grotesca.
Para os fãs de terror no estilo trash body horror dos anos 80, A Substância será um prato cheio. Nota: 8/10.
Paulo Cesar
Paulo Cesar

2 seguidores 11 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de julho de 2025
Começa com uma crítica social profunda, repleta de simbolismo e mensagens subliminares, porém surpreende ao conduzir o desfecho por um caminho inesperado. É uma experiência interessante e surpreendente.
Niéri Svensson
Niéri Svensson

6 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de outubro de 2024
É um filme bem impactante e crítico ao etarismo e desprezo a identidade. Tem muitas referências a outros filmes e as atuações das atrizes estão muito boas.
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